14 fevereiro, 2009

Família autoriza doar órgãos de jovem baleada na cabeça

Família autoriza doar órgãos de jovem baleada na cabeça

13 de fevereiro de 2009 • 19h27 • atualizado às 19h27

 

A família da adolescente Andressa Brito, 14 anos, baleada na cabeça na última quarta-feira, autorizou sexta sexta-feira a doação dos órgãos da jovem. Ela teve morte cerebral na noite de quinta-feira, segundo o hospital.

Inicialmente, o centro médico havia afirmado que a jovem estava grávida de três meses, entretanto, após exames de ultrassonografia, foi corrigida a informação.

Segundo o hospital, a família autorizou a doação de órgãos da paciente às 16h desta sexta. Ainda serão realizados exames específicos para a doação, que deverá ser concretizada na madrugada de sábado.

De acordo com a polícia, ela foi baleada acidentalmente por uma menina de 10 anos quando mexiam em uma arma em que encontraram na casa em que a vítima vivia com o namorado, um jovem de 18 anos. Ele chegou a ser detido e afirmou que o revólver era de um amigo. O jovem foi liberado após pagamento de fiança de R$ 600.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3515229-EI5030,00-Familia+autoriza+doar+orgaos+de+jovem+baleada+na+cabeca.html

População está mais consciente sobre doação de órgãos

População está mais consciente sobre doação de órgãos

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Por Lucineia Ramos, do Notícias MS

 

          A Central de Transplantes do Estado realizou, nesta semana, quatro transplantes de rins, e deve realizar mais quatro de córneas. Os órgãos são de doadores da capital e de Dourados. As cirurgias resultam de maior conscientização da população que vê na doação, uma extensão da vida do ente querido. Com isso a fila vai diminuindo.

          Cada receptor recebe um órgão, isso significa que um doador vai beneficiar no mínimo duas pessoas. Nos casos desta semana, cada doador está beneficiando quatro pacientes já que, cada família permitiu a retirada dos rins e das córneas. Os receptores dos olhos não fizeram a cirurgia ainda, porque é preciso análise mais detalhada das córneas que, podem ficar em líquido de preservação por até 14 dias. Os especialistas preferem fazer a cirurgia o mais rápido possível por causa da qualidade do tecido, afirma Claire Carmem Miozzo, coordenadora da Central.

          Para Claire, a população está mais consciente porque tem mais acesso as informações. “Havia um tabu por medo de antecipação da morte para comercialização de órgãos, mito derrubado pela ciência e pela divulgação dos resultados bem sucedidos,” enfatiza. Ela diz ainda, que a entrevista com a família é a última etapa da doação.

          Outro fator importante é a parceria entre os profissionais médicos e agentes da área de saúde para divulgação das notificações por morte encefálica, possibilitando a busca por doadores. Hoje, em Mato Grosso do Sul, a fila registra 338 pessoas a espera de um rim, 87 em busca de uma córnea, 15 lutam por um coração e quatro esperam por ossos.

 

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=20902

12 fevereiro, 2009

PROJETO CAPTACAO DE ORGAOS - SANTOS/SP

Notícias

 

Prefeito sanciona Lei que trata de Captação de Órgãos

Projeto visa salvar vidas

 

 O prefeito João Paulo Tavares Papa sancionou, no dia 29 de setembro de 2008, o projeto de autoria do presidente da Câmara, vereador Marcus de Rosis (PMDB), que autoriza o Poder Executivo a criar, no âmbito do muncípio de Santos, o Sistema de Captação e Transporte de Órgãos e Tecidos para Transplante. Papa já designou o secretário municipal de saúde, Odílio Rodrigues Filho, para que sejam tomadas todas as providências cabíveis a fim de que a Prefeitura efetue o credenciamento junto ao Ministério da Saúde.

O prefeito destacou o projeto como sendo uma importante contribuição para a cidade que deverá se tornar um pólo de distribuição no que tange ao transplante de órgãos. “Hoje percebemos que a maioria da população concorda com a doação de órgãos”, disse Papa. Ele ressaltou ainda que a iniciativa vai exigir preparação de várias equipes, envolvendo tantos os hospitais, como a secretaria municipal de saúde. Nos últimos dois anos, esta pasta contou com 24,4% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 245 milhões.

Segundo De Rosis, o objetivo da propositura é intensificar a captação de órgãos para transplante em nossa região. Além do transporte de órgãos e tecidos humanos, o projeto cita também a viabilização do transporte das equipes responsáveis pela captação e retirada, por meio inclusive de parcerias com entidades públicas e privadas, com a finalidade de agilizar, otimizar e dar prioridade ao transporte de órgãos e tecidos humanos destinados ao transplante.

“A doação de órgãos é uma questão ainda pouco abordada em nosso país. Falta uma iniciativa significativa, em nível nacional, no sentido de buscar a conscientização das famílias sobre a importância da doação de órgãos e também sobre a seguridade do método de constatação da morte encefálica, para a então retirada e doação dos órgãos”, ressalta o vereador, explicando que a captação de órgãos é feita regionalmente, sendo a Região Metropolitana da Baixada Santista vinculada ao Hospital São Paulo, ou seja, por não possui uma Central de Captação local. “A procura de doadores e a captação de órgãos doados, assim como a coleta das doações, são feitas pela equipe responsável pela captação de órgãos do Hospital São Paulo, que se desloca da capital até as cidades da nossa região”, argumenta o vereador.

Segundo a Organização de Procura de Órgãos, no último ano nosso país atingiu o índice de 7,8% doadores por milhão de habitante. Nos Estados Unidos esse índice chega a 10% e, na Espanha, alcança-se 20% de doadores de órgão por milhão de habitante. “Por preconceito ou falta de informação, as famílias ainda têm medo de autorizar a doação de órgãos. Sendo assim, milhares de pessoas deixam de ser salvas todos os anos, aguardando nas filas de espera da Central de Transplantes, por falta de doadores de órgãos, enquanto sobram órgãos que poderiam ser doados, por falta de autorização das famílias”.

 

 

 

Fonte: 

Assessoria do Vereador Marcus de Rosis - PMDB/Santos

Presidente da Câmara Municipal

www.marcusderosis.com.br

 

11 fevereiro, 2009

10/02/2009 - 18h24m - Terça-feira

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Ministério autoriza transplantes em 3 unidades

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Agência Saúde

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Outros sete hospitais foram credenciados para realizarem captação de órgãos e tecidos em cinco estados

O Ministério da Saúde autorizou três estabelecimentos de saúde no estado de São Paulo a realizarem transplantes. De acordo com a Portaria publicada em 10 de fevereiro, no Diário Oficial da União, a Clínica de Olhos Coronado Antunes e o Hospital Visão Laser poderão retirar e transplantar tecidos oculares humanos. Já o Hospital Israelita Albert Einstein poderá realizar transplantes de válvulas cardíacas humanas.

No mesmo dia, o ministério também autorizou sete hospitais a realizarem busca ativa e retirada de múltiplos órgãos e tecidos. São eles: Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Professor Luiz Tavares (PE), Hospital universitário Pedro Ernesto (RJ), Hospital do Rim e Hipertensão (SP), Hospital Madre Teresa (MG), Sociedade Beneficente São Camilo (MG), Santa Casa de Misericórdia de São João Del Rei (MG) e Hospital Unimed de João Pessoa (PB).

A captação passa por algumas etapas. Primeiro é feita a identificação do potencial doador. Depois do diagnóstico da morte encefálica, realizado por dois médicos que não participam de equipe de transplante (sendo pelo menos um neurologista ou neurocirurgião), a equipe da Comissão Intra-hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) entrevista a família para saber se há intenção ou não de doação.



CONDIÇÕES - Se a doação for confirmada a CIHDOTT notifica a Central de Transplantes do estado, que entra com os dados do doador em um sistema informatizado para identificar os potenciais receptores (ranking). Quando é identificado o receptor, a central entra em contato com o médico que irá fazer o transplante e verifica se tanto o paciente quanto o hospital têm as condições adequadas para o procedimento.

Quando não há receptor compatível no estado onde se encontra o doador, a Central Nacional de Transplantes, localizada em Brasília, identifica um receptor em outro estado e disponibiliza, por intermédio de um acordo com algumas empresas aéreas, o transporte gratuito de órgãos e tecidos para transplante.



DADOS - O Ministério da Saúde (MS) realizou 19.125 transplantes entre janeiro e dezembro de 2008 – o que representa crescimento de cerca de 10% no número de procedimentos em relação a 2007, quando foram feitos 17.428 transplantes. O aumento no número geral de transplantes realizados no Brasil se deve a uma série de fatores, entre eles, as campanhas de sensibilização feitas pelo MS, a elevação no número de doadores vivos e a melhora na captação nacional de órgãos, com o apoio de um número maior de famílias que passaram a autorizar doações.

O Brasil tem o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Cerca de 95% dos transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também subsidia todos os medicamentos imunossupressores para os pacientes. A agilidade nos transplantes depende de vários fatores, como um diagnóstico rápido de morte encefálica, uma captação eficiente, maior compatibilidade entre doador e receptor, além do número de pacientes em lista de espera. Por esse motivo é tão importante aumentar o número de doadores.

 

Fonte: http://www.jornaldeitupeva.com.br/noticia.php?id=090210182405

 

09 fevereiro, 2009

Estresse dificulta decisão familiar de doar órgãos, afirma estudo

Por AE

São Paulo - Dúvidas sobre a morte encefálica e estresse causado pela liberação do corpo são apontados como principais fatores que influenciam familiares sobre a doação de órgãos de parentes mortos, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Um estudo realizado pelo enfermeiro Valdir Moreira Cinque, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), aponta ainda que consenso familiar, altruísmo e saber o desejo do doador em vida facilitam a doação.

Cinque acompanhou o processo de doações realizadas em 2007, na Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O enfermeiro entrevistou 16 familiares e percebeu que o estresse é causado pelo atraso na liberação do corpo, por receberem a notícia da morte de forma inadequada e por estarem insatisfeitas com o atendimento prestado pela equipe de saúde.

Entre os entrevistados, 11 familiares afirmaram que não tiveram dificuldades para a tomada de decisão sobre a doação. Dez deles apontaram como fator facilitador a preocupação com os receptores e suas famílias. Outras 5 pessoas responderam que saber a vontade do doador facilitou a doação. Dentre os entrevistados, 3 tiveram dificuldades em doar por haver familiares contrários à doação e 2 responsáveis explicaram que não estavam certos da morte encefálica.

 

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/estresse-dificulta-decisao-familiar-doar-orgaos-afirma-estudo-261754.shtml