| CENTRAL DE TRANSPLANTES DO RIO DE JANEIRO Rua Henrique Valadares, 107 - 1º andar IASERJ - Praça da Cruz Vermelha Tels.: 21 2299-9945 / 2221-4450 / 2221-4409 (fax) E-mail: transplantes@saude.rj.gov.br  Quais órgãos e tecidos podem ser doados (no Rio de Janeiro)? Órgãos: Coração, pulmões, rins, pâncreas e fígado; Tecidos: Córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas. A doação de órgãos pressupõe necessariamente a morte encefálica do paciente. Já a doação de tecidos pode ser feita tanto nos casos de morte encefálica como nos de morte por parada cardio-respiratória, sendo, neste caso, de 6 horas o tempo máximo para retirada. Adicionalmente, para cada órgão e tecido existe um conselho técnico que define os critérios de viabilidade para o transplante. Portanto, a retirada de cada órgão/tecido doado fica condicionada a uma avaliação clínica específica. O que é morte encefálica? É a morte do encéfalo, com perda total e irreversível de sua função, decorrente de acidentes ou doenças que provocam sangramentos e traumatismos intra-cranianos. Portanto, a morte encefálica equivale ao óbito do paciente, devendo este ser registrado em seu prontuário com a mesma data e horário da confirmação da morte encefálica. Como é feito o diagnóstico da morte encefálica? O protocolo brasileiro de diagnóstico de morte encefálica, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, é considerado um dos mais rigorosos do mundo. Constitui-se de dois exames clínicos, realizados em intervalo de tempo pré-estabelecido pelo regulamento, de acordo com a idade do paciente, por dois médicos não participantes das equipes de captação e transplante, sendo um deles necessariamente um neurologista, e mais um exame gráfico complementar, que pode ser um eletroencefalograma, uma angiografia cerebral ou um ecodoppler transcraniano. Qual a diferença entre morte encefálica e coma? No coma, as células cerebrais continuam vivas, executando suas funções vitais, embora tenham sofrido uma alteração funcional que determina uma falta de integração entre o indivíduo e o meio; entretanto, esta alteração é passível de recuperação. Já na morte encefálica, as células cerebrais são destruídas, de forma irreversível, impossibilitando a sobrevivência do paciente Por que o batimento cardíaco e a respiração do paciente continuam após a morte encefálica? O coração possui um marcapasso natural que lhe permite continuar bombeando sangue para os órgãos, durante algumas horas, após a morte encefálica. Já a respiração é mantida através de aparelhos, artificialmente. Com isso, é possível irrigar os órgãos e preservar suas funções vitais por algum tempo, que varia de acordo com as condições fisiológicas do falecido, daí a urgência na decisão sobre a doação de órgãos, que não é mais possível após a parada cardio-respiratória. Quem pode e quem não pode doar órgãos e tecidos? A princípio, todos podemos ser doadores de órgãos e tecidos. Constatado o falecimento, uma avaliação clínica cuidadosa definirá quais órgãos e tecidos daquele potencial doador estarão viáveis para transplante. Entretanto, alguns casos caracterizam uma reconhecida impossibilidade de doação, a saber: doador não identificado, causa mortis não identificada, doador portador do vírus HIV ou de hepatite, com histórico de neoplasia (câncer), com septicemia (infecção não controlada) ou em choque hemodinâmico. Por que doar órgãos e tecidos? Porque a vida continua, apesar da enorme tristeza de estarmos perdendo um ente querido. A doação é um ato espontâneo de amor e solidariedade, que permite realizar transplantes, aliviando o sofrimento e salvando a vida de vários pacientes, que aguardam em lista de espera essa valiosa oportunidade. Quem recebe os órgãos e tecidos doados? Um único doador pode beneficiar vários receptores, selecionados a partir de uma lista única estadual, separada por órgãos, tipos sangüíneos e outras especificações técnicas. A lista única apresenta uma ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados nessa ordem, em função da compatibilidade sangüínea e genética com o doador. A existência da lista única assegura a seriedade e a transparência de todo o processo. Como fazer a doação? Por lei, a doação só pode ser consentida pela família do falecido, não tendo validade qualquer manifestação da pessoa em vida, mesmo aquelas registradas nos documentos pessoais. Portanto, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à sua família o seu desejo de doação. A partir da autorização formal da família, através de documentos oficiais, os órgãos e tecidos saudáveis são retirados e transplantados por equipes médicas e hospitais credenciados e coordenados pela Secretaria Estadual de Saúde. Todos os procedimentos envolvidos neste processo são realizados gratuitamente por equipes especialmente treinadas para esta missão humanitária. Existe a possibilidade da família receber algum benefício material em troca da doação? Não, pois a doação é um ato de amor e solidariedade. Porém, com certeza, existirá o benefício de saber que estará fazendo um bem enorme a algumas pessoas que precisam muito dessa ajuda. Após a doação, como fica o corpo do doador? A retirada dos órgãos é uma cirurgia realizada com todos os cuidados da reconstituição, de forma que o corpo do falecido seja devolvido para a família doadora devidamente recomposto, ficando é claro, com as cicatrizes de uma cirurgia comum. Quanto tempo dura uma cirurgia de retirada dos órgãos até que o corpo seja devolvido a família? Isso vai depender de quais órgãos foram doados, mas a urgência da situação, considerando que a parada cardíaca inviabiliza o aproveitamento dos órgãos, impõe que a cirurgia seja feita no menor tempo possível. DOAÇÃO DE ÓRGÃOS - SOLIDARIEDADE QUE SALVA VIDAS PENSE NISSO ! |