Portugal desce do segundo para o sexto lugar, de acordo com a lista do ETCO na Recolha de Órgãos
Descida do segundo para o sexto lugar da lista do ETCO
Dados do «European Transplant Coordinators Organization» (ETCO) mostram que Portugal desceu do segundo para o sexto lugar da lista de países com mais colheitas na Europa alargada, com 232 órgãos colhidos em 2005. Por outro lado, segundo contas da Organização Portuguesa de Transplantação (OPT), no mesmo ano foram feitas 1.425 transplantações em hospitais portugueses.
As recolhas de rins e de córnea diminuíram muito e as de fígado também baixaram», disse o presidente da OPT, Manuel Abecassis, citado pelo Jornal de Notícias, salientando que, em termos numéricos, «a recolha de coração melhorou, a de medula subiu e a de pâncreas estagnou.
Segundo Manuel Abecassis, para isto contribuíram diversos factores, nomeadamente no hospital de S. José, importante no fornecimento de órgãos, onde «houve problemas na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), com um incêndio parcial que levou ao encerramento temporário». No Norte «houve mudanças na direcção das UCI em dois hospitais e, coincidência ou não, houve redução de colheita» nesses locais.
Para a redução de órgãos para transplante contribuiu ainda a redução do número de acidentes de trabalho fatais, enquanto se verificaram também menos reanimações nos acidentes rodoviários «e mais pessoas a morrer no local, sem chegar aos hospitais a tempo da colheita do órgão.
Segundo dados preliminares da ETCO, em 2005, a média de recolha de órgãos em Portugal foi de 19 por milhão de habitante (contra 22,2 em 2004), enquanto em Espanha, país que encabeça a doação de órgãos no mundo, é de 35,1.
A lei em Espanha não é tão favorável como a nossa, pois exige autorização da família para a doação, quando em Portugal está presumida. Mas conseguem ter resultados excelentes devido a um trabalho constante dos coordenadores locais de colheita, justifica o presidente da OPT. Em Portugal, há necessidade de as pessoas estarem mais alerta e de dar acesso a formação constante a quem está na linha da frente, aos coordenadores locais, que têm de ser mais valorizados, concluiu o responsável.




1 Comentários:
Moro no Brasil e meu irmão faleceu ai em portugal e fez doação de seus orgão, mais gostaria de saber mais detalhes sobre quais foram os orgão que foram ultilizados e de que forma foi feita,se possivel ficaria muito satisfeita com esta ajuda de consolo,desde já agradeço.Sandra pessanha.
rs.consultoria@bol.com.br
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