Campanha incentiva doação de órgãos no Brasil - 25/09/2008
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Só 10% dos órgãos que poderiam gerar transplantes são aproveitados
Agência Brasil
BRASÍLIA - Apenas 10% dos órgãos que poderiam ser transplantados e salvar vidas são aproveitados no país. A informação foi dada por Alberto Beltrame, diretor de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, que participou nesta quinta-feira, em Brasília, do lançamento de um pacote de medidas para ampliar a doação de órgãos e melhorar a gestão do sistema brasileiro de transplantes e da Campanha de Doação de Órgãos 2008.
De acordo com ele, os dois principais fatores que dificultam a captação de órgãos são a subnotificação de mortes encefálicas e a negativa das famílias em autorizar retirada dos órgãos do possível doador.
Segundo Beltrame, só 50% dos pacientes com morte encefálica são notificados nos hospitais brasileiros, gerando a possibilidade de consultar à família sobre a doação e nessa metade dos casos, em que a abordagem é realizada, apenas 20% dos familiares concordam com o transplante.
O diretor explicou que as medidas e a campanha lançadas hoje visam justamente mudar esse quadro e como exemplo apontou a criação da bonificação de 100% na remuneração de procedimentos realizados pelas equipes hospitalares de captação de órgãos que resultarem efetivamente em transplante.
- Queremos estimular os hospitais a estruturar e qualificar o seu serviço de captação de órgãos. O processo de abordagem é difícil, requer treinamento e preparo tendo em vista que se dá em um momento de dor das famílias e da adequação desse procedimento depende a possibilidade ou não de realizar o transplante, disse Beltrame, lembrando que a lei determina que todos os hospitais credenciados pelo SUS com mais de 80 leitos tenham uma comissão de doação de órgãos.
Outra medida que entra em vigor e que, segundo Beltrame, pode contribuir para ampliar a captação de órgãos é a autorização e custeio pelo SUS para que os cerca de mil hospitais particulares que não tem convênio com o sistema passem a fazer a retirada de órgãos para doação. Até agora, quando ocorria uma morte encefálica em um desses estabelecimentos, o paciente tinha de ser removido para um hospital credenciado pelo SUS para que lá fosse realizada a retirada dos órgãos e esse processo acabava dificultando ainda mais a doação.
No primeiro semestre de 2008, as doações de órgãos cresceram 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o número de transplantes passou de 7 mil para 8,3 mil procedimentos, aumentando 15,68% no período. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento maior no número de transplantes do que nas doações aponta um avanço no aproveitamento dos órgãos.
Permalink: http://www.zenit.org/article-19579?l=portuguese
CNBB: Nota sobre a doação de órgãos
BRASÍLIA, quinta-feira, 25 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a nota difundida esta quinta-feira pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) sobre a doação de órgãos.
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Reunidos em Brasília nos dias 24 a 26 de setembro de 2008, nós – Bispos do Conselho Permanente da CNBB – desejamos esclarecer a posição da Igreja Católica a respeito da doação de órgãos de pessoas com morte encefálica comprovada. A questão tem sua relevância, dado o grande número de pessoas que estão à espera de algum tipo de órgão.
Recordamos antes de tudo a Palavra do Senhor, que diz: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Guiados pela luz do evangelho, vemos na doação voluntária de órgãos um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde do próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza de espírito e nobreza humana.
O magistério da Igreja tem se manifestado favorável à doação voluntária de órgãos. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “a doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória” (n. 2301). A encíclica Evangelium Vitae ensina: “merece particular apreço a doação de órgãos feita segundo normas eticamente aceitáveis para oferecer possibilidades de saúde e de vida a doentes, por vezes já sem esperança” (n. 86). O Papa João Paulo II por ocasião do 18º Congresso Internacional sobre Transplantes de Órgãos, dizia: “A doação de órgãos é uma decisão livre de oferecer, sem recompensa, uma parte do próprio corpo em benefício da saúde e do bem-estar de outra pessoa”. (Roma 29 de agosto de 2000).
Manifestamos nossa solidariedade para com milhares de pessoas que estão em lista de espera, na expectativa de receber algum órgão para sua sobrevivência, recuperação e saúde. Encorajamos as pessoas e especialmente as famílias a que – livre, conscientemente e com a devida proteção legal – doem órgãos como gesto de amor solidário em consonância com o evangelho da vida. Certamente estamos diante de um gesto nobre e comovente: um sim à vida. Aproveitamos a ocasião também para recordar que a moral católica considera lícita não apenas a doação voluntária de órgãos, bem como os transplantes. Encorajamos a todos a colaborarem sempre mais com as doações de sangue e de medula óssea, tão necessárias.
No entanto, destacamos que a doação de órgãos exige rigorosa observância dos princípios éticos que proíbem a provocação da morte dos doadores, a comercialização e o tráfico de órgãos. Sejam conscienciosamente respeitadas a inviolabilidade da vida e a dignidade da pessoa. A ética determina, ainda, que o consentimento do doador ou de sua família seja livre e consciente, após ter recebido todas as informações requeridas.
A Lei Federal nº 10.211 de 23 de março de 2001, determina que a família tem o direito de decidir a doação de órgãos da pessoa em estado de morte encefálica; assim, aqueles que se dispõem à doação, devem manifestar previamente aos familiares a sua intenção. O Sistema Nacional de Transplantes é que decide sobre os critérios de destinação justa dos órgãos doados e sobre a organização das listas de espera, evitando e coibindo toda tentativa de comércio de órgãos.
A doação de órgãos não contraria à fé cristã na ressurreição final, pois “Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia” (Rm 4,17). Todos aqueles que se dispõem a doar órgãos aos irmãos, tenham a certeza de que o amor e tudo o que se faz por amor permanecerão para sempre: “o amor jamais acabará” (1Cor 13,8).
Brasília-DF, 25 de setembro de 2008
Claudia Andrade
De Brasília
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A campanha de doação de órgãos lançada nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde traz como garotos-propaganda três pessoas que tiveram órgãos transplantados. As peças publicitárias destacam a importância do tempo para quem aguarda uma doação. "Tempo é Vida" é o slogan da campanha.
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Domingos Cunha, que há seis meses vive com o coração de um doador, sofreu durante 35 anos com a doença de chagas. Ele deu seu depoimento durante a cerimônia realizada em Brasília: "Eu cheguei a andar de cadeira de rodas, fiquei totalmente dependente de terceiros. Coloquei marca-passo, mas não deu resultado. Agora estou aqui, vendendo saúde. Corro, dirijo, viajo, subo escada correndo, tenho uma vida normalíssima".
A campanha também mostra Marilda Lima, que passou por transplante de córneas há um ano, e Daniel Ribeiro, que se submeteu a uma cirurgia de transplante de rins e ficou livre da hemodiálise.
Os anúncios para a população geral destacam que, para ser doador, não é necessário deixar nada por escrito, basta avisar a família. Também foi preparado um anúncio para incentivar o profissional de saúde a identificar um possível doador.
Este trabalho também poderá ser feito pela OPOs (Organização de Procura de Órgãos). Criada pelo Ministério da Saúde, as OPOs serão compostas por médicos que irão se dedicar a localizar possíveis doadores e repassar a informação para as instituições hospitalares. Cada grupo será responsável por uma área geográfica, com vários hospitais.
Na prática, as OPOs farão uma ponte entre as centrais estaduais de transplante e as comissões que ficam nos hospitais. A utilização destes grupos de trabalho, contudo, não será obrigatória. Caberá a cada Estado decidir pela necessidade ou não de ter uma OPO e quantos profissionais devem se dedicar ao trabalho. A verba para montar a equipe será liberada pelo Ministério da Saúde.
No Brasil existem atualmente 71.349 pacientes em lista de espera de transplante. No primeiro semestre deste ano houve 2,6 mil notificações de morte encefálica, mas apenas 560, ou 21,16% se tornaram doações de órgãos.
O país contabilizava, até junho deste ano, 5,91 doadores de órgãos por milhão de habitantes. A Espanha, que é considerada modelo mundial nesta área, tem 35 doadores por milhão de habitantes.
Quinta-feira, 25 de setembro de 2008, 17h13
Igreja no Brasil posiciona-se sobre doação de orgãos
CNBB
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunido em Brasília, divulgou nesta quinta-feira, 25, uma nota esclarecendo a posição da Igreja Católica sobre a doação de órgãos de pessoas com morte encefálica comprovada.
Leia mais
.: Ministério da saúde incentiva doação de órgãos
"Vemos na doação voluntária de órgãos um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde de próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza e espírito e nobreza humana", afirma a nota assinada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e pelo secretário-geral da entidade, Dom Dimas Lara Barbosa.
Os bispos recordam que a posição da Igreja está expressa no Catecismo da Igreja Católica que classifica como "legítima e meritória" a doação gratuita de órgãos após a morte. Lembram que esta mesma posição é assegurada também pela encíclica Evangelium vitae.
"A doação de órgãos não contraria à fé cristã na ressurreição final, pois 'Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia' (Rm 4,17)", sublinha a nota.
A CNBB incentiva as pessoas e as famílias "a que, livre, conscientemente e com a devida proteção legal, doem órgãos como gesto de amor solidário em consonância com o evangelho da vida". A nota chama a atenção, no entanto, para respeito aos princípios éticos que devem orientar esta prática. "A doação de órgãos exige rigorosa observância dos princípios éticos que proíbem a provocação da morte dos doadores, a comercialização e o tráfico de órgãos".
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Pessoal, como todos sabem, sou coordenador do projeto sempre criança e este e-mail é pra dar a você a chance de fazer diferente. Sair da passividade mundana que não olha pra quem precisa e pior, acha que só quem precisa somos nós mesmos. Sempre...
Ele quer que você olhe em volta, mais especificamente pra baixo (e você vai entender o porquê mais adiante), e enxergue o quanto pode ser fácil, e porque não, divertido, fazer o bem.
No próximo dia 28 de setembro, estaremos realizando a nossa "Tarde Interativa" no Clube Central de Niterói. Será um dia com jogos (bingo, quizz etc) sorteios, música e muito mais. E o melhor, toda
renda será revertida para a festa de Natal com 480 crianças assistidas pelo projeto.
Talvez você seja mais uma pessoa que não agüenta mais ver tanta coisa ruim sobre o nosso país e o mundo nos jornais. Então faça a diferença.
Serviço:
Tarde Interativa do Projeto Sempre Criança
Local: Clube Central de Niterói
Praia de Icaraí, 335 – Icaraí/Niterói.
Dia: 28/09/2008
Horário: 14 horas
Ingresso R$7,00 (Para de adquiri-lo, basta entrar em contato comigo: 8131-2140 (Bruno) ou se preferirem, os ingressos também serão vendidos na hora).
E para aqueles que estão sem grana e querem ajudar estou vendendo uma rifa que será sorteada na "Tarde Interativa", de um aparelho de DVD, e que custa apenas R$1,00.
Se você tiver tempo, quiser e puder, lógico, vá em www.semprecrianca.org , entre na sessão de fotos, olhe cada sorriso lá e, depois disso, ler esse e-mail provavelmente vai ter parecido perda de tempo. Aqueles sorrisos falam muito mais e melhor sobre o que é o projeto. Faça parte.
há braços
Bruno
Coordenador Projeto Sempre Criança
Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
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Version: 7.5.524 / Virus Database: 270.7.1/1688 - Release Date: 24/09/2008 06:29