16 março, 2008

MA tem um dos piores índices de doadores do Brasil

Tá ruim 12/03/2008 - 13h58
MA tem um dos piores índices de doadores do Brasil
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SÃO LUÍS - De acordo com dados publicados pela Folha de São Paulo de hoje, 12, o Maranhão é um dos estados brasileiros com os menores índices de doadores, possuindo apenas 1,8 doador por milhão de habitantes.

O estado que lidera este ranking é Santa Catarina, que tem uma média de 14,8 doadores. O Maranhão tem índice melhor do que Alagoas (0,7), Piauí (1,3) e Paraíba (1,7).

Em comparação regional, os estados nordestinos são o que estão em piores condições. Para o coordenador da Central de Transplantes de Alagoas, Carlos Alexandre Oliveira, o fato de faltar "tudo" explica o índice. "Falta estrutura, falta funcionário, falta a população do Nordeste ter cabeça um pouco mais aberta".

Para melhorar o desempenho, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) quer dividir os Estados em grupos com metas, "em que Estados como AL, PB, PI e MA cheguem a três doadores por milhão de habitantes em 2008", diz Valter Garcia, presidente da ABTO.

País registra ligeira alta em 2007

Doações de órgãos

País registra ligeira alta em 2007

Assim como em 2006, Santa Catarina lidera o ranking de doadores efetivos. O Ceará está em 4º lugar com 8,6 pmp na taxa de doação de órgãos


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12/03/2008 13:58

Subiu para 6,2 pmp (por milhão de pessoas) a taxa de doação de órgãos em 2007 na comparação com o ano anterior (6,0 doadores efetivos pmp) – alta de 3,33%. A taxa, entretanto, ainda é menor do que as registradas nos anos de 2004 (7,3 pmp) e 2005 (6,4 pmp). As informações são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), um levantamento feito semestralmente pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

O bom desempenho observado no segundo semestre (7,0 pmp) teve fundamental importância para que fosse mantida a estabilidade, apesar dos baixos números registrados na primeira metade do ano passado (5,4 pmp). Com o leve aumento, o número de doadores efetivos volta a crescer após dois anos de consecutivas quedas – passou de 7,3 em 2004 para 6,4 em 2005, chegando a 6,0 em 2006. Apesar da recuperação, ainda é preciso ter cautela. De acordo com Valter Garcia, presidente da ABTO, "medidas organizacionais e educacionais devem ser reforçadas para retomar o crescimento continuado da taxa de doação".

A recusa familiar ainda é responsável pelo baixo número de transplantes no país. Em 2006, este tipo de rejeição foi responsável pela não-efetivação de 27,4% das cirurgias, número que subiu para 34,7% no ano passado.

O número de transplantes no Brasil também se manteve estável, projetando uma pequena alta. No ano passado foram realizados 18.621 procedimentos, ante 18.516 em 2006.

O destaque positivo vai para o rim, que subiu 3,53% de 2006 para 2007 e atingiu a marca de 3.397 transplantes: a maior da história. São Paulo foi o estado onde mais foram realizadas cirurgias desta modalidade: 1344. O Acre ocupa o outro extremo do ranking, com apenas quatro transplantes de rim. Para Garcia, o aumento no número deste tipo de procedimentos está relacionado à eficiência no processo posterior à notificação dos casos de morte cerebral.

Outro destaque vai para o fígado, que atingiu na segunda metade do ano passado a maior taxa semestral de transplantes da história no Brasil, com 536 cirurgias. Em contrapartida, o órgão foi menos transplantado do que em 2006, passando de 1025 cirurgias para 997 no ano passado (queda de 2,74%). A baixa na totalidade do ano foi provocada pelo número de procedimentos realizados no primeiro semestre: 461 – o menor número desde o primeiro semestre de 2005.

Já o coração, apesar de ter registrado crescimento no segundo semestre de 2007 na comparação com os seis primeiros meses do ano, fechou o ano em baixa, atingindo a menor taxa desde o ano de 2002.

Os transplantes de órgãos passaram de 4.668 para 4.734 (alta de 1,41%), enquanto os de tecidos subiram apenas 0,28%, passando de 13.848 para 13.887. O rim, assim como nos outros anos, foi o órgão mais transplantado (71,7%). Em 2007, foram feitos 3.397 transplantes renais, 116 (3,53%) a mais do que no ano anterior, que registrou 3.281 cirurgias do tipo.

Entre os tecidos, a córnea também acompanhou o desempenho dos anos anteriores e liderou o ranking, correspondendo a 71,6% deste tipo de transplantes. A alta no número de transplantes de tecidos foi alavancada, principalmente, pelo aumento registrado nos procedimentos de troca de ossos (a maior taxa da história) e escleras oculares.


Desempenho regional

Assim como em 2006, Santa Catarina lidera o ranking de doadores efetivos. A taxa de doação no estado chega a 14,8 pmp, valor próximo aos padrões europeus. Em 2006, a taxa foi fixada em 12,8 pmp. O Rio Grande do Sul vem em segundo, com 13,6 doadores pmp, seguido por São Paulo (9,3 pmp), Ceará (8,6 pmp), e Distrito Federal (8,1 pmp).

Outro estado que merece destaque é o Paraná, que em 2006 não estava presente na lista das localidades com mais de sete doadores efetivos pmp. Neste ano, a taxa de doação no Paraná é de 7,6 pmp.

Já os estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Piauí tiveram queda na taxa de doação no ano passado em relação a 2006. Goiás e Piauí saíram da lista das localidades com taxa entre quatro e sete doadores pmp.


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