Transplantes nos EUA: como funcionam?
Por, Luís Fernando K. Junior.
Sexta-feira, 06 de junho de 2008
Transplantes nos EUA: como funcionam?
| Foto: http://memoriavirtual.net |
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Os EUA não são os melhores como modelo de captação de órgãos, como muita gente poderia crer. Por isso mesmo, achei interessante dar uma pesquisada e comparar com o modelo brasileiro. Veremos que não estamos muito atrás: aliás, as situações e as deficiências são parecidas.
Começando, a estrutura básica é que quando, nos Estados Unidos, um paciente que precisa de um transplante de órgão de um doador morto precisa fazer parte de um sistema nacional de distribuição de órgãos. Esse sistema, conhecido como Rede de Aquisição e Transplante de Órgãos (OPTN), é operada pela Rede Unida para o Compartilhamento de Órgãos (UNOS), uma organização independente sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com o Ministério da Saúde dos EUA.
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A UNOS mantém um banco de dados de pacientes esperando por órgãos, além de informações detalhadas de todos os centros de transplantes pelo país. A diretoria da UNOS é formada principalmente por médicos que fazem transplantes, por pacientes que querem um transplante e por doadores de órgãos. A entidade estabelece as políticas que decidem quem vai receber qual órgão. Podemos reparar que esse modelo assemelha ao Sistema Nacional que existe no Brasil, no qual estou cadastrado para receber o órgão, depois que procurei a equipe da Sta. Casa de Porto Alegre.
Assim como no Brasil, lá os rins e fígados podem ser transplantados de um doador vivo, uma vez que as pessoas nascem com dois rins e o fígado é regenerativo. Até um pulmão pode ser transplantado de um doador vivo, mas isso ainda é muito raro. Para esses procedimentos, um paciente geralmente vai encontrar um doador entre os amigos ou na família. Se forem compatíveis, podem seguir direto para a cirurgia. Um número pequeno de transplantes com doadores vivos vem de pessoas que doam por generosidade.
Quanto a isso, a essa última observação, a UNOS está testando um programa novo e promissor: a troca de órgãos. Isso é um incentivo para encorajar principalmente a doação de rim. Nesse programa, alguém que quer doar um rim a um amigo ou membro da família, mas não é compatível, pode doar para outro paciente para que o seu ente querido suba na lista de espera. No Brasil isso não é possível, só podemos ter doações de parentes de até 2º grau.
Creio que por hoje é muito texto para ler. Como o assunto é interessante, amanhã eu continuo esse assunto apresentando algumas diferenças no modelo americano. E prometo que semana que vem postarei sobre o melhor modelo de captação de órgãos do mundo: o da Espanha. Até amanhã!
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