28 fevereiro, 2009

Boletim Informativo GABRIEL - nº29 - Fevereiro de 2009

 

1ª CAMPANHA DE PREVENÇÃO DOS DEFEITOS DO TUBO NEURAL

 

A GABRIEL inova mais uma vez e consegue tornar lei municipal o direito às mulheres a ter acesso as informações sobre a Prevenção dos Defeitos do Tubo Neural através do uso do ácido fólico ou vitamina B-9.
A Lei nº. 5339 de 30 de abril de 2008 e publicada em 09 de maio do mesmo ano de autoria do Vereador Tulio José Tomass do Couto institui a Campanha para prevenção dos Defeitos do Tubo Neural – Anencefalia e Espinha Bífida no município de Indaiatuba. O lançamento deverá ocorrer durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher em 08 de março estendendo-se durante o ano com vasta programação voltada para a população e profissionais da saúde, através de palestras e distribuição de material informativo. Campanhas dessa natureza não acontecem com freqüência no país.

Segundo a Sociedade Brasileira de Genética Clínica a cada 3 horas nasce um bebê com anencefalia no país. Isso faz com o país se classifique no triste ranking de 4º lugar na ocorrência desses casos.

Para o ginecologista e obstetra Thomas Rafael Gallop, membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência trata-se de um problema de saúde pública.

 

Novo Layout do site

Totalmente reformulado, o site da GABRIEL já está no ar recheado de novidades. Nele o visitante poderá visitar a exposição do 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos com o acervo completo de obras, inscrever-se na “Página do Doador”, ter acesso a Pesquisa realizada em Indaiatuba e interagir participando do novo Blog, além de ter acesso às fotos dos eventos realizados do ano de 2008, como a Campanha de Cadastramento de Doadores de Medula Óssea.

1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos

Nessa página o visitante terá acesso a mais de 200 obras de diversos artistas do país que participaram do evento. Distribuídos em 4 categorias, Cartum, Charge, Caricatura e História em Quadrinhos esses artistas conseguiram transmitir com humor e senso crítico os vários aspectos que envolvem esse tema.

O salão ficou em exposição entre 15 de agosto de 2008 a 15 de janeiro de 2009, no Casarão Cultural Pau Preto em Indaiatuba – SP e foi visto por aproximadamente 5.700 pessoas. (Obra acima de Eduardo Caldari Jr de Piracicaba - SP)

Página do Doador

O internauta poderá participar manifestando seu desejo em ser doador de órgãos e tecidos, inscrevendo-se nesse cadastro.

Blog

Voltado para o internauta que gosta de interagir e participar dando sua opinião, fazendo comentários e depoimentos.

Pesquisa sobre Doação de Órgãos

Estamos publicando a pesquisa sobre Doação de Órgãos feita em 2006 na cidade de Indaiatuba pelos alunos da Faculdade Politécnica Indaiatuba antiga UNOPEC.

Vale a pena conhecer pois ela retrata bem a visão dos Brasileiros com relação a este assunto

Este é um boletim informativo da GABRIEL Grupo de Atuação Brasileiro para Realização de Transplantes Infantis e Estudos do Tubo NeuraL

www.gabriel.org.br

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23 fevereiro, 2009

PAPA BENTO 16 É DOADOR DE ÓRGÃOS, INFORMA A FOLHA ONLINE

Papa Bento 16 é doador de órgãos, informa a Folha Online

http://www.agenciaaids.com.br/imagens/transparecia.gif

http://www.agenciaaids.com.br/news_imagens/Igreja-Camisinha.jpg



20/09/2009 - 16h30

O papa Bento 16 --que reprova a fecundação in vitro, condena o uso de células-tronco embrionárias e é contrário ao uso de contraceptivos como a camisinha-- não vê problemas na doação de órgãos.
O líder máximo da Igreja Católica é inscrito há mais de uma década em uma associação de doadores de órgãos. Ele falou pela primeira vez sobre o tema publicamente há exatos dez anos, no dia 3 de fevereiro de 1999, quando ainda era cardeal e ocupava a posição de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (que, vale dizer, é o atual nome do Santo Ofício da Inquisição).

As informações estão na biografia "Bento XVI - O Guardião da Fé" (Record), que relata a trajetória de Joseph Ratzinger desde sua juventude na Alemanha até a sua eleição como líder máximo da Igreja Católica.

Leia abaixo três breves trechos do livro que relatam episódios vividos pelo atual papa quando ocupava a posição de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O primeiro trecho relata evento de 1987, quando o cardeal Joseph Ratzinger publica a A Instrução Donum Vitae, documento que traz a posição oficial do Vaticano sobre as pesquisas com embriões. O segundo episódio, de 1988, mostra Ratzinger posicionando-se contrariamente a uma proposta de bispos americanos para aprovar o uso de contraceptivos. O terceiro episódio, de 1999, relata a "confissão" pública de Ratzinger sobre sua inscrição na associação de doadores de órgãos.

Em 1987, o ex-Santo Ofício de Ratzinger se ocupa com novos temas, como a bioética e a ameaça à vida que nascem mais do progresso do que da concepção cristã. É um campo ao qual o cardeal está muito ligado. A Instrução Donum Vitae, que intervém num debate que permanecerá atualíssimo e continua ainda hoje a provocar discussões, apresenta-se sob a forma de perguntas e respostas. Nesta se lê que o embrião, como "ser humano", "deve ser respeitado --como uma pessoa-- desde o primeiro instante da sua existência". Deste modo é afirmado que "a pesquisa médica deve se abster de intervenções nos embriões vivos, a menos que haja a certeza moral de não provocar dano nem à vida nem à integridade do nascituro e da mãe". "Nenhuma finalidade, ainda que nobre em si mesma, como a previsão de utilidade para a ciência, para outros seres humanos ou para a sociedade, pode, de modo algum, justificar a experimentação em embriões ou fetos humanos vivos." A "fecundação artificial heteróloga" (aquela que utiliza gametas de pelo menos um doador que não seja um dos esposos), é definida como "contrária à unidade do matrimônio, à dignidade dos esposos" e "inaceitável". É também negativo, embora mais brando, o julgamento sobre a "fecundação artificial homóloga".
No último parágrafo do documento se encontra uma crítica aberta à legislação civil de numerosos países, "que hoje conferem aos olhos de muitos uma legitimação indevida de certas práticas". Sobre esses argumentos, seguidamente, fará intervenções mais vezes, também com uma encíclica, o próprio João Paulo II.

Os bispos nos Estados Unidos e o preservativo

Na passagem de 1987 para 1988, houve uma troca de cartas entre a Congregação para a Doutrina da Fé e a Conferência Episcopal dos Estados Unidos. Na origem do esclarecimento está um documento pastoral sobre a Aids, escrito pelos bispos americanos. Redigido em novembro e aprovado por unanimidade, o documento foi minuciosamente analisado pela Santa Sé. No início de junho de 1988, Ratzinger havia escrito algumas observações, criticando, em seu nome e em nome do papa, o fato de que o documento reconhecia a possibilidade de permissão do uso de preservativos como meio de combate à Aids. Segundo o cardeal, esta menção podia dar a impressão de que a Igreja --contrária ao uso de contraceptivos artificiais-- houvesse modificado a sua posição, não obstante o cuidado com que essa possibilidade era colocada no texto dos bispos americanos, que explicavam a doutrina tradicional da Igreja. Os prelados dos Estados Unidos decidiram escrever novamente o documento, embora mantendo, explica o cardeal Joseph Bernardin, arcebispo de Chicago, substancialmente inalterada a primeira abordagem relativa ao confronto com a Aids.

Doador de órgãos

Em 3 de fevereiro de 1999, Ratzinger "confessou" publicamente, pela primeira vez, que estava inscrito em uma associação de doadores de órgãos: "Pôr à disposição, espontaneamente, partes do próprio corpo para ajudar quem tenha necessidade é um gesto de grande amor", explicou. "É lícito aderir, espontaneamente, e em plena consciência, à cultura dos transplantes e das doações de órgãos. De minha parte, posso dizer somente que já faz anos que eu me pus inteiramente em disponibilidade para doar, em face de uma eventualidade, os meus órgãos para quem se encontre em necessidade. Estou inscrito, faz anos, na associação, e trago sempre comigo este documento, no qual, além dos meus dados pessoais, está escrito que eu estou disponível, no caso de uma eventualidade, para oferecer os meus órgãos ajudando alguém que tenha necessidade: é um ato de amor, um ato de afeto gratuito, de disponibilidade."


Fonte: Folha Online

 

20/02/2009 12:49
Conscientização é o que motiva doação de órgãos

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso vem trabalhando e implementando suas ações para a conscientização familiar na doação de órgãos. Em decorrência desse trabalho, na Central Estadual de Transplantes, da Secretaria de Estado de Saúde, os serviços de transplantes de córnea, de enxerto ósseo e de rins vêm apresentando aumentos graduais.

Segundo a coordenadora de Transplantes, Fátima Melo, no ano de 2007 a Central recebeu 54 notificações de morte encefálica, resultando em 08 doações, e 88 notificações de morte por coração parado, que propiciaram 85 doações. Em 2008 foram notificadas 59 mortes encefálicas, que resultaram em 09 doações, e 125 mortes por coração parado, que originaram 124 doações. Já nesses primeiros meses de 2009 tivemos 11 notificações por morte encefálica, com 02 doações, e 24 notificações por coração parado, resultando em 21 doações.

A comprovação de que doar órgãos é um ato que, além de salvar vidas, traz satisfação para quem faz a doação pode ser visto no caso dos familiares da médica Helena Nassai, que faleceu no final do mês passado, em Natal, no Rio Grande do Norte. A família doou as córneas da médica para transplantes.

Helena Nassai foi casada com o médico Nilton Nassai e viveu por 40 anos em Cuiabá, Mato Grosso. Nilton Nassai disse que sua esposa sempre pensou em doar de si mesma como médica e como cidadã. “Sempre conversamos sobre ajudar outros e a doação era um tema constante de nossas conversas. Tanto que nossas duas filhas, que estudam medicina, também são doadoras. Saber que pelo menos uma parte dela está fazendo com que outros sejam beneficiados e tenham melhor qualidade de vida traz um sentimento de satisfação”, afiançou o médico.

O serviço da Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) já possui em seus registros 5.000 possíveis doadores cadastrados sendo que sete deles são compatíveis e fazem parte da rede nacional e internacional de doadores.

A Central de Transplantes trabalha, também, na capacitação de Comissões Internas Hospitalares de Doação de Órgãos, Tecidos e Transplantes (CIHDOTTs) nos hospitais Santa Rosa, Amecor, Jardim Cuiabá e São Matheus neste início de ano. “E, a partir da segunda quinzena de Março, começaremos a realizar busca ativa, in loco, nas unidades hospitalares para capacitação de profissionais na abordagem a famílias de pessoas que foram a óbito nessas unidades, visando o consentimento para a doação”, avisou Fátima Melo

PARA SER UM DOADOR – Para ser um doador de órgãos não é necessário deixar qualquer autorização escrita, em qualquer documento. Basta apenas comunicar à família o desejo de doação. A doação só acontecerá após a autorização familiar.

Existem dois tipos de doadores: o doador vivo e o doador falecido. No caso do doador vivo se trata de qualquer pessoa que concorde em doar um dos rins, partes do fígado, da medula óssea ou do pulmão. A Lei faculta que parentes até o quarto grau e cônjuges sejam doadores desse tipo. No caso de não-parentes isso só é possível com autorização judicial.

Já o doador falecido se trata de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral (AVC). Com a autorização da família a retirada de órgãos é realizada em um centro cirúrgico, como em qualquer outra cirurgia, e a retirada dos órgãos não deforma o corpo do doador, que poderá ser velado normalmente pelos familiares e amigos.

O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente para poderem atestar a morte encefálica, sempre com a comprovação de um exame complementar. Não há qualquer dúvida quanto ao diagnóstico.

Um único doador com morte encefálica pode salvar a vida de inúmeras pessoas. Podem ser usados o coração, o pulmão, o fígado, o pâncreas, o intestino, o rim, as córneas, veias, ossos e tendões de um doador desse tipo. Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em Lista Única definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado, que é controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Autor: Raquel Ferreira

 

Dobra o número de transplantes, mas 69 mil ainda aguardam na fila

Brasil
Dobra o número de transplantes, mas 69 mil ainda aguardam na fila

São Paulo/ Agências
editoria@ilustrado.com.br

O número de transplantes realizados anualmente no Brasil mais do que dobrou em dez anos. Só no ano passado, foram feitos 5.373 procedimentos – contra 2.362 realizados em 1998. Os números fazem parte do último relatório divulgado pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos). Em dez anos, foram feitos 45.955 transplantes de órgãos no país. Apesar do avanço, o Brasil está longe de atender a todos os que precisam de um novo órgão. A cada ano, a lista de espera aumenta. São quase 69 mil pessoas na fila. Em 2001, já eram mais de 43,5 mil.
De acordo com o vice-presidente da ABTO, o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto, o aumento da fila ocorre porque a cada ano mais pessoas buscam o tratamento por meio de transplantes. "O Brasil é vítima do próprio sucesso. Há dez anos, o sistema não era tão desenvolvido como é hoje. Por isso há uma procura e uma indicação maior por esse serviço".
Para o presidente da ONG Adote do Rio, Rafael Paim Cunha Santos, estudos mostram que essa tendência ocorre porque a velocidade de crescimento da lista --que, além dos atuais pacientes, recebe novas inscrições a cada dia-- é maior do que a de transplantes.
Paim, no entanto, diz que há uma evolução. "Não digo que já se possa comemorar, mas toda evolução é bem vista. Se a gente comparar com o que acontece em outros países que incentivam a doação, no entanto, o Brasil ainda está longe", afirma. "A média de doadores por milhão chega a ser cinco vezes maior em um país como a Espanha. Há muito espaço para melhorar", diz. Entre os problemas atuais, ele destaca a subnotificação dos casos de morte encefálica e a ausência de neurologistas nos hospitais.
Em 2008, a taxa de doações, segundo a ABTO, cresceu 15%. O número de doadores por milhão de habitantes chegou a 7,2. A meta, para este ano, é elevar o índice para 8,5. Segundo a ABTO, enquanto no Piauí há 0,3 doador por milhão de habitantes, em Santa Catarina o índice chega a 16,7 – é a primeira vez em que um Estado consegue superar o índice de 15 doadores por milhão.
A maioria dos transplantes realizados no país é de rim. Foram 3.780 em 2008 – um recorde. Há, porém, cerca de 34 mil à espera de um rim, hoje. Os transplantes de córnea também ultrapassaram a marca de 2.000 (mas são hoje 26 mil pessoas na fila).
No final do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou um pacote para aumentar ainda mais o número de transplantes e aperfeiçoar o sistema no país. O cadastro de pacientes pela internet e o acompanhamento do andamento da fila pela rede foram algumas das medidas divulgadas.

 

Dobra o número de transplantes, mas 69 mil ainda aguardam na fila

São Paulo/ Agências
editoria@ilustrado.com.br

O número de transplantes realizados anualmente no Brasil mais do que dobrou em dez anos. Só no ano passado, foram feitos 5.373 procedimentos – contra 2.362 realizados em 1998. Os números fazem parte do último relatório divulgado pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos). Em dez anos, foram feitos 45.955 transplantes de órgãos no país. Apesar do avanço, o Brasil está longe de atender a todos os que precisam de um novo órgão. A cada ano, a lista de espera aumenta. São quase 69 mil pessoas na fila. Em 2001, já eram mais de 43,5 mil.
De acordo com o vice-presidente da ABTO, o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto, o aumento da fila ocorre porque a cada ano mais pessoas buscam o tratamento por meio de transplantes. "O Brasil é vítima do próprio sucesso. Há dez anos, o sistema não era tão desenvolvido como é hoje. Por isso há uma procura e uma indicação maior por esse serviço".
Para o presidente da ONG Adote do Rio, Rafael Paim Cunha Santos, estudos mostram que essa tendência ocorre porque a velocidade de crescimento da lista --que, além dos atuais pacientes, recebe novas inscrições a cada dia-- é maior do que a de transplantes.
Paim, no entanto, diz que há uma evolução. "Não digo que já se possa comemorar, mas toda evolução é bem vista. Se a gente comparar com o que acontece em outros países que incentivam a doação, no entanto, o Brasil ainda está longe", afirma. "A média de doadores por milhão chega a ser cinco vezes maior em um país como a Espanha. Há muito espaço para melhorar", diz. Entre os problemas atuais, ele destaca a subnotificação dos casos de morte encefálica e a ausência de neurologistas nos hospitais.
Em 2008, a taxa de doações, segundo a ABTO, cresceu 15%. O número de doadores por milhão de habitantes chegou a 7,2. A meta, para este ano, é elevar o índice para 8,5. Segundo a ABTO, enquanto no Piauí há 0,3 doador por milhão de habitantes, em Santa Catarina o índice chega a 16,7 – é a primeira vez em que um Estado consegue superar o índice de 15 doadores por milhão.
A maioria dos transplantes realizados no país é de rim. Foram 3.780 em 2008 – um recorde. Há, porém, cerca de 34 mil à espera de um rim, hoje. Os transplantes de córnea também ultrapassaram a marca de 2.000 (mas são hoje 26 mil pessoas na fila).
No final do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou um pacote para aumentar ainda mais o número de transplantes e aperfeiçoar o sistema no país. O cadastro de pacientes pela internet e o acompanhamento do andamento da fila pela rede foram algumas das medidas divulgadas.

 

Projeto estimula captação de órgãos em hospitais

Projeto estimula captação de órgãos em hospitais

21/02/2009 às 10:24

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Hospitais com mais de 80 leitos ou que disponham de unidades de emergência e aqueles equipados com unidades de tratamento intensivo devem manter grupo de profissionais preparados para a captação e a doação de órgãos. A determinação está prevista em projeto que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e que teve sua votação adiada, no ano passado, a pedido do Ministério da Saúde, interessado em sugerir alterações ao texto.

A intenção do autor do projeto (PLS 347/07), senador Osmar Dias (PDT-PR), é fixar em lei obrigatoriedade já estabelecida por meio de ato do Ministério da Saúde. A Portaria 1.752, de 2005, determina a criação, em todos os hospitais – públicos, privados e filantrópicos – que tenham mais de 80 leitos, de comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantes.

Relator da matéria, Inácio Arruda (PCdoB-CE) havia apresentado voto favorável à aprovação. Depois da manifestação do Ministério da Saúde, ele decidiu analisar as sugestões encaminhadas pelo Executivo. Conforme a assessoria do senador, ideias que estão sendo colhidas junto a especialistas vão garantir o aperfeiçoamento do texto. A previsão é de que o relatório seja devolvido à CAS em março.

No texto original, a comissão de captação e doação de órgãos deve ser composta por profissionais do quadro da instituição. Uma de suas funções é identificar, entre os pacientes internados, possíveis doadores de órgãos. O colegiado fica encarregado de obter a autorização da família para a doação.

Multas

A comissão também deverá manter meios de comunicação permanente com as centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos do estado em que a unidade hospitalar está localizada. A legislação referente à remoção de órgãos para transplante (Lei 9.434/97) prevê multas para hospitais que deixarem de notificar a disponibilidade de doações. Osmar Dias estende as multas ao hospital que descumprir a obrigação de criar a comissão.

De acordo com o senador, depois de vários anos de incremento dos transplantes no país, houve uma queda nos números do programa mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as causas, lembra Osmar Dias, está a insuficiente organização dos hospitais onde se encontram os potenciais doadores.