04 setembro, 2006

Mais um ato de Amor e Solidariedade

Morre adolescente que levou tiro na cabeça
Hospital Santa Inês realiza a primeira captação de órgãos

Anita Souza - O adolescente de 16 anos, Rullian Borges Serkiti Okasak, conhecido como “Japa”, que estava internado desde a última quarta-feira, 23, no Centro de Terapia Intensiva (CTI), do Hospital Santa Inês, vítima de arma de fogo, teve sua morte cerebral constatada ontem ao meio-dia.
A família autorizou a doação dos órgãos. Esta é a primeira captação de órgãos feita pelo nosocômio. De acordo com a enfermeira chefe, Flávia Bastos Stringari, na quinta-feira, às 13 horas, foi constatada através de um primeiro exame a morte cerebral. Outro exame foi realizado à meia-noite de ontem, e mais uma vez confirmada a morte do adolescente. O terceiro exame complementar foi realizado por um neurologista e sua equipe. A enfermeira chefe relatou que a confirmação se deu através de uma comprovação gráfica da morte encefálica. “O processo final foi conversar com a família, quando aconteceu a autorização da captação de órgãos”, contou. Rullian é considerado doador de múltiplos órgãos.
Os órgãos de Japa serão ainda hoje (ontem), retirados por uma equipe especializada da Central de captação vinda de Curitiba. Posteriormente os órgãos serão enviados a Florianópolis. “Os órgãos serão distribuídos conforme lista “única” de espera, explicou a enfermeira, que ainda mencionou que a equipe montada no Santa Inês para o procedimento é composta de quatro profissionais que foram devidamente treinados, dois médicos, um psicólogo e a enfermeira chefe”, finalizou.

Caroline sofre de Hipertensão Pulmonar Primária e necessita de um transplante Pulmonar

Pai implora doação de pulmão para salvar filha de 6 anos

Data: 23/08/2006

“Minha filha, de seis anos, já está num estágio avançado de uma doença rara que compromete o pulmão. Não tenho mais para onde recorrer a não ser clamar para que a população se conscientize da importância da doação de órgãos. Um novo pulmão é a única salvação para ela”, desabafou o pai Luis Donizeti Forti, 33, morador do bairro Cezarino Borba, em Iracemápolis.

A doença que Caroline Vitória Forti, a única filha, possui, é chamada de hipertensão pulmonar primária. Segundo o pai, o problema só foi descoberto há um ano e meio quando o primeiro sintoma apareceu. “Ela teve convulsão. Até então, não sabíamos que podia se tratar de uma problema mais sério”, contou.

A partir daí, Forti relatou que a menina sempre passava mal e, por isso, resolveu procurar um cardiologista que, por sua vez, constatou que algo de errado estava acontecendo, mas não tinha como dar um diagnóstico preciso. De acordo com o pai, Caroline foi encaminhada para São Paulo e, no Instituto do Coração (Incor), foi detectada a patologia considerada grave. “Ela ficou internada, passou por tratamentos que deram resultados na ocasião, mas depois voltou a passar mal”, disse. Ele ainda contou que no meio de um dos tratamentos, foi necessário até o uso de um respirador artificial com óxido nítrico para mantê-la viva.

Caroline está internada no Incor desde janeiro deste ano, atualmente, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do local. Segundo o pai, a menina, sempre acompanhada da mãe, Maria Mercedes Santos Forti, ainda utiliza todos os medicamentos disponíveis, inclusive importados, que “com a graça de Deus” possibilitaram que ela fosse retirada dos aparelhos. Todo tratamento da menina está sendo feito através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mesmo assim, segundo Forti, a situação dela não é satisfatória. Os resultados esperados pelos medicamentos não atingiram as expectativas. “Já é possível notarmos sinais de regressão, apesar de a doença não deixar que Caroline fique magra e sem forças. Ela é linda, inteligente e muito esperta”, disse.

Para Forti, tudo o que está acontecendo reflete o quanto é importante o transplante pulmonar, que segundo os médicos que acompanham o caso, precisa ser realizado com urgência por causa da rápida progressão da doença e o comprometimento de outros órgãos, inclusive o coração.

AO TRANSPLANTE

Caroline já está na fila de transplante de órgãos aguardando um pulmão compatível. O pai afirmou que ela é a única criança à espera deste órgão específico. De acordo com o diretor clínico da Santa Casa de Limeira, Claudinei Lotufo, se a menina é a primeira da fila, já há uma certa chance de conseguir. “Isto quer dizer que se houver um doador em qualquer canto do Brasil, o pulmão é de Caroline”, disse o médico. No entanto, o especialista adiantou a questão da doação de órgãos ainda esbarra muito na falta de conscientização e, muitas vezes, no fator religioso.

Ele explicou que, para ser um potencial doador, a pessoa precisa ter a constatação de morte cerebral. “É aí que muitas famílias acreditam que ainda há chances de vida, mesmo quando apresentamos todos os laudos e exames confirmando que é irreversível”, frisou. A menina precisará de um pulmão que tenha o mesmo tamanho do dela e que seja do tipo sanguíneo O positivo. O pai deu início a uma campanha nacional: “Ajudem a salvar a Caroline”. Qualquer informação, Forti coloca seus telefones à disposição: (19) \n 9266-6917 ou (19) 9657-2535. (RR)

Portugal desce do segundo para o sexto lugar, de acordo com a lista do ETCO na Recolha de Órgãos

Recolha de órgãos em Portugal diminuiu
Descida do segundo para o sexto lugar da lista do ETCO

Dados do «European Transplant Coordinators Organization» (ETCO) mostram que Portugal desceu do segundo para o sexto lugar da lista de países com mais colheitas na Europa alargada, com 232 órgãos colhidos em 2005. Por outro lado, segundo contas da Organização Portuguesa de Transplantação (OPT), no mesmo ano foram feitas 1.425 transplantações em hospitais portugueses.

As recolhas de rins e de córnea diminuíram muito e as de fígado também baixaram», disse o presidente da OPT, Manuel Abecassis, citado pelo Jornal de Notícias, salientando que, em termos numéricos, «a recolha de coração melhorou, a de medula subiu e a de pâncreas estagnou.

Segundo Manuel Abecassis, para isto contribuíram diversos factores, nomeadamente no hospital de S. José, importante no fornecimento de órgãos, onde «houve problemas na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), com um incêndio parcial que levou ao encerramento temporário». No Norte «houve mudanças na direcção das UCI em dois hospitais e, coincidência ou não, houve redução de colheita» nesses locais.

Para a redução de órgãos para transplante contribuiu ainda a redução do número de acidentes de trabalho fatais, enquanto se verificaram também menos reanimações nos acidentes rodoviários «e mais pessoas a morrer no local, sem chegar aos hospitais a tempo da colheita do órgão.

Segundo dados preliminares da ETCO, em 2005, a média de recolha de órgãos em Portugal foi de 19 por milhão de habitante (contra 22,2 em 2004), enquanto em Espanha, país que encabeça a doação de órgãos no mundo, é de 35,1.

A lei em Espanha não é tão favorável como a nossa, pois exige autorização da família para a doação, quando em Portugal está presumida. Mas conseguem ter resultados excelentes devido a um trabalho constante dos coordenadores locais de colheita, justifica o presidente da OPT. Em Portugal, há necessidade de as pessoas estarem mais alerta e de dar acesso a formação constante a quem está na linha da frente, aos coordenadores locais, que têm de ser mais valorizados, concluiu o responsável.

Curso sobre Doação de Órgãos - Mato Grosso do Sul

Curso sobre doação de órgãos e tecidos começa amanhã

A Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES), e o Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, realizam amanhã, quinta e sexta-feira, em Campo Grande, o Curso de Formação de Coordenadores Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes. O período das aulas é das 8 às 17h.

O evento é direcionado a médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, promotores de Justiça, procuradores e juízes, além de pessoas envolvidas no setor administrativo que lidam com processos de doação e transplante de órgãos e tecidos.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Matias Gonsales Soares, é fundamental a realização de campanhas permanentes para esclarecimento público em favor da doação de órgãos, “pois, a partir dessas discussões, podemos estabelecer estratégias com a finalidade de demonstrar aos diferentes setores da sociedade a importância da participação de toda a comunidade nesse processo de conscientização e comprometimento”.

Serviço

Todos os hospitais públicos e privados de Mato Grosso do Sul que possuem mais de 80 leitos e CTI II estão sendo convidados a enviar representantes para participar do curso. O evento será realizado no Auditório do Cemed (Centro de Especialidades Médicas da Uniderp - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), rua Nova Era, 480, bairro Miguel Couto, Campo Grande. Mais informações pelos fones (67) 3312-1400 ou (67) 3312-8877 com a coordenadora da Central de transplantes Claire Carmem Miozzo – ou pelo correio eletrônico
cet@net.ms.gov.br.