14 setembro, 2007

Ministério prevê medidas para estimular doações de órgãos Da Agência Brasil

08/09/200717h47-O coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Abrahão Salomão Filho, disse que o número de doações de órgãos no Brasil está em queda. “Houve um retrocesso importante e gradual nos últimos três anos”, admitiu. Os dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) revelam que o número de doações, só no primeiro semestre deste ano, foi de 5,4 doadores por milhão de população (pmp), e representa menos de 25% da lista de espera. O Registro Brasileiro de Transplantes divulgado pela ABTO mostra ainda que em 2004, a taxa foi de 7,3 doadores pmp, em 2005, de 6,4 pmp, e 6,0 em 2006. Salomão Filho explicou que pretende adotar medidas efetivas para, a curto prazo, melhorar as doações de órgão no país. Entre essas medidas, ele destacou a de colocar técnicos nos hospitais que atendam pacientes com traumas graves e com serviços de UTI. Segundo o coordenador, essas pessoas fariam parte de comissões intra-hospitalares de procura ativa de órgãos. Segundo o coordenador, é importante ampliar o quadro dos “doadores estendidos” – àqueles que antes não preenchiam os critérios ideais de doação, mas que agora passariam a integrar uma lista de possíveis doadores. Uma “manutenção” das campanhas de esclarecimento da população, através de nomes famosos que ajudem a divulgar a importância da doação de órgãos, também poderia ajudar. Salomão Filho explicou que para aumentar a captação de órgãos em todo país é preciso reativar as Centrais de Notificação, Capacitação e Distribuição de Órgãos (CNCDO). “ Todos os estados tem uma central de doação que se chama CNCDO. Cada central dessas, tenta organizar o programa de transplantes na respectiva cidade e estado. Existem CNCDOs municipais e estaduais. Então, estamos pensando em utilizá-las de maneira mais positiva”. Ele ressaltou que tem sido procurado pelos coordenadores dos CNCDOs com idéias que podem contribuir para melhorar a captação de órgãos. “Isso é importante, um diálogo mais próximo com as centrais para que a gente possa ampliar esse número de doações. Essa é a nossa meta, esse é o nosso desafio” disse Salomão Filho. No Brasil, cerca de 70 mil pessoas aguardam na lista de espera por um transplante. Os dados da ABTO revelam ainda que o país realiza cerca de 17 mil cirurgias de transplantes por ano.

12 setembro, 2007

Tudo o que você queria saber sobre doação de órgãos mas tinha medo de perguntar. Decálogo por Elizabeth Magliari

Tudo o que você queria saber sobre doação de órgãos
mas tinha medo de perguntar


Doar órgãos é um ato de amor. É a solidariedade que salva.
Para melhor compreendermos os mecanismos da doação, faz-se necessário os seguintes esclarecimentos:


• Para ser doador, não é necessário deixar nada por escrito, nem elaborar qualquer documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação. Somente os familiares autorizam a doação dos órgãos.
• A retirada dos órgãos só pode ser feita mediante morte cerebral confirmada e comprovada através de exames. A morte encefálica é irreversível.
• Os órgãos retirados vão para pacientes que estão na fila à espera de um transplante. Esta fila é uma lista única, nacional, definida pela central de transplantes de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.
• “A lista Única” é rigorosamente controlada. Na lista única não existem ricos ou pobres, negros ou brancos ou qualquer diferença que possa beneficiar uma pessoa ou prejudicar outra. Existe uma ordem de entrada e ninguém passa na frente de ninguém.
• Os órgãos que podem ser aproveitados para transplante são: coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, córneas, intestino, veias, ossos e tecidos. Um único doador pode salvar muitas vidas.
• O corpo do doador não fica mutilado após a cirurgia de retirada dos órgãos e poderá ser velado pelos entes queridos normalmente.
• A nova lei de doações de órgãos vale para todos os brasileiros maiores de 21 anos e para todos os estrangeiros residentes no Brasil. Menores de 21 anos também podem doar, mas nesse caso, seus familiares ou tutores legais deverão autorizar.
• Não existe possibilidade de comercialização, assim como não existe um “mercado negro” de órgãos doados. As equipes médicas de transplantes recebem os órgãos para as cirurgias encaminhados pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos que por sua vez consulta a “lista única” e comunica ao Serviço de Saúde onde o receptor está sendo atendido para realizar os preparativos do transplante.



Doar órgãos é um ato de amor ao próximo, é a confirmação de que precisamos uns dos outros.
Doar órgãos é dizer sim à vida

Doar órgãos é dizer sim à vida.

Elizabeth o Doeação agrace sua ajuda e exemplo:

Rafael