15 outubro, 2009

Conheçam a campanha do Ministério da Saúde http://www.doevida.com.br/

Conheçam a campanha do Ministério da Saúde

 

Quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 15h10      

Campanha nacional usa redes sociais para incentivar doação de órgãos

Foto: ReproduçãoZoomDoador pode comunicar familiares e amigos sobre desejo de doar órgãos pelo site da campanha

Doador pode comunicar familiares e amigos sobre desejo de doar órgãos pelo site da campanha

Da Redação

cidades@eband.com.br

Quem tem o desejo de doar os próprios órgãos pode comunicar os familiares via SMS, por imagem de webcam ou e-mail. A Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos 2009, do Ministério da Saúde, está usando as redes sociais para estimular a doação e a comunicação do desejo do doador para a família. “A vida é feita de conversas. Basta uma para salvar vidas” é o slogan da campanha lançada no final de setembro.

Os visitantes da página podem compartilhar a ideia com os amigos no Facebook, Twitter, Orkut pelo hotsite “Doe Vida”. O interneuta pode postar comentários sobre perguntas como "se você apoia essa causa, a sua família já sabe da sua decisão?" e "qual a sua opinião sobre doação de órgãos?".

Há depoimentos emocionantes como o de Patrícia, postado neste domingo, dia 11: "Minha filha tem 11 anos. Um dia assistindo a propaganda sobre doação de órgãos que contava a história de um menino que tinha nascido duas vezes, ela virou para mim e disse: ´mãe, sou doadora´".

Cerca de 60 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante de órgãos no Brasil. Só no Estado de São Paulo eram 15,6 mil em 2008. A lista de espera por um transplante diminuiu 1% entre dezembro de 2008 e julho deste ano, quando 63,8 mil pessoas aguardavam por um transplante no país. No fim do ano passado, eram 64,4 mil.

Mais informações sobre transplante de órgãos e tecidos pelos telefones:

Disque Saúde: 0800 61 1997
Central Nacional de Transplantes: (61) 3365-4441

 

 

Abraços,

 

Rafael Paim

 

Adote e Doeação – Ajude.  Você se sentirá feliz.

 

Emails:
          rafael@doeacao.org.br
          paimrafael@gmail.com
Telefones:

          Adote/Doeação:    +55 21 8101-6028
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Sites
          www.adote.org.br

          www.doeacao.org.br

 

Não faltam doadores. Falta doação, por Francisco Neto de Assis*

Artigo da Adote no Zero Hora:

 

14 de outubro de 2009 | N° 16124AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGOS

Não faltam doadores. Falta doação, por Francisco Neto de Assis*

 

Segundo o artigo “Sobre os transplantes”, publicado na edição de 7 de outubro de 2009, o principal gargalo na questão dos transplantes de órgãos é a doação. De fato, essa é uma verdade óbvia. Entretanto, em que pese o aparente paradoxo levantado pelo autor daquele artigo, segundo o qual o paciente vale mais morto do que vivo, alguns aspectos dessa questão precisam ser esclarecidos.

 

De fato, costumamos dizer que os doadores existem, o que falta é doação. Segundo pesquisa recente encomendada pela Adote ao Instituto Datafolha, a maioria da população brasileira (64%) acima de 16 anos, independentemente de escolaridade, faixa de renda, classe social e religião, doaria seus órgãos após a morte. Considerem-se também as seguintes premissas baseadas em estatísticas já bem conhecidas: a) a prevalência das circunstâncias que levam alguém à situação de morte encefálica, condição para ser um possível doador, é da ordem de 60 a 80 casos por milhão da população por ano; b) de cada cem famílias brasileiras a quem se oferece a oportunidade de doar os órgãos de um ente querido em situação de morte encefálica, cerca de 70 autorizam a doação. Desse modo, se todos os diagnósticos fossem notificados para as Centrais de Transplante, existiriam pelo menos entre 11 e 14 mil possíveis doadores por ano, ou entre 7 e 10 mil potenciais doadores (possível doador com autorização familiar). O que acontece é que menos da metade dos diagnósticos de morte encefálica é notificada.

 

Ora, a notificação do diagnóstico de morte encefálica é um ato médico de natureza compulsória. Logo, a falta de doação é decorrente não da falta de solidariedade da população, mas da falta de oportunidade de manifestar essa solidariedade que a notificação proporcionaria.

 

O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma campanha em que enfatiza este aspecto da notificação, ao chamar a atenção dos profissionais de saúde para o fato de que a vida é feita de conversas e que o nobre ato de identificar possíveis doadores de órgãos e tecidos não acaba nos testes e exames clínicos.

 

É bom também lembrar que ser doador é mais do que permitir que nossa vida continue na de outros. Ser doador é doar nosso conhecimento, nossas capacidades, nossas habilidades profissionais e pessoais para promover, entre todos, o valor da doação de órgãos.

 

 

*PRESIDENTE DA ADOTE – ALIANÇA BRASILEIRA PELA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS