15 outubro, 2007

Por Danielle Dias Ricardo.

Fonte: INCA

O que é medula óssea?
É um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, inclusive nos defende das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

O que é transplante de medula óssea?É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. O transplante pode ser autogênico, quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo ( doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Quando é necessário o transplante?Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado. Anemia Aplástica: É uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para 'substituir' a medula improdutiva por uma sadia. Leucemia: É um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. O transplante surge como uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais. Como é o transplante para o doador?Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita por meio de uma pequena cirurgia, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Leia mais informações sobre a doação de medula.

Quais os riscos para o doador?Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%). Esta pequena cirurgia tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.


Passo a passo para se tornar um doador

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar Medula Óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, através de punções e se recompõe em apenas 15 dias.
• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a UMA EM CEM MIL!
• Por isso, são organizados Registros de Doadores de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
Caso você decida doar1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde doar:

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros de cada Estado. No Rio de Janeiro, além do HEMORIO, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. Locais de doação (http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=2146 )

3. Como é feita a doação?

Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (10ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante.
Seu tipo de HLA será incluído em nosso cadastro.
Quando aparecer um paciente, sua compatibilidade será verificada.
Se você for compatível com o paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para decidir quanto à doação.
Seu atual estado de saúde será então avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias, após a doação, pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

4. Mais informações

Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro atualizado sempre que possível. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e algumas outras doenças do sangue.

Fonte: http://www.inca.gov.br

-- Danielle Dias Ricardo

14 outubro, 2007

Um lindo exemplo

Por Abigail Silva de Souza

sou gaúcha, mas moro em Florianópolis. Aos 13 anos, no ano de 1981, perdi duas pessoas queridas: minha vó, de 84 anos, no dia 15 de maio e meu irmão, de 12 anos, no dia 15 de setembro do mesmo ano. Naquela época, o hospital das clínicas de Porto Alegre era referência nas pesquisas sobre aneurisma e transplantes. Pois foi neste hospital que meu irmão foi usado como experimento nas pesquisas sobre o aneurisma (autorizado pelos meus pais) e foi onde, também, pudemos viver a experiência da doação de órgãos para que outros possam viver. gostaria de contar esta história, pois naquela época, era raríssimo uma família tomar esta atitude. Meus pais, na simplicidade do povo nordestino e na sabedoria de pessoas que não concluiram sequer o 1º grau (mas que liam muito), tomaram essa atitude em menos de 48 horas. Meu irmão viveu, após o aneurisma, somente 3 dias. Esse foi o tempo suficiente para que meus pais conhecessem crianças, que estavam no mesmo hospital, mas sofriam com a insuficiência renal. Naquela época, as famílias não ficavam sabendo que pessoas iriam receber estes órgãos. Gostaria muito de saber quem pôde viver mais com os rins e as córneas de meu irmão. Na nossa cidade, a atitude de meus pais chamou muito a atenção do povo. na época, eu não consegui entender porque a cidade parou para homengeá-lo, mas hoje, mais madura e informada percebo que atitude de meus pais foi inédita e muito importante. Hoje, tentamos encontrar estas pessoas e, sempre que possível, divulgamos o ocorrido para que outras pessoas também tenham esta atitude. Meu pai faleceu, a quatro anos atrás, com insuficiência renal crônica. Não pode fazer transplante por causa da idade avançada, mas ainda desejava doar seus próprios órgãos, se estes, não estivessem comprometidos pela doença renal que durou 14 anos.
Meu irmão, deixou revelado a minha pessoa, o desejo de doar as córneas um dia antes do seu aneurisma. A história é longa, nunca parei para escrevê-la, a não ser hoje quando soube do encontro do ator Norton Nascimento com os pais de seu doador. Vocês, para mim, são especiais e merecedores dessa revelação pelo trabalho que estão desempenhando. Quero que saibam: podem contar comigo, no que for do meu alcance, para divulgar a causa. Gostaria de saber, também, se é possível encontrar as pessoas que receberam as córneas de meu irmão e os rins. como faço para encontrá-los?
Obrigada pela atenção
Abigail Silva de Souza

A CULPA É TUA!

Por Carlos Omar Villela Gomes

A CULPA É TUA!


Se não estás aqui não tenho culpa,
Mas se eu estou aqui, a culpa é tua!
Não soube dos teus trancos e teus sonhos,
Nem lembro dos teus passos pelas ruas.

Não respirei teus medos e silêncios,
Nem tive o teu rosto em minhas mãos...
Não sei a dimensão dos teus momentos
Mas trago, a me levar, teu coração!

O nó da minha garganta desatou-se
Logo depois que tua voz calou-se...
Eu não sei onde nem por que razão.

Se não estás aqui, não tenho culpa,
Mas se eu estou aqui, a culpa é tua!
Se hoje sigo meus trancos e meus sonhos,
Se ainda gasto passos pelas ruas.

Te foste, mas ficaste, simplesmente,
Na minha vida, entregando mais que o bem;
Navegando no olhar de um outro alguém,
Que há pouco só mirava escuridão...
Te indago com espanto e com respeito:
Bem mais que o sangue pulsando no meu peito,
Qual o tamanho do teu coração?

Em algum canto, um pai, sem ar, em uma cama...
Em outro, as sombras de uma mãe em dissabor;
Os filhos pela volta, cabisbaixos,
Impotentes, mesmo tendo tanto amor.
Logo adiante, um piá contava as horas
Vendo seu sangue circular por um motor!

Daí a pouco, o terror de uma tragédia,
Uma vida que acabara sem querer;
A pior dor pesando a cruz de uma família,
Em seu calvário, carregado de sofrer...
Bendita luz de Deus, que nunca cega!
Pois a dor, em doação, se fez entrega
E dessa morte outros puderam renascer!

È o milagre da vida que veio através de ti,
Pelos frutos dessa entrega que semeaste por aí...
No pai que passa, risonho, trazendo o filho no colo,
Na mãe que enxerga suas crias brincando frente aos seus olhos...
No piá que corre faceiro, tenteando algum bem-te-vi!

O coração é um órgão
De carne e de pulsação...
Que se transforma em poesia
No ato da doação.
Pois quando se doa um órgão
Se tem a exata medida
Que o amor que plantamos
É bem maior que esta vida.

Se não estás aqui não tenho culpa,
Mas se eu estou aqui, a culpa é tua!
Também por outros, com seus trancos e seus sonhos,
Também por outros, com seus passos pelas ruas.

Bendita seja a família que respeitou tua vontade...
Bendita história de alguém que soube amar de verdade
E entregou esse amor em forma de doação!
Te indago com espanto e com respeito:
Bem mais que o sangue pulsando no meu peito,
Qual o tamanho do teu coração?

Palestra Transplante Figado

Palestra Transplante Figado

Convidem seus pacientes e familiares a participar do III Encontro de Pacientes e candidatos a transplante hepatico no proximo dia 11/11/2007.

Acessem www.hepato.com.br e inscreva-se.

Dia: 11 de Novembro de 2007

HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ

Rua João Julião, 331 - Paraíso - 14° andar Anfiteatro São Paulo - SP - 01323-903

Telefone: (11) 3549-0000

Taxa de Inscrição:

Solicitamos 1Kg de alimento não perecível ou um produto de limpeza, para ajuda na Casa de Apoio da APAT - Associação para pesquisa e Assistência em Transplantes.

Público Alvo:

Pacientes Transplantados e candidatos a Transplante, Familiares de pacientes e Profissionais da Saúde.

Programação:

08:00 às 09:05h - Recepção de Participantes e Abertura do Evento

09:05 às 09:30h - Palestra 1

09:30 às 10:00h - Esclarecimento de Dúvidas 10:00 às 10:30h - Coffee Break 10:30 ás 11:40h - Palestra 2 11:40 às 12:10h - Esclarecimento de Dúvidas 12:10 ás 12:40h - Depoimentos de Pacientes e familiares Encerramento

Organização:

APAT Associação para pesquisa e Assistência em transplantes, Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes do HAOC

APOIO: Grupo Hepato, Portal Diabetes, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Associação Terra Viva.Esta mensagem foi enviada por ** Aninha **.