Campanha: Cauã Reymond promove doação de órgãos
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Rio - Uma partida de futsal entre pacientes transplantados do Hospital Geral de Bonsucesso e os profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento desses pacientes será realizada nesta sábado, às 11h, no Complexo Esportivo Miécimo Silva 470, em Campo Grande, na Zona Oeste.
A equipe de 15 transplantados vai entrar em campo para mostrar à população que a vida é possível e é o doador quem faz a diferença. O objetivo do jogo, aberto ao público, é sensibilizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e como um paciente transplantado pode levar uma vida normal, inclusive com a prática do esporte.
O evento, organizado pelo Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, faz parte das finais do I Campeonato de Futsal - Saudando Saúde, com equipes de funcionários dos hospitais federais.
Aqui reproduzimos um pequeno trecho da reportagem que saiu no jornal O
Dia em 09/09/08, feita pela jornalista Carol Medeiros.
?O último ato de amor de uma mulher que transformou sua dor em luta
acabou com anos de angústia e espera de duas famílias que multiplicavam
os seus dias na fila de transplante. Doentes renais crônicos, um
cozinheiro do Engenho de Dentro e uma empregada doméstica de Duque de
Caxias receberam os rins de Cleyde Prado Maia. Mas do que a cura de uma
doença, para Marcelino Rodrigues Rocha e Eloíza Matos de Andrade, a
doação dos órgãos é a chance de voltar a ter uma vida normal.
?Foram oito anos muito difíceis?, admite Eloíza. ?Agora só penso em
ficar boa. Somos pobres, e a primeira coisa que farei é voltar a
trabalhar para ajudar meu marido?.
Para Marcelino, o gesto de Cleyde vai devolver a alegria com as pequenas
coisas. Há 11 anos, o pai de cinco meninos teve que abrir mão de brincar
com os filhos e até de trabalhar para se adaptar à rotina de um doente
renal crônico.
Marcelino Rodrigues Rocha (no centro) e Família
O outro órgão de Cleyde transplantado, o fígado, foi recebido pelo
empresário Guilherme Studart. A mulher dele, Elaine Cunha, deixou
mensagem no orkut de Cleyde agradecendo à família pelo gesto de
bondade.?
?Deixo aqui nossa gratidão, e dizer que Cleyde Vive hoje dentro de nós.
Meu marido é o receptor de seu fígado e, quando soube de quem seria se
emocionou muito e disse que é uma grande honra receber o fígado dessa
grande mulher e com ele, parte de todos os amigos que lutam pela paz.
Que ela agora possa desfrutar de todo esse bem que fez, que ela agora
esteja feliz ao lado de Deus. Fica aqui nosso muito obrigado a família
que teve esse ato de amor, a todos os amigos que torcem por nós, e
principalmente a Cleyde por ter nos dado esse pedacinho de seu grande
amor.? (Elaine Cunha em 07/09/08)
NOTA: Na época da doação as córneas de Cleyde não puderam ser
aproveitadas. Motivo ? O Banco de Olhos estava fechado desde julho.
Um dos receptores dos rins de Cleyde, Marcelino Rodrigues Rocha,
carinhosamente nos deu seu depoimento juntamente com seu irmão Maurício
Rocha, sua esposa Deliciana Rocha e um de seus filhos, Luiz Carlos
Serqueira Rocha. É mais do que uma homenagem a grande mulher que foi
Cleyde Prado Maia. É um alerta para lembrarmos a importância da doação.
Assistam.
Leia mais sobre doação na série ?Transplante, o Dom da Vida?,
apresentada pelo Dr Dráuzio Varella no Fantástico.
Seja um doador de órgãos. Informe sua família.
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Publicado em Memória
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De 2004 a 2007, o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Inca, teve crescimento de 545% no número de doações
Agora é lei. De 14 a 21 de dezembro a população de Mato Grosso terá que receber informações sobre a importância da doação da medula óssea. A lei 1963, de autoria do deputado Nilson Santos (PMDB), foi publicada no Diário Oficial do dia 26 de junho.
O parlamentar afirma que a mobilização será usada para desenvolver atividades de esclarecimento e de incentivo à doação de medula óssea e à captação de doadores. “Nosso foco é o esclarecimento e a mobilização do doador voluntário, cuja compatibilidade sangüínea permita doar medula óssea em vida, sem prejuízo à sua saúde”, observou Nilson Santos.
Ele lembrou que o transplante de medula óssea é indicado para pacientes que sofrem de leucemia, linfomas, anemias graves e imunodeficiências congênitas, além de outras 70 doenças relacionadas aos sistemas sangüíneo e imunológico.
Ainda de acordo com o projeto, os eventos anuais serão motivados por atividades e campanhas publicitárias envolvendo órgãos públicos e entidades privadas no estado. O principal foco é informar e orientar sobre os procedimentos para o cadastro de doadores, sobre a importância da doação de medula óssea para salvar vidas e, ainda, sobre o armazenamento de dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
De 2004 a 2007, o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Inca, teve crescimento de 545% no número de doações. Em números absolutos isso corresponde a um avanço de 60 mil cadastros para quase 400 mil. Só de leucemias, o Brasil já tem mais de dez mil casos por ano, segundo dados do Inca.
“Inspiro-me no drama de milhares de pessoas de todas as raças, credos e posições sociais, que enfrentam dificuldades de encontrar doador no círculo familiar ou mesmo no Brasil. Há doenças cuja principal dificuldade é a ausência de solidariedade. Por isso, neste caso, quanto maior o número de voluntários, mais fácil será encontrar um doador compatível e, assim, salvar vidas”, concluiu Nilson Santos.
Fonte: http://www.atribunamt.com.br/2009/07/mato-grosso-tera-mobilizacao-para-estimular-doacao/
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Expedito Rodrigues de Albuquerque, 65, aguarda no Hospital de Messejana por um coração (Foto: Miguel Portela)
José Juracir da Silva, 44 anos, é uma das 373 pessoas que se submeteram a cirurgia de transplantes nos seis primeiros meses deste ano. O agricultor de Jaguaruana fez um transplante de coração no último dia 21 de maio, no Hospital de Messejana. Ele está na Casa de Apoio dos Transplantados Cardíacos do Ceará se recuperando da cirurgia e deve voltar para a sua cidade só em agosto.
Emocionado, ele disse que antes do transplante vivia acamado. Ele sentia fortes dores no peito, palpitação, cansaço e falta de ar. “Agora estou feliz, pois não sinto nenhum desses sintomas. Antes a minha vida não valia nada”, desabafou o agricultor que tem esperanças de levar uma vida normal.
Para o almoxarife aposentado, Expedito Rodrigues de Albuquerque, 65 anos, o transplante apesar de ter aparecido dois corações, mas na hora as famílias não autorizou a doação. Ele está internado no Hospital de Messejana aguardando por um doador.
De janeiro até junho, o Hospital de Messejana já realizou 180 transplantes de coração, segundo a coordenadora da equipe de transplantados, assistente social Marilza Pessoa.
A Central de Transplantes da Secretaria de Saúde do Estado divulgou ontem o balanço dos primeiros seis meses de todos os transplantes realizados no Ceará, 63 a mais do que os 310 transplantes realizados em igual período de 2008.
Dos 373 transplantes no Ceará, 215 pessoas deixaram a fila de espera por córneas e 101 pessoas ficaram livres do sofrimento da hemodiálise e receberam rins saudáveis. Na terceira posição, aparecem os transplantes de fígado, com 40 casos. A meta da Secretaria da Saúde é bater novo recorde de transplantes este ano.
Continuam na lista de espera 942 pessoas, esperando doações de órgãos, córneas e medula óssea. O tempo médio de espera varia de dois a 21 meses, dependendo do órgão.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?Codigo=651891