10 junho, 2006

O Papel dos Profissionais da Saúde na Doação de Órgãos

O Papel dos Profissionais da Saúde na Doação de Órgãos (Dr. Heitor de França Borges)
Uma grande barreira para a concretização dos transplantes de órgãos e tecidos é a resistência oferecida por profissionais de saúde, principalmente aqueles que trabalham em unidades de terapia intensiva, em participar efetivamente das etapas mais críticas da procura e captação de órgãos que ocorrem nesses locais. A relutância em agir resulta muitas vezes na falta de identificação de potenciais doadores em Morte Encefálica e, por conseguinte, em processos de doação nunca iniciados.Muitos fatores inibem o maior envolvimento dos profissionais da saúde em tomar parte ativa no processo de procura e captação de órgãos e tecidos. Talvez, a principal causa do desinteresse pelo processo seja a falta de experiência e treinamento para o manejo do difícil momento da solicitação de órgãos e tecidos, diante de familiares confrontados com a morte súbita de um ente querido. Esses profissionais, muitas vezes, não estão preparados para conduzir os eventos por desconhecerem detalhes importantes dos procedimentos, ou por não estarem aptos para reagir com suas próprias percepções em relação com a morte, em sentido amplo, e, em relação com a doação de órgãos, especificamente. Informações incompletas, ou incorretas, juntamente com sentimentos ambíguos transmitidos aos familiares, afetam negativamente o desenrolar do processo, frustrando muitas doações.Freqüentemente, também por razões pessoais, os profissionais de saúde consideram que toda complexidade do processo da procura e captação de órgãos e tecidos para transplante não compensa o esforço e a responsabilidade legal e ética perante o procedimento, assim como, o tempo empregado e a remuneração recebida. Via de regra, igualmente, médicos e enfermeiros avaliam que a solicitação da remoção dos órgãos e tecidos pressupõe uma intrusão desmedida na vida dos familiares do paciente falecido, receando inclusive aumentar-lhes a dor com o pedido.Sejam quais forem as razões para as dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde para o encaminhamento adequado das doações, o fato é que os pacientes aguardando transplantes, como o de coração, fígado, rins e córneas, por exemplo, e a sociedade como um todo, necessitam urgentemente do incremento das doações de órgãos e tecidos para a redução das filas de espera, sendo imprescindível o auxílio diligente dessas pessoas. Para isso, as atitudes das equipes de saúde envolvidas com a captação de órgãos e tecidos devem ser dirigidas a movimentos que culminem na transformação da tragédia da morte de um indivíduo em uma oportunidade de consolo da família, oferecendo vida a outros.Alguns princípios devem orientar o comportamento dos profissionais de saúde durante o processo de solicitação de órgãos e tecidos para transplante. Em primeiro lugar, é importante que o médico ou enfermeiro reconheçam as emoções dos afligidos, qualificando-as, e respondendo-as de maneira adequada. Entre essas reações, estão a negação e a ira. É necessário dispor de informações corretas sobre as relações entre o falecido e os demais membros da família. É importante falar do aspecto clínico e físico que se encontra o falecido, evitando que fantasias venham desequilibrar mais o já vulnerável estado psíquico das pessoas. Ter a visão da situação é importante, pois, muitas vezes, parece um sonho ruim que se transforma em realidade, esta, mesmo dolorosa, mais controlável que a fantasia. Assim, é necessário fazer, de um modo sensível, que os familiares recebam a notícia má e entendam a realidade do falecimento. Essa informação deve ser dada de uma forma simples e sincera, evitando a linguagem eufemística. Devem ser evitados conceitos e terminologias clínicas difíceis, substituindo-as por analogias fáceis. Os acontecimentos relacionados com a morte súbita de um ente querido podem produzir profundos sentimentos de desespero. É importante ter paciência, proporcionando ao familiar total liberdade para expressar sua dor. Também, é preciso que um espaço adequado seja disponível no ambiente, para que a dor possa ser expressada e convivida com liberdade pelos familiares. Deve-se permitir, e mesmo estimular, que os familiares se expressem por meio de perguntas, as quais devem ser respondidas honestamente, demonstrando-se que seus problemas são mais importantes do que qualquer órgão doado. Procurar descobrir quais são os familiares realmente importantes para a assinatura da autorização, perguntando-lhes se estão realmente de acordo, pois, freqüentemente, pessoas dominantes na família tomam iniciativas que não cabem exatamente a elas. A petição deve ser dirigida ao familiar mais próximo, cônjuge, primeiro ascendente ou descendente, com maior poder de decisão. Quando a família está inflexível, deve-se comunicar que sua decisão será respeitada e que se agradece a consideração.O momento mais crítico para a obtenção de órgãos e tecidos para transplante é, portanto, o da solicitação. Nesse instante, é preciso julgar as possibilidades de êxito antes da petição. Nunca se deve falar da doação antes que a família tenha assimilado que o ente querido esteja morto. Para isso, é necessário que o conceito de Morte Encefálica seja claramente discutido com os familiares. Também importante é a explanação do que vai acontecer com o corpo após a remoção dos órgãos e tecidos, referindo que ficará completamente restaurado externamente, a ponto de ser possível o velório com corpo presente.Os transplantes, afinal, se tornaram uma realidade para o tratamento de pacientes portadores de afecções terminais de diversos órgãos e tecidos. No presente, um dos principais óbices para um mais abrangente aproveitamento da técnica é, sem dúvida, a escassez de órgãos e tecidos, cuja disponibilidade depende não apenas da organização de centrais éticas de procura e captação, mas, também, da educação e conscientização das pessoas para o processo. Entre essas, evidentemente, estão os profissionais de saúde, principalmente, médicos e enfermeiros da UTI, a linha de frente dos acontecimentos.

Texto do Portal de Serviços e Informações do Governo do Paraná, enviado pela colaboradora do Doeação no Paraná, Juliana Kania.

Abraços

Rafael

08 junho, 2006

Avanços em técnicas para Hipoplasia do V.E.

"Rafael, boa noite!!

Já existem técnicas para lidar com a hipoplasia de V.E. e, no momento, quem tem obtido muito exito, é a equipe do Dr. Jose Pedro da Silva, da Beneficencia Portuguesa da S.Paulo. Eu gostaria que você publicasse isso, para que pessoas que saibam de grávidas de bebês com esse diagnostico, procurem a equipe. Olha, eu não estou falando isso somente porque ele é o cirurgião do meu filho, Thiago, mas por tudo o que tenho visto aqui no Hospital BP. Somente no último ano ele operou 89 bebes e tem tido sucesso em 83% dos casos. Neste exato momento existem 12 bebês internados aqui na Beneficencia Portuguesa, sendo que 03 estão ainda na U.T.I, se recuperando da primeira cirurgia (Norwood), 07 estão aguardo a 2a. fase ( que se faz aos 04 meses de vida) e 02 estão se recuperando da 3a. fase (cirurgia realizada por volta dos 02 anos de vida). Quem quiser, pode nos fazer uma visita, pra constatar isso de perto!!!

EXISTE VIDA ALÉM DA HIPOPLASIA DE V.E.!!! ACREDITEM, pois meu filho é uma prova viva disso e todos esse outros casos com quem eu tenho convivido diariamente!!

Eu cheguei a ligar para a família do Victor, implorando pra eles virem falar com esta equipe, mas infelizmente, existe pouca informação a respeito, e as pessoas ainda não conseguem acreditar!

Rafael, como existem muitas pessoas que entram em contato com você quando se deparam com essa doença, eu gostaria que você pelo menos citasse essa equipe para que as pessoas saibam que ela existe.

Rafael, parabéns por essa sua força, e pelo empenho em ajudar tantas famílias!!!

Que Deus o abençoe!

Adriana"

Temos o contato da Adriana. Quem precisar, entre em contato para passarmos.

Abraços

Rafael

07 junho, 2006

Ajudem a Evelyn Helena

Evelyb Está bem!! Não precisa mais de sangue.

"URGENTE
Se você conhece alguém que more no Rio de Janeiro,repasse porfavor.Tenho uma menininha, de 3 meses de idade, que está internada desde quenasceu e está internada no Instituto Nacionalde Cardiologia de Laranjeiras, comsérios problemas de saúde. Os médicos ainda não descobriram o que estácausando uma anemia profunda,ou seja,ela está precisando URGENTE de doadores de sangue, mas seu tipo sanguíneo é B Negativo,um tipo muito raro de ser encontrado.Ela estava recebendo o sangue O+ que é doador universal, masseu organismo está rejeitando. Peço que divulguem esse e-mail.Seu nome é Evelyn Helena dos Santos. tipo sanguíneo é B Negativo e é um bebe de apenas 3meses de idade.

04 junho, 2006

Victor morreu

Infelizmente, temos mais um anjo vencido pela hipoplasia das cavidades esquerdas.
"Rafael infelizmente estou vindo atraves desta informar que o nosso heroi Victor Vinhosa Soares de Lima, acabou de Falecer hoje 03/06/06 nesta tarde por volta das 19:00 hs" Luiza Maria Vinhosa.

Precisamos ter desenvolvimento mais e novas técnicas para lidar melhor com esta doença. Como publiquei semana passada, métodos de cirurgia intra-uterina já estão disponíveis e temos que melhorar a doação de órgãos para poder transplantar bebês antes que firem anjos, como Victor e Arthur. Espero que a família tenha força para aprender com esta dor e que eles brinquem no Céu.

Rafael