21 março, 2009

Menina se torna 1ª britânica a receber órgãos dos pais

Menina se torna 1ª britânica a receber órgãos dos pais
Terra Brasil - São Paulo,SP,Brazil
O diagnóstico de uma insuficiência hepática logo aos 7 meses de idade fez com que o pai, Sohrab Mirza, decidisse doar parte do seu fígado. ...

 

 

18 março, 2009

Órgãos de Clodovil não poderão ser doados, diz hospital

Órgãos de Clodovil não poderão ser doados, diz hospital

RITA CIRNE - Agencia Estado

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SÃO PAULO - O hospital Santa Helena anunciou hoje, por meio de nota, a impossibilidade da doação dos órgãos do estilista e deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), que teve morte cerebral confirmada nesta tarde em Brasília e estava sendo mantido vivo por equipamentos. Segundo o comunicado, ele sofreu uma nova parada cardíaca e morreu às 18h50, o que impede a doação, segundo o hospital. A nota afirma ainda que o Dr. Lúcio Lucas, da Central de Doações de Órgãos do Distrito Federal, avalia se há condições de fazer a doação das córneas do deputado.



Um dos mais famosos estilistas e apresentadores do Brasil, Clodovil foi o terceiro deputado federal mais votado do País nas eleições de 2006, com 493.951 votos. Morto hoje, aos 71 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC), Clodovil concluiu uma biografia que teve na polêmica uma das principais marcas registradas.



Filho de pais adotivos, Clodovil nasceu em 1937, na cidade de Elisário, interior de São Paulo. Aos 20 anos, se mudou para a capital paulista e logo se firmou como costureiro das celebridades, entre elas Elis Regina, Cacilda Becker e as famílias Diniz e Matarazzo. Na década de 1990, passou a se dedicar somente à televisão, comandando programas como o "TV Mulher", na Rede Globo, junto com Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo. Clodovil passou também pelas redes Manchete, Gazeta e RedeTV.



Alvo de diversas acusações de racismo, o deputado e apresentador chegou a dizer em uma entrevista, em 2005, que perdera a conta de quantos processo respondia. Em 2004, em um de seus programas, Clodovil chamou a então vereadora de São Paulo Claudete Alves (PT-SP) de "macaca de tailleur metida a besta". No ano seguinte, disse à deputada Cida Diogo (PT-RJ) que atualmente "as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé". Ele chamou também a deputada de "mulher feia".

Eleito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC-SP), Clodovil deixou a legenda em 2007 para integrar os quadros do Partido da República (PR-SP). Acusado de infidelidade partidária, foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira passada. O suplente Jairo Paes Lira, do PTC de São Paulo, assumirá a vaga do parlamentar.

 

17 março, 2009

Garoto espanhol é concebido para salvar o próprio irmão

Procedimento conhecido como “Save a Sibling” ainda não chegou ao Brasil

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Está “curado para toda a vida”. Assim anunciaram os médicos do hospital de Sevilha, onde um menino espanhol que, sofrendo de uma grave anemia congênita, recebeu um transplante de cordão umbilical de seu irmãozinho, que, por sua vez, foi concebido por fertilização assistida para garantir o tratamento.

O embrião foi selecionado de modo que, primeiro, não sofresse da mesma enfermidade, e, segundo, fosse 100% compatível com o irmão que receberia a doação. O grau de compatibilidade obtido por esse procedimento é superior ao que se pode conseguir com doadores não relacionados.

O irmão mais velho, André, que acaba de completar sete anos, sofria de uma grave anemia em que só poderia sobreviver mediante transfusões de sangue periódicas, por conta dos glóbulos vermelhos defeituosos. Estes, ao romperem, liberam ferro em excesso que termina prejudicando órgãos vitais, como fígado e coração.

Em outubro do ano passado nasceu Javier, concebido por fertilização assistida. No parto, foi preservado o sangue placentário contido no cordão umbilical. Nesse tipo de transplante, “as células progenitoras dos glóbulos vermelhos, durante a etapa intra-uterina, se formam em órgãos distintos, e estão muito presentes no sangue do recém-nascido, que é o mesmo do cordão umbilical”, explicou Gustavo Kusminksy, chefe da seção de hematologia do Hospital Universitário Austral, na Argentina.

Em janeiro, André foi submetido à quimioterapia durante uma semana para destruir, na medula óssea, suas próprias células enfermas. No dia 23 daquele mês, mediante uma simples injeção endovenosa, foram transplantadas as células do cordão umbilical de Javier. Durante três semanas o paciente permaneceu internado, em um ambiente protegido de contaminação, recebendo alta em 18 de fevereiro.

Existe “a certeza razoável” de que “está curado para toda a vida”, anunciou o Hospital Virgem del Rocío, de Sevilha, onde o procedimento foi efetuado. De qualquer forma, durante um ano, André deverá utilizar uma máscara cirúrgica quando na presença de outras pessoas. E, diferentemente de outros transplantados, não deverá receber medicação pelo resto da vida, mas apenas durante o próximo ano.

– Eu queria ter outro filho, e se ele ainda pudesse ajudar seu irmão... – afirmou Soleda Puerta, mãe dos meninos.

Transplantes de sangue do cordão umbilical, com doadores não relacionados, são feitos há pelo menos 15 anos, mas não são tão comuns.

Sevilha

O método

> Save a Sibling é um procedimento de fertilização assistida (ou fertilização in vitro) com o objetivo de salvar a vida de um irmão através da seleção de um embrião que terá condição de, quando concebido, fornecer o material genético compatível com a doença em questão, promovendo a cura para tal.

> O termo apareceu pela primeira vez em outubro de 2002, mas começou a ser utilizado na imprensa depois do nascimento do inglês Jamie Whitaker. A criança foi concebida para prover material genético compatível para seu irmão, Charlie, que sofria de uma anemia fatal e raríssima.

> Era esperado que as células-tronco do cordão umbilical de Jamie poderiam trazer a cura, o que aconteceu. O procedimento tornou-se um sucesso e passou a ser utilizado com mais frequência.