16 outubro, 2008

Captação de órgãos atinge melhor marca em 10 anos

14/10/2008 - 06:18

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Captação de órgãos atinge melhor marca em 10 anos

De janeiro a junho, foi aproveitado mais de um órgão de 494 dos 603 doadores do país.
 

 

Apesar de o número de doações ainda ser considerado baixo no país - principalmente devido à falta de notificação dos casos de morte encefálica- , a captação de órgãos tem melhorado significativamente.

No primeiro semestre, de cada cinco operações de retirada, quatro renderam mais de um órgão apto a transplante (81,9%). É a melhor marca dos últimos dez anos.

Em 1998, no mesmo período, a retirada múltipla de órgãos ocorreu em 60,7% dos casos, segundo dados da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).

De janeiro a junho, foi aproveitado mais de um órgão de 494 dos 603 doadores do país.

Para Valter Duro Garcia, presidente da ABTO, é um indicativo da maior organização das equipes de transplantes do país, que estão equipadas para realizar a retirada de órgãos como coração e fígado. "Antigamente, a maioria dos Estados só fazia transplante de rim, que é mais estudado", diz.

Estados da região Nordeste - que passaram a fazer transplantes de coração e de órgãos como fígado- ajudaram a melhorar a captação, segundo ele.

Padrão espanhol

Para Garcia, o índice de remoção múltipla de órgãos pode ser considerado "ótimo" quando há 3,5 órgãos retirados por doador, como na Espanha.

O Brasil está próximo de atingir três órgãos por doador.

Cinco Estados conseguiram fazer retirada múltipla de órgãos em todos os doadores (AL, BA, MA, PB e RS) até junho deste ano. Na Bahia, foram 25 operações com sucesso.

O caso do Rio Grande do Sul é ainda mais emblemático: todos os 72 procedimentos de captação acabaram com mais de um órgão apto a transplante.

O Estado - que teve a primeira central de transplante de órgãos do Brasil - conta com 50 equipes de captação e 46 de transplantes.

"Temos um bom índice de doação por milhão de habitantes, mas a meta é que nosso índice seja próximo ao da Espanha. Temos uma estrutura, com 1.500 leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], proporcionalmente a maior do país, e tradição em doações", afirma o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra.

Hoje, Rio Grande do Sul e São Paulo são os únicos Estados do país onde equipes fazem regularmente transplantes de pulmão, um dos procedimentos mais complexos para doação.

Pior Estado

Já Goiás teve a pior marca: só uma das sete doações rendeu mais de um órgão captado.

Para Claudemiro Quireze Júnior, coordenador da Central de Transplantes do Estado, um dos problemas é que não há, por exemplo, equipe para captação e transplante de fígado.

"Nesses casos, é preciso chamar equipes de outros Estados. Com a demora, muitas famílias ameaçam não autorizar a retirada de qualquer órgão. E, então, a gente aborta essa tentativa [da retirada múltipla]."

Segundo ele, há necessidade de uma política de transplantes que favoreça a logística no Estado do Centro-Oeste.

De janeiro a junho, foram feitos, em todo o Brasil, 533 transplantes de fígado, 93 de coração, 74 de pâncreas, 25 de pulmão e 1.780 de rins.
(Fonte: Matheus Pichonelli e Thiago Reis / Folha Online)

 

14 outubro, 2008

Correios faz campanha entre os empregados para doação de medula óssea

Correios faz campanha entre os empregados para doação de medula óssea

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Tendo em vista que no mês de outubro, no dia 6, é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Medula Óssea, os Correios, dentro do espírito de voluntariado e contribuição às ações de caráter humanitário, está incentivando os empregados da empresa e seus familiares a se inscreverem como doadores. Para isso, os Correios, que têm 108 mil empregados em todo o Brasil, programaram para o mês de outubro uma campanha interna nacional, em parceria com órgãos responsáveis pelo cadastramento de doadores e coleta de sangue. A expectativa é obter cerca de 15 mil inscrições. Como a chance de encontrar medula compatível no Brasil é de uma em 100 mil, quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores as chances do paciente.

A medula óssea é um tecido líquido, conhecido por “tutano”, que ocupa o interior dos ossos. O transplante de medula é recomendado a pacientes de doenças que afetam as células do sangue, como leucemias, anemia aplástica e linfomas.

Para se tornar um doador é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante. Inicialmente, são colhidos 10 ml de sangue do voluntário, que será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar as características do doador.

O resultado do exame e os dados pessoais do doador são incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). As informações genéticas são cruzadas com os dados dos pacientes e, havendo um compatível, outros exames são necessários. Se a compatibilidade for confirmada, o voluntário será consultado para decidir quanto à doação da medula - segundo os especialistas, um procedimento seguro, que não causa qualquer comprometimento à saúde do doador.

A captação de doadores voluntários em todo o país é feita por meio de campanhas realizadas em parceria com os hemocentros locais. O doador deve manter seu cadastro sempre atualizado junto ao Redome, por email redome@inca.gov.br ou telefone (21)3970-4100.



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