19 novembro, 2008

Aparelho deve aumentar doação de órgãos

Aparelho deve aumentar doação de órgãos
Goiás Agora - Goiânia,Goiás,Brazil
Para a coordenação administrativa da Central, o exame com o Doppler permite que as famílias autorizem a doação dos órgãos do paciente com maior segurança. ...

 

Doação de órgãos: crescimento ainda é insuficiente

Doação de órgãos: crescimento ainda é insuficiente

*Antonio Carlos Lopes

Divulgado recentemente, o último relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos traz ao mesmo tempo alegria e tristeza. Embora a taxa de doadores efetivos no último semestre tenha sido 5% superior em relação a igual período anterior, o aumento é insuficiente para reduzir as imensas filas de espera que solapam as esperanças de milhares de pessoas em todo o país.

No Estado de São Paulo, com aumento de 15%, foram registradas as maiores taxas de notificação de potenciais doadores do país. Mas a efetivação destas doações ainda é pequena, não chega a 20%, quando o objetivo é atingir ao menos 50%.

Aguardada por pacientes e familiares como a única saída para insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes, a doação de órgãos e tecidos é um gesto simples de solidariedade, inibido, na maioria das vezes, pela absoluta falta de informação.

Profissionais de saúde e demais envolvidos na retirada e no transplante dos órgãos têm se empenhado, mas ainda é preciso muito mais para prover a população das informações necessárias para estimular a doação.

Um bom começo é esclarecer que não são apenas os órgãos, como coração, fígado, rins, pulmão e pâncreas, os itens passíveis de doação. Córnea, pele, osso, medula óssea e sangue de cordão umbilical são também necessários para salvar ou melhorar a vida de muitas pessoas.

Em todos estes casos, a doação de órgãos de pessoas falecidas só é feita mediante autorização da família. Por isso, todos os interessados em doar seus órgãos, devem deixar a família e amigos avisados, ou preparar um documento confirmando esta vontade.

Infelizmente, a autorização ou mesmo a retirada de um órgão não é garantia de um transplante. Para reduzir ao mínimo as chances de rejeição do órgão, muitos detalhes, como idade, peso e tipo sanguíneo, precisam ser inicialmente analisados, verificando a compatibilidade entre receptor e doador, a ser comprovada por meio de exame mais sensível. E nem sempre os primeiros da fila de espera são os mais compatíveis.

A chance de compatibilidade aumenta com os laços familiares. Parentes próximos têm sempre mais chances de estar aptos a doar ou receber uns dos outros. Algumas doações, inclusive, podem ser feitas em vida, como as de rim, partes do fígado e medula óssea. Nestes casos, a lei permite que sejam feitas por pais, filhos, irmãos, avós, tios e primos, desde que estejam em boas condições de saúde, sejam capazes juridicamente e concordem com a cirurgia. Doações entre não-parentes podem ser analisadas e eventualmente autorizadas judicialmente.

Qualquer que seja a dúvida ou imagem negativa com relação ao procedimento, deve ser discutida com seu médico de confiança. O transplante é um procedimento sério, totalmente custeado pelo Sistema Único de Saúde. Milhares de vidas dependem deste ato de solidariedade.

Antonio Carlos Lopes é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

 

Colombiana recebe com sucesso o primeiro transplante de órgão criado em laboratório a partir ...

17 novembro, 2008

Livro aponta que tráfico de rim endividou fornecedores

Livro aponta que tráfico de rim endividou fornecedores

Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre

Após doarem rins para a maior quadrilha de tráfico internacional de órgãos descoberta no Brasil em 2003, os quase 40 "fornecedores" pernambucanos, como eram chamados na rede, continuam pobres como na época, mas agora endividados. A constatação está no livro-reportagem Rim por Rim do jornalista Julio Ludemir.

» ONU: fornecedor não se considera vítima
» Opine sobre o tráfico de órgãos

"Todas (as pessoas) sobreviveram. Não há registro de morte. Estão vivos jogando futebol, fazendo sexo, trabalhando, mas economicamente estão pior. Antes eram pobres. Hoje, são pobres e endividados. Todos compraram celular e foram para o cartão de crédito. Só há dois casos que conseguiram transformar dinheiro em alguma coisa. Um comprou uma casa para o filho e o outro comprou pequenas casas e vive de aluguéis", disse o autor do livro.

Segundo Ludemir, ao longo de três anos, ele falou com cerca de 50 pessoas envolvidas com a comercialização de rins para a quadrilha internacional. Primeiro, chegou a um fornecedor, que o encaminhou até os demais. Conforme o escritor, 38 moradores do Recife consumaram a doação de rins para esta rede na África do Sul na época. No entanto, o número de pessoas que procurou a quadrilha para doar o órgão foi maior. Alguns deles chegaram a viajar para a África, mas não fizeram a cirurgia para retir o órgão.

Punição
A comercialização de órgãos humanos é tratada no direito penal brasileiro no artigo 15, da Lei 9.434/97, que dispõe sobre os procedimentos de remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. De acordo com a lei, a pessoa que comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano está sujeita à pena de três a oito anos de reclusão e multa. Segundo a lei, "incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou ganha qualquer vantagem com a transação".

Tráfico global
O crime de tráfico de órgãos é o mais global, de acordo com o autor. "É o crime mais globalizado que existe. Todas as pontas estão em todos os lugares do mundo. É um crime que depende de tecnologia de ponta. Quanto mais se desenvolve tecnologia de saúde, mais fácil ficam os transplantes." Para Ludemir, o tráfico de órgãos "é o mercado negro que se modifica e ganha novas formas à medida em que a repressão atua".

Para fazer o livro-reportagem, Ludemir partiu dos estudos de dez anos sobre tráfico de órgãos feitos pela antropóloga americana Nancy Scheper-Hughes e avaliou o caso desbaratado no Recife (PE), em dezembro de 2003. Na ocasião, nove brasileiros e dois israelenses foram presos.

A Polícia Federal desarticulou a quadrilha, segundo Ludemir, dois ou três dias antes de as operações começarem a ser feitas no Brasil. Até então, moradores da periferia do Recife entravam em uma fila, muito disputada, para ir até Durban, na África do Sul, doar os rins. A maioria dos receptores era de Israel.

"Se a PF tivesse agido uma semana depois, já flagraria operações feitas em Pernambuco com receptores romenos", afirmou.

Segundo Ludemir, o grande consumidor desses órgãos era uma quadrilha que vivia de fraudar o seguro de saúde de Israel para fornecer rins. "Algumas pessoas acusam o governo (israelense) de ser cúmplice, mas não se provou. No começo, esse mercado - da 'corrida do ouro' em torno de alguns bairros da periferia do Recife - oferecia US$ 15 mil, quando o dólar valia muito, uns cerca de R$ 50 mil", disse.

Segundo o escritor, os primeiros pernambucanos que foram para a África do Sul eram tratados como "reis". "Ficavam em hotéis maravilhosos. Podiam gastar quanto quisessem. Porém, esse pagamento foi caindo e chegou a ser de US$ 6 mil, porque surgiram vários intermediários entre o comprador e o fornecedor. Tornou-se a 'corrente do rim'. Cada um que indicava outro (fornecedor) tirava um percentual de lucro", disse.

Para Ludemir, o tráfico de órgãos "é o mercado negro que mais se modifica e vai ganhando novas formas na medida em que a repressão atua".

Sofisticação
Segundo o escritor, a rede de tráfico de órgãos internacional chegou ao grau máximo de sofisticação no Recife, quando estava prestes a começar a fazer as cirurgias no Brasil, sem ter de levar o doador até a África do Sul. Essa viagem era encarada como gasto extra, já que o doador precisava permanecer no país até ser encontrado um receptor compatível. A rede também corria o risco de perder o doador se ele usasse drogas ou fizesse sexo no continente africano, devido à aids. "A vinda para o Brasil significava a otimização do mercado da carne humana."

Antes de as cirurgias serem feitas na África do Sul, em grandes redes de hospitais, elas eram feitas de forma clandestina em clínicas da Turquia. Segundo Ludemir, ele ouviu de um dos integrantes da quadrilha que após ter sido descoberta no Brasil, as ramificações da quadrilha teriam ido para a Colômbia. "A próxima capital miserável com boa estrutura seria Bogotá."

"Essa rede está funcionando em algum lugar. Da mesma forma como o tráfico de drogas continua existindo. Há pessoas precisando de órgãos e pessoas querendo vender. Deve estar havendo a 'corrida do ouro' em algum lugar. O modo como funciona é muito sutil e fica invisível e detectá-la é mais difícil."

Aperto de mãos
De acordo com Ludemir, o que lhe chamou atenção nesta rede de tráfico de rins foi a relação afetiva do fornecedor do órgão com o receptor. "O fornecedor aperta a mão do receptor. Mais o do que isso, ele faz questão de vender (o órgão). Um dos fornecedores guarda a foto da pessoa na carteira, ao lado da foto do filho. É mais do que um mercado acordado, é um mercado que se cria vínculo. Ele meio que se sente da família. A pessoa faz questão de escrever para a que recebeu (o órgão)".

No entanto, a reação de quem recebe é de tentar não ver o rosto do outro. "Ela tenta esquecer. Quando mercantiliza essa relação, perde o sentimento de culpa. Da parte do receptor, ele quer esfriar (a relação)."

Nancy, segundo o autor, define essa relação como a última fronteira, em que o corpo humano é transformado em um conjunto de mercadorias. Ela define os receptores como neo canibais, "quando canibaliza alguém não está o comendo inteiro. Está pegando a parte do outro que mais deseja. Ele está escolhendo esse órgão", disse Ludemir.

O autor afirmou que esse tráfico de órgãos intervivos se tornou tão forte porque o fornecedor "tem mais garantia". "Aquele órgão morto, aquela doação de pessoas mortas, não tem garantia de qualidade. Pode ter hepatite C e aids. Você discute isso mercadologicamente, o que torna o mercado mais cruel."

Sem arrependimentos
Ludemir disse que os fornecedores de órgãos do Recife não se arrependeram da comercialização. "A prova de que eles não se arrependeram foi que não aderiram a uma tentativa de criar uma ONG para ajudá-los.

"A macheza do pernambucano é impressionante. A Nancy tentou organizar uma ONG dos fornecedores arrependidos, mas eles não aderiram. A ONG deu certo em outros países. Eles não perderam saúde e não se arrependeram. Usam um discurso tosco, primário, mas dizem que a mercadoria é deles. Dizem: 'o rim é meu, faço com ele o que eu quero'".

Segundo Adriana Maia, assistente de projetos em tráfico de pessoas do escritório brasileiro das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), a criação de uma ONG somente é possível quando já existe uma conscientização e uma mobilização por parte das pessoas atingidas.

"Formar uma ONG quando a atitude vem de fora para dentro é difícil. É mais viável quando ela brota de forma natural. Se já existe conscientização e mobilização, aí você consegue aos poucos que brote dali um apoio."

Ludemir afirmou "que há uma relação meio psicanalítica. Às vezes, a gente não sonha para não se frutar. (Eles) se sentiram reis durante três meses, quando tiveram acesso a um mercado de consumo, e depois tiveram a desilusão".

Na época, segundo o escritor, eles eram conhecidos como "os ricos da periferia". Mas com o reencontro com o lugar anterior produziu neles a desilusão. "Embora não tenha arrependimento, que o macho pernambucano prevaleça, hoje eles teriam maior dificuldade em lutar com o sonho. No entanto, garantem que se a rede voltasse, teriam mais fornecedores. A quadrilha acabou de sair da cadeia, mas se eles pudessem se rearticular, acham que conseguiriam fornecedores com facilidade."

Conforme Ludemir, agora eles usariam o próprio exemplo para mostrar que foram para o exterior fazer a cirurgia para a retirada do órgão, voltaram e estão vivos. Na época muitos acreditavam que pudessem ser mortos pela quadrilha.

"Eles não morreram até agora. Todo o discurso pró-saúde não sobrevive diante da realidade do vizinho. O vizinho foi e voltou. Nem parar de beber pararam", afirmou o autor.

O jornalista Ludemir também é autor dos livros Coração do Comando, que narra a história de amor entre Neguinho e Valéria, presidiários integrantes de duas facções rivais (o Terceiro Comando e o Comando Vermelho), que disputam o controle do tráfico de drogas nas favelas; Sorria, você está na Rocinha, que traduz a complexidade da "teia de relações" entre favela e "asfalto, Lembrancinha do Adeus: História(s) de um Bandido, que conta a história de Lambreta, um bandido velho e cansado de guerra, que relata suas histórias para Lembrancinha, um menino órfão cujo grande sonho é entrar para o crime.

Ele é autor ainda de Mais um Pai, em que descreve a vida de Bernardo, que leva uma vida boa ao lado da mãe e do padrasto. Seu avô o adora e realiza todos os seus desejos. Prestes a se tornar um homenzinho de 10 anos, não consegue decidir o que quer ganhar de presente de aniversário e acaba confessando que gostaria de conhecer seu pai biológico e de Bandido da Chacrete, que conta a trajetória de Paulo César Chaves, o PC, um dos mais intrigantes fundadores do Comando Vermelho.

 

Atiradores assistem palestra de doação de órgãos

Atiradores assistem palestra de doação de órgãos

 

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No último dia 5 aconteceu na sede do Tiro de Guerra de Avaré uma palestra sobre doação de órgãos, proferida pela enfermeira Sueli Manzini, da Santa Casa de Avaré, que é a coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

Na oportunidade os atiradores tomaram conhecimento de como funciona o trâmite legal para que uma doação de órgãos tenha êxito e possa beneficiar muitas pessoas que estão na fila de recebimento, aguardando com muita expectativa que chegue a sua vez.

As palestras fazem parte de um projeto de informação e conscientização sobre o assunto, desenvolvido pelo Rotary Club de Avaré Jurumirim, em parceria com a CHIDOTT e Grupo Bizungão, e tem como objetivo fazer com que as pessoas falem e discutam esse assunto em todos os âmbitos da comunidade avareense, esperando assim aumentar o número de doadores.

 

Família autoriza e sete órgãos são doados em Londrina

Família autoriza e sete órgãos são doados em Londrina

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O Hospital Universitário de Londrina realizou na manhã deste sábado (15), um procedimento de retirada de sete órgãos que foram encaminhados para doação. Conforme Hélio Figueiredo, coordenador Intra-Hospitalar de Transplantes do HU, a paciente R.H.da S., de 42 anos, deu entrada no hospital no dia primeiro deste mês com hemorragia Sub-Aracnoidea (HSA), ou seja, o rompimento de um ou mais vasos sangüíneos que se localizam anatomicamente na meninge cerebral e, na noite desta sexta-feira (14), foi constatado o falecimento por morte encefálica.

Após a confirmação da morte da paciente, o HU entrou em contato com os parentes para que filhos e demais familiares pudessem decidir pela doação dos órgãos. "Conversamos a família ontem à noite (sexta-feira) para que eles pudessem entrar em um consenso, e hoje pela manhã (sábado), tivemos o aval para concretizarmos os transplantes", explicou Figueiredo.

Com a afirmação, foram doados - o coração, o fígado, os rins, o pâncreas, as córneas, os ossos e a escleri. "É importante que esse tipo de iniciativa passe a barreira do hospital. Isso faz com que outras pessoas tenham o mesmo gesto", afirmou. "Desde o caso da menina Heloá, em São Paulo, o crescimento de doação de órgãos aumentou significativamente e isso é muito importante para as pessoas que estão na fila de transplante", ressaltou Figueiredo.

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Fonte: http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-3--321-20081115

 

Família autoriza e sete órgão são doados em Londrina

Família autoriza e sete órgão são doados em Londrina
Bondenews - Londrina,PR,Brazil
"Desde o caso da menina Heloá, em São Paulo, o crescimento de doação de órgãos aumentou significativamente e isso é muito importante para as pessoas que ...

 

Doação de órgãos do PM vai beneficiar quatro indivíduos


Jornal da Manhã - Uberaba - Uberaba,MG,Brazil
... Antunes de Oliveira Júnior, coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, do Hospital de Clínicas da UFTM. ...

 

Número de transplantes em alta depois da morte de Eloá

Famílias que concordam com a doação de órgãos subiu para 62%

Diz-se que de há algo de bom em toda a tragédia. No caso da morte da estudante Eloá Pimentel, de 15 anos, assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em Santo André (no ABC Paulista), o aspecto positivo foi o aumento do número de transplantes de órgãos em São Paulo, em mais de 34%. A adolescente teve a morte cerebral constatada no dia 19 de outubro e sua família decidiu pela doação de seus órgãos.

Para o cirurgião Tércio Genzini, do Hospital Beneficência Portuguesa, o aumento dos transplantes e o ato da família da jovem estão diretamente ligados. “Doação tem que ser assunto do cotidiano, e um fato desse faz com que as pessoas falem mais sobre isso”, disse o médico. Segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, depois do caso Eloá a porcentagem de famílias que concordam com a doação de órgãos de seus parentes mortos subiu para 62% dos casos em outubro deste ano. Em setembro, metade das famílias dizia sim às doações.
Para o coordenador da Central de Transplantes, Luiz Pereira, falta gente treinada para diagnosticar a morte cerebral de um paciente. Apenas nesta situação os órgãos podem ser doados. “Hoje tem mais de 12 mil pacientes aguardando por transplante”, disse Pereira. Para ele, mais treinamento poderia salvar milhares de vidas. “Não temos esperança de que não tenha mais fila, isso não ocorre em pais nenhum do mundo, mas é possível atender ainda mais esses pacientes em lista de espera.”

Fonte: http://acheiusa.com/acheiusa/asp/noticias/noticia-brasil.asp?cd_n=3424