08 novembro, 2008

ACADEMIA PARA A VIDA: DOAÇÃO DE ÓRGAOS É ATO DE AMOR

07/11/2008 11.37.00

http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=243075

ACADEMIA PARA A VIDA: DOAÇÃO DE ÓRGAOS É ATO DE AMOR



Cidade do Vaticano, 07 nov (RV) - Médicos e cientistas de diversos países do mundo estão reunidos desde ontem, e até amanhã, no Auditório da Conciliação em Roma, para participar do Congresso internacional “Um dom da vida. Considerações sobre a doação de órgãos”. O encontro, organizado pela Pontifícia Academia para a Vida, analisa o sistema de transplantes em nível internacional. Hoje, os participantes serão recebidos pelo papa.

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, dom Rino Fisichella, explicou o significado do tema: “Como sabemos, o tema apresenta muitas nuances. Certamente os ouvintes se recordam do primeiro transplante de coração, efetuado mais de 40 anos atrás, pelo professor Barnard, em Cidade do Cabo, na África do Sul. Bom, nestes 40 anos, a ciência médica fez progressos enormes. Acredito que chegou o momento de fazer uma verificação para entender os grandes passos, o grande progresso realizado e o espírito com o qual nos apresentamos ao futuro. Nós sabemos que a lista de pessoas que aguardam um transplante é realmente longa e ainda não existe a sensibilidade, em muitas populações, em várias áreas do mundo, para a doação de órgãos. Este momento é importante para solicitar uma reflexão a este respeito”.

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida acrescenta ainda um segundo ponto de discussão: “Não podemos fechar os olhos diante dos graves problemas éticos conseqüentes do tráfico de órgãos, que infelizmente, envolve pessoas inocentes. Portanto, estes dois elementos nos impõem uma reflexão, seja em nível científico-médico, seja com todos os componentes antropológicos, éticos, legais, sociais e culturais.

Dom Rino Fisichella esclarece a posição da Igreja católica sobre o transplante de órgãos: “A posição da Igreja está bem expressa no Catecismo da Igreja Católica, que explica que ela aceita e acolhe o transplante de órgãos. Naturalmente, existem limites. Antes de tudo, não deve haver desproporção entre doação de órgãos e a manutenção da própria identidade pessoal e nem com a terapia e as soluções que o transplante pode acarretar”.

De acordo com dom Rino Fisichella, a Igreja vê o transplante de órgãos como uma dimensão profunda de um testemunho de caridade, um testemunho de amor. Enfim, pode-se falar de doação de órgãos como um dom para a vida, na medida em que permanece sempre um dom baseado na liberdade, que não tem em sua raiz algum desejo de lucro, como se verifica no tráfico de órgãos. (CM)

 

 

Abraços,

 

Rafael Paim

 

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06 novembro, 2008

Em 2008 já foram feitos 10% mais transplantes

Em 2008 já foram feitos 10% mais transplantes

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O secretário da Saúde, Gilberto Martin, apresentou ontem, na Escola de Governo, o Sistema Estadual de Transplantes. De acordo com as estatísticas apresentadas pelo secretário, o Paraná registrou aumento de 88,79% nos procedimentos realizados entre 1996 e 2007. Neste ano, a Central de Transplantes já registrou 1.020 procedimentos realizados, no Estado. O número é 10% maior que o registrado, no mesmo período do ano anterior.
“Temos um quadro de avanço, mas que ainda requer mudanças quanto à conscientização da população. Muitas das pessoas que ainda não se declaram doadores, não fazem esta opção por ter dúvidas ou, até mesmo, possuir visão distorcida sobre a importância desse ato e de como ele é realizado”, explica o secretário Gilberto.

O secretário também falou sobre a estrutura administrativa da Central. Ele explicou sobre os métodos de captação de órgãos e transporte, que conta com carro equipado e identificado para a Central, além de aviões do Governo do Estado disponíveis para a busca e transporte de órgãos. Neste ano, foram 40 saídas terrestres e 24 aéreas. O Estado conta com 50 hospitais credenciados para a realização de transplantes.

Equipamentos — Para garantir a rapidez no diagnóstico de morte encefálica, o governo do Estado investiu R$ 295 mil na compra de cinco aparelhos para dopplers transcranianos. Os aparelhos, de acordo com o secretário, podem fazer a diferença pela rapidez e segurança que fazem o diagnóstico, evitando perdas desnecessárias de órgãos a partir da parada cardiorrespiratória do potencial doador.

Essa situação é reforçada pelas estatísticas do tempo que cada órgão resiste fora do corpo humano. O coração, por exemplo, tem uma sobrevida de quatro horas, enquanto as córneas podem durar entre sete a 14 dias, o que justifica a manutenção de cinco bancos oculares nos municípios de Cascavel, Maringá, Londrina, Curitiba e Campina Grande do Sul.

A Central de Transplantes do Estado também realizou, desde janeiro, mais de 50 atividades de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Atualmente, há 4.573 pessoas na fila de espera. Sendo 66% desses aptos a receber a doação de imediato. 

 

04 novembro, 2008

Caso Eloá motivou doação de órgãos, diz médico

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Portal Terra

SÃO PAULO - O cirurgião José Henrique Vila, que transplantou o coração de Eloá Cristina Pimentel da Silva para Maria Augusta Silva dos Anjos, 39 anos, afirmou durante uma entrevista que a repercussão do caso da menina de 15 anos que morreu após 100 horas de seqüestro motivou um aumento na doação de órgãos. "Estávamos em um momento de dificuldade, a doação estava em baixa no mundo inteiro, disse.

A família autorizou a doação dos órgãos da menina após a sua morte ser constatada no Centro Hospitalar de Santo André (SP). Segundo o cirurgião, durou três horas e meia para que o coração de Eloá fosse retirado e colocado no corpo de Maria Augusta.

Segundo a médica Irene Noronha, que fez o transplante de um dos rins e do pâncreas da adolescente para Émerson Gentil, 25 anos, o incentivo à doação é uma "tecla que precisa ser constantemente batida", pois os familiares tendem a resistir à idéia da morte de seus entes queridos. "O doador ideal é sempre fruto de uma tragédia, por isso é difícil aceitar", diz Irene.

A mulher que recebeu o coração de Eloá agradeceu durante a entrevista à família da doadora. Segundo os médicos, a evolução da paciente foi "espetacular" e a tolerância ao órgão tem sido plena. Maria Augusta esperou quase dois anos para receber o transplante.

A paraense tinha uma cardiopatia congênita que fazia com que seu coração se dilatasse e perdesse a capacidade de pulsar. Ela morava em São Paulo há um ano e oito meses para o tratamento no Hospital Beneficência Portuguesa. Após a operação, Maria Augusta afirma que pretende se casar e realizar coisas simples, como aprender a nadar e a andar de bicicleta. "Estou ótima. Queria agradecer à família de Eloá que em um momento de dor tomou essa decisão."

Assim que estiver recuperada plenamente, Maria Augusta afirma que vai agradecer pessoalmente à família de Eloá e integrar uma ONG que incentive a doação de órgãos.

A evolução do quadro clínico de Émerson Gentil é "excelente", disse a médica Irene Noronha. Segundo ela, o paciente, que estava na fila de transplantes havia 3 anos, deve esperar 60 dias para freqüentar locais com grande concentração de pessoas, como metrô, enquanto toma medicamentos para evitar a rejeição aos órgãos.

03 novembro, 2008

Convite - 1o Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos





         ConviteA GABRIEL e Fundação Pró-Memória de Indaiatuba tem a satisfação de informar que a Exposição do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos foi prorrogada até o dia 30 de novembro!Além da exposição o Casarão Cultural Pau Preto preparou uma programação especial de filmes abordando o tema “Doação de Órgãos” que será exibida no Auditório da Tulha todas às sextas feiras às 19,30 hEsperamos por você!Local: Casarão Cultural Pau PretoEndereço: Rua Pedro Gonçalves, 447 - Indaiatuba - SPFone: (19) 3875-8383 Programação:Dia 07/11 - Medidas desesperadasDia 14/11 - Dívida de sangueDia 21/11 - Tudo sobre minha mãeDia 28/11 – A vida por um fioAo final da exibição haverá um bate-papo comentando o filme.Informações no site www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br  ou no telefone (19) 3801-2047


realização

apoio


Após uma semana, coração de rapaz com morte encefálica pára e órgãos não podem ser aproveitados

Pâmela Oliveira

Jornal O Dia

Rio - Após uma semana de espera, chegou ao fim a esperança da família do motorista Marcos Vinícius Rojas Arêas de doar os órgãos do rapaz. Morador de Maricá, 26 anos, ele sofreu acidente de carro sexta-feira da semana passada e, desde então, a família tentava fazer a doação. O jovem tinha diagnóstico de morte encefálica. Antes da conclusão dos exames e procedimentos necessários à doação, o coração de Marcos Vinícius parou e a família não conseguiu cumprir o desejo expresso dias antes do acidente: ser doador.

 

“A família está muito abalada. A mãe está arrasada porque até o último momento ela ainda tinha a esperança de doar. Hoje, depois de todos os problemas, já estava tudo certo, o hospital tinha conseguido fazer o exame que confirmava a morte cerebral, já tinha tirado sangue e enviado para o Hemorio fazer os exames, mas o coração dele parou. Tudo foi muito demorado”, disse a tia de Marcos, Marilene Tavares Arêas.

 

Internado no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, desde o dia do acidente, o primeiro exame necessário para a confirmação da morte encefálica só foi feito quarta-feira e o resultado ficou pronto ontem, conforme mostrou O DIA. Diretor do hospital, José Luiz Franco Santos disse que o feriado atrasou a realização do exame, feito por uma clínica conveniada.

 

Mãe de Marcos Vinícius, Nádia Gimenez Rojas, 55, contou que o filho, que fez 26 anos dia 18, disse na festa de aniversário que gostaria de ser doador caso ocorresse uma fatalidade. Em março, Jonatan, 18, irmão de Marcos morreu após sofrer um acidente de moto. Mas a doação não foi possível devido à gravidade do acidente. “Gostaria muito de ter conseguido doar porque queria saber que meu filho continuava vivendo, se divertindo em várias pessoas”, disse, antes de saber da morte.

 

Segundo o governo do Estado, quando coração do possível doador parou os procedimentos determinados por lei para confirmação de morte cerebral tinham sido concluídos, e estava sendo feito exame que iria determinar que unidades fariam a captação dos órgãos.

 

INQUÉRITO INVESTIGARÁ O CASO

 

Presidente da Associação Doe Fígado, que reúne pacientes que necessitam que um transplante hepático, Carlos Roberto Cabral procurou ontem o Ministério Público Federal para pedir uma investigação sobre as circunstâncias que impossibilitaram a doação dos órgãos de Marcos Vinícius.

 

“O que aconteceu foi imperdoável. A demora foi muito grande. O coração do paciente se manteve batendo por uma semana após a morte cerebral e ainda assim a captação não foi feita. A fila de órgãos é enorme e perdemos a chance de ter um doador sadio, que provavelmente poderia ter ajudado várias pessoas. Isso não pode acontecer”, disse Cabral.

 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, 6.350 pessoas esperam por um transplante no estado.

 

Presidente regional da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), Rafael Paim criticou a longa demora entre a suspeita de morte encefálica e a conclusão dos procedimentos necessários para confirmação do diagnóstico — fundamental para que ocorra a captação. “Fica clara a falta de recursos para viabilizar a doação. O hospital diz que não tem condição de fazer os exames, pede apoio à Central Estadual de Transplantes, que diz que não pode fazer. E mais uma captação deixa de ser realizada. Isso faz muitas famílias desistitirem da doação”, disse.