Pai implora doação de pulmão para salvar filha de 6 anos
Data: 23/08/2006
“Minha filha, de seis anos, já está num estágio avançado de uma doença rara que compromete o pulmão. Não tenho mais para onde recorrer a não ser clamar para que a população se conscientize da importância da doação de órgãos. Um novo pulmão é a única salvação para ela”, desabafou o pai Luis Donizeti Forti, 33, morador do bairro Cezarino Borba, em Iracemápolis.
A doença que Caroline Vitória Forti, a única filha, possui, é chamada de hipertensão pulmonar primária. Segundo o pai, o problema só foi descoberto há um ano e meio quando o primeiro sintoma apareceu. “Ela teve convulsão. Até então, não sabíamos que podia se tratar de uma problema mais sério”, contou.
A partir daí, Forti relatou que a menina sempre passava mal e, por isso, resolveu procurar um cardiologista que, por sua vez, constatou que algo de errado estava acontecendo, mas não tinha como dar um diagnóstico preciso. De acordo com o pai, Caroline foi encaminhada para São Paulo e, no Instituto do Coração (Incor), foi detectada a patologia considerada grave. “Ela ficou internada, passou por tratamentos que deram resultados na ocasião, mas depois voltou a passar mal”, disse. Ele ainda contou que no meio de um dos tratamentos, foi necessário até o uso de um respirador artificial com óxido nítrico para mantê-la viva.
Caroline está internada no Incor desde janeiro deste ano, atualmente, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do local. Segundo o pai, a menina, sempre acompanhada da mãe, Maria Mercedes Santos Forti, ainda utiliza todos os medicamentos disponíveis, inclusive importados, que “com a graça de Deus” possibilitaram que ela fosse retirada dos aparelhos. Todo tratamento da menina está sendo feito através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mesmo assim, segundo Forti, a situação dela não é satisfatória. Os resultados esperados pelos medicamentos não atingiram as expectativas. “Já é possível notarmos sinais de regressão, apesar de a doença não deixar que Caroline fique magra e sem forças. Ela é linda, inteligente e muito esperta”, disse.
Para Forti, tudo o que está acontecendo reflete o quanto é importante o transplante pulmonar, que segundo os médicos que acompanham o caso, precisa ser realizado com urgência por causa da rápida progressão da doença e o comprometimento de outros órgãos, inclusive o coração.
AO TRANSPLANTE
Caroline já está na fila de transplante de órgãos aguardando um pulmão compatível. O pai afirmou que ela é a única criança à espera deste órgão específico. De acordo com o diretor clínico da Santa Casa de Limeira, Claudinei Lotufo, se a menina é a primeira da fila, já há uma certa chance de conseguir. “Isto quer dizer que se houver um doador em qualquer canto do Brasil, o pulmão é de Caroline”, disse o médico. No entanto, o especialista adiantou a questão da doação de órgãos ainda esbarra muito na falta de conscientização e, muitas vezes, no fator religioso.
Ele explicou que, para ser um potencial doador, a pessoa precisa ter a constatação de morte cerebral. “É aí que muitas famílias acreditam que ainda há chances de vida, mesmo quando apresentamos todos os laudos e exames confirmando que é irreversível”, frisou. A menina precisará de um pulmão que tenha o mesmo tamanho do dela e que seja do tipo sanguíneo O positivo. O pai deu início a uma campanha nacional: “Ajudem a salvar a Caroline”. Qualquer informação, Forti coloca seus telefones à disposição: (19) \n 9266-6917 ou (19) 9657-2535. (RR)