01 dezembro, 2007

‘Morte cerebral é morte’, diz neurologista

Saúde - 18h06, 30 de novembro de 2007

Por Vanessa Alencar



Imagens apresentam cérebros sem atividades e com atividades



O mais recente boletim divulgado pela Coordenadoria de Emergência Armando Lages, às 16h50, sobre o estado de saúde do agente penitenciário Manoel Messias de Souza Junior, 27, confirmou o laudo anterior de morte encefálica. Mas, o que é morte cerebral? Ela é irreversível? Porque o coração continua a bater?
Aceitar que morte cerebral não tem volta é difícil para quem vive a situação de receber esse diagnóstico com relação a alguém querido, porque crescemos acreditando que é o coração, esse “músculo involuntário” que manda na vida.
Sem a pretensão de explicar o que parece inexplicável, mas com a intenção de ajudar as pessoas a entenderem um pouco o diagnóstico e terem alguns desses questionamentos esclarecidos, a equipe do Alagoas24horas conversou com um especialista, o neurologista Aldo Calaça.
O médico explica que morte cerebral é a situação onde há uma desconexão completa das atividades cerebrais e o restante do corpo, que perde a capacidade de respirar espontaneamente e não apresenta nenhuma atividade motora. “Uma vez diagnosticado, o quadro de morte cerebral é irreversível. Esse diagnóstico clínico é feito pelo médico especialista, através de um exame neurológico valioso, que apresenta informações seguras”, esclarece.
O neurologista diz que, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina, a realização de exames complementares – arteriografia cerebral e eletroencefalograma – é necessária apenas quando a família decide pela doação dos órgãos do paciente com morte cerebral.
“Não há registros na literatura médica de um diagnóstico clínico de morte cerebral não ter sido confirmado pelos exames complementares. Vários critérios são avaliados cuidadosamente antes que o médico decrete a morte cerebral”, frisa Calaça.
Doação
O médico diz que é variável o tempo levado para que ocorra a falência completa dos órgãos de um paciente com morte cerebral. Fatores como idade e condições físicas podem retardar a falência em até duas ou três semanas, mas, em geral, o mais freqüente é que o coração pare de bater em até sete dias.
“O coração continua batendo depois da morte encefálica porque ele é um músculo próprio. Até se você tirá-lo do corpo ele continua batendo. A gente entende o sentimento da família que passa por essa trágica experiência, mas as pessoas têm que aceitar que morte cerebral é morte. Só não é plena por causa do coração, e ele só continua batendo porque é involuntário”, finaliza.
Depois da morte cerebral, os outros órgãos continuam funcionando artificialmente, com a ajuda de aparelhos e medicações, até que aconteça a falência natural dos órgãos. Depois que isso acontece, não é mais possível a doação. E, só em alguns casos, as córneas ainda podem ser aproveitadas.

30 novembro, 2007

Jovem morre nos EUA após rejeitar transfusão de sangue por razões religiosas

Por Alexsandra Valentin

Qui, 29 Nov, 09h04

LOS ANGELES (AFP) - Um menino de 14 anos morreu de leucemia após se negar a receber transfusões de sangue por motivos religiosos, apesar dos apelos de seus pais para que aceitasse o tratamento, informou nesta quinta-feira a imprensa em Washington.

Dennis Lindberg morreu na quarta-feira no Hospital Infantil de Seattle, poucas horas após um juiz rejeitar o último recurso de seus pais para forçar o filho a aceitar a transfusão, revelou o jornal Post-Intelligencer de Seattle.

Segundo o jornal, Lindberg, Testemunha de Jeová, rejeitou as transfusões com o apoio de seu tio e tutor legal.

Na quarta-feira, o juiz John Meyer, da Corte Superior do condado de Skagit, concluiu que o jovem tinha idade suficiente para saber que ao rejeitar a transfusão poderia estar assinando sua "sentença de morte, e que tinha o direito de tomar esta decisão.

"Não acredito que a decisão de Dennis seja resultado de algum tipo de coação. É maduro e entende as consequências de sua decisão", destacou o juiz.


Alexsandra Valentin

27 novembro, 2007

Mãe faz campanha para doação ao demonstra como dou os órgãos de sua filha: quatro vidas salvas

Vejam reportagem completa em

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/11/26/327317103.asp