Boletim SIFE Brasil :: Nov 08
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Vejam matéria do OGLOBO:
Transplantes de Órgãos Aumentam em 34 % depois do caso Eloá
Sexta-feira, 07 de novembro de 2008, 15h12
Doação de órgãos é um testemunho da caridade, diz Papa
Da Redação, com Rádio Vaticano
"A doação de órgãos é uma peculiar forma de testemunho da caridade. Para uma correta concepção da vida, é determinante entrar na lógica da gratuidade", recordou o Papa Bento XVI, nesta sexta-feira, 7, ao receber os participantes do Congresso Internacional sobre a doação de órgãos, promovido pela Pontifícia Academia para a Vida.
"Existe de fato uma responsabilidade do amor e da caridade, que empenha a fazer da própria vida um dom para os outros, se uma pessoa quer verdadeiramente realizar a si mesma. Como o Senhor Jesus nos ensinou, só quem dá a própria vida a pode salvar".
Bento XVI reconheceu com apreço "os grandes progressos" realizados no campo da medicina, que têm permitido uma vida cada vez mais digna para cada pessoa que sofre. "Os transplantes de tecidos e órgão representam uma grande conquista da ciência médica e são, sem dúvida, um sinal de esperança para tantas pessoas que se encontram em situações clínicas graves, por vezes extremas".
É, porém, "dramaticamente prático" o problema da disponibilidade de órgãos vitais que se possam transplantar. Existe uma longa lista de espera para tantos doentes cujas únicas possibilidade de sobrevivência estão ligadas às reduzidas ofertas que não correspondem às necessidades concretas.
Princípios éticos
Para que o multiplicar-se dos pedidos de transplantes não acabe por subverter os princípios éticos que hão-de estar na base dos mesmos, impõe-se refletir sobre esta conquista da ciência. Como se desejou fazer com este Congresso. O Papa adverte que "o corpo (mesmo de um cadáver) nunca poderá ser considerado um mero objeto". É preciso evitar que, também neste campo, venha a prevalecer a lógica do mercado.
"O corpo de cada pessoa, juntamente com o espírito que é dado a cada um, constitui uma unidade inseparável em que está impressa a imagem do próprio Deus. Prescindir desta dimensão conduz a perspectivas incapazes de captar a totalidade do mistério presente em cada um. É portanto necessário que se ponha em primeiro plano o respeito pela dignidade da pessoa e a tutela da sua identidade pessoal".
Bento XVI advertiu contra "eventuais lógicas de compra-venda dos órgãos", assim como contra a "adoção de critérios discriminatórios ou utilitaristas", totalmente em contraste com "o significado subjacente ao dom", ao ponto de dever ser considerados atos moralmente ilícitos.
Dignidade da pessoa
"Os abusos nos transplantes e o seu tráfico, que muitas vezes afetam pessoas inocentes como as crianças, devem encontrar as comunidades científica e médica prontamente unidas no recusá-las como práticas inaceitáveis. Há que as condenar, sem hesitação, como abomináveis".
"Há que reafirmar o mesmo princípio ético, acrescentou o Papa, quando se pretende chegar à criação e destruição de embriões humanos destinados a fins terapêuticos. A simples idéia de considerar o embrião como "material terapêutico" contradiz as bases culturais, civis e éticas sobre as quais se apóia a dignidade da pessoa".
Recordado também que só se podem usar os órgãos vitais a partir de um cadáver, que mantém uma dignidade própria que deve ser respeitada sempre. Daqui a importância de dispor de critérios seguros de verificação da morte e de proceder sempre com precaução.
"Para tal é útil incrementar a investigação e a reflexão interdisciplinar de tal modo que a própria opinião pública seja colocada perante a mais transparente verdade sobre as implicações antropológicas, sociais, éticas e jurídicas da prática do transplante".
Ao concluir, Bento XVI reafirmou a necessidade de "incrementar a cultura do dom e da gratuidade". "A via mestra a seguir, enquanto a ciência não chegar a outras eventuais formas novas e mais aperfeiçoadas de terapia deverá ser a formação e difusão de uma cultura da solidariedade que abra a todos e não exclua ninguém".
"Será necessário desfazer preconceitos e mal-entendidos, dissipar desconfianças e medos, para as substituir com certezas e garantias de modo a permitir o crescimento em todos de uma consciência cada vez mais difusa do grande dom da vida".
Tags: Bento XVI doação de órgãos saúde Vaticano
Abraços,
Rafael Paim
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SP tem melhor mês de doação de órgãos em 2008
SÃO PAULO, 7 de novembro de 2008 - O mês de outubro foi o melhor mês de 2008 em doação de órgãos no Estado de São Paulo, aponta um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde. Foram 47 doadores viáveis (que tiveram pelo menos um órgão aproveitado para transplante), contra média de 35 nos meses anteriores. Em setembro haviam sido registradas 34 doações.
Foi no mês passado, quando os veículos de comunicação noticiaram com intensidade o caso da jovem de Santo André que teve seus órgãos doados após ser assassinada, que o índice de famílias abordadas que autorizaram a doação atingiu 62,6%. A média normal é 50%.
´´O impacto do noticiário foi realmente expressivo. Evidentemente não há um estudo sobre essa relação direta de causa e efeito, mas os números certamente indicam que as pessoas ficaram mais sensibilizadas à doação´´, afirma o coordenador da Central de Transplantes, Luiz Augusto Pereira.
Os hospitais do Estado de São Paulo também estão notificando mais neste ano potenciais doadores de órgãos, ou seja, pacientes que têm diagnóstico de morte encefálica (cerebral). De janeiro a agosto foram informados 1.502 possíveis doadores, o melhor número em dez anos. Em 2007, no mesmo período, houve 1.256 notificações de potenciais doadores de órgãos em São Paulo, contra 1.068 no ano anterior.
(Redação - InvestNews)
[18:06] - 07/11/2008
Após caso Eloá, 62% das famílias autorizam doações
Portal Terra
SÃO PAULO - Um levantamento da Secretaria de Saúde de São Paulo aponta que outubro foi o melhor mês de 2008 em doação de órgãos no Estado. No mês passado, quando os veículos de comunicação noticiaram com intensidade o caso da jovem Eloá, de Santo André, que teve seus órgãos doados após ser assassinada, o índice de famílias abordadas que autorizaram a doação atingiu 62,6%. A média normal é 50%.
- O impacto do noticiário foi realmente expressivo. Evidentemente, não há um estudo sobre essa relação direta de causa e efeito, mas os números certamente indicam que as pessoas ficaram mais sensibilizadas à doação - afirmou o coordenador da Central de Transplantes, Luiz Augusto Pereira.
Foram 47 doadores viáveis (que tiveram pelo menos um órgão aproveitado para transplante), contra uma média de 35 nos meses anteriores. Em setembro, haviam sido registradas 34 doações.
Os hospitais do Estado de São Paulo também notificaram, neste ano, mais potenciais doadores de órgãos, ou seja, pacientes que têm diagnóstico de morte encefálica (cerebral).
De janeiro a agosto, foram informados 1.502 possíveis doadores, o melhor número em 10 anos. Em 2007, no mesmo período, houve 1.256 notificações de potenciais doadores de órgãos em São Paulo, contra 1.068 no ano anterior.
São Paulo é o Estado que mais realiza transplantes no Brasil. Os hospitais paulistas são responsáveis por cerca de 50% de todas as cirurgias realizadas no País.
[11:42] - 07/11/2008