Drauzio acompanha corrida para transplantar coração
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Sorocaba
TRANSPLANTES - [ 16/04 ]
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou 4ª feira (15) projeto de lei que tornam mais rígidas as regras para a doação de órgãos entre pessoas vivas, que não são parentes. A proposta, que agora vai para análise dos integrantes da Comissão de Assuntos Sociais, tem por objetivo evitar a comercialização de órgãos humanos. "O projeto disciplina a doação de órgãos entre vivos. O comércio de órgãos está crescendo assustadoramente", disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator do projeto na CCJ.
O projeto de lei altera o artigo 9º da Lei 9.434, de 1997, conhecida como Lei de Doação de Órgãos. Pela lei, a doação de tecido, órgãos e partes do próprio corpo vivo pode ser feita sem autorização judicial para atender ao cônjuge ou aos parentes consanguíneos até o quarto grau. A doação para não parentes depende de autorização da Justiça. E o projeto dificulta esse tipo de doação.
Pela proposta aprovada hoje, a autorização de doação entre não parentes dirigida ao juiz será instruída com laudo subscrito por dois médicos com pós-graduação ou título de especialista reconhecido no Brasil e também certidão negativa de infração ética, fornecida pelo órgão de classe em que for inscrito o médico. O projeto prevê que os médicos que subscrevam o laudo sejam integrantes de equipe de transplante cadastrada no Ministério da Saúde. "Diversos programas de televisão mostraram os caminhos percorridos para a aquisição de um órgão no denominado mercado negro. A venda de rins e córneas mostrou-se das mais corriqueiras.
O tráfico internacional de órgãos foi apontado como dos mais rentáveis, com utilização de navios preparados para as remoções, conservação e transporte de órgãos e, outros, dotados de mini-hospitais, com capacidade para realizar transplantes _ do que se conclui não ser excessiva a medida proposta", afirmou Tasso, no relatório que acompanha o projeto. A proposta será apreciada em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais _ ou seja, não precisa ser votada no plenário do Senado.(AE)
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Saúde
Número de Dadores de Órgãos cresceu 5%
por ANA TOMÁS RIBEIROHoje![]()
O número de dadores e de transplantes de órgãos em Portugal aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo a presidente da Autoridade para o Serviço de Sangue e da Transplantação. Mas as listas de espera também crescem. Por isso, a ajuda da comunidade muçulmana é bem-vinda. E as declarações do imã da Mesquita Central de Lisboa podem ser um impulso.
Até Março deste ano havia mais de 3000 doentes à espera de um transplante de órgãos. Isto apesar de o número de dadores e de transplantes, em Portugal, ter aumentado mais de 5% nos primeiros três meses deste ano - comparando com igual período de 2008, adiantou ao DN a presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST), Maria João Aguiar.
Além do aumento dos transplantes, ontem os muçulmanos anunciaram que vão passar a permitir a doação de órgãos. No entanto, a falta de órgãos irá continuar, pois as listas de espera de doentes para receberem órgãos também não param de crescer. "E não se consegue dar resposta a todos", sublinhou Maria João Aguiar, explicando que tal se deve também ao sucesso deste tipo de intervenções no País.
De acordo com Maria João Aguiar, há neste momento 2000 doentes a aguardar por um rim novo, 600 por um transplante de córnea e 300 à espera de um fígado. E só no Hospital de Santa Marta há dez pessoas à espera de pulmão.
Os números são preocupantes, mas na realidade a situação de Portugal em matéria de transplantação de órgãos tem vindo a melhorar, sobretudo graças a uma maior eficácia da rede de recolha, explicou a responsável da ASST. Por isso, no ano passado o País já ocupou o segundo lugar entre os melhores da Europa no que respeita à colheita de órgãos. Mesmo assim, a base de dados de não dadores (pessoas que não querem que lhes seja retirado nenhum órgão depois de morrerem) ainda conta com 35 mil registos. Os motivos podem ser os mais diversos, entre os quais alguns de carácter religioso, mas não são revelados.
O imã da Mesquita Central de Lisboa, o xeque David Munir, em declarações ao DN, disse desconhecer se alguém da comunidade islâmica em Portugal faz ou não parte desse registo de não doadores. O que sabe é que a religião muçulmana preconiza que o corpo, pertencente a Deus, deve ser sepultado tal como estava em vida. Contudo, a comunidade muçulmana pode estar agora mais aberta à possibilidade de doar órgãos para salvar uma vida.
Numa entrevista à Lusa, ontem o imã disse que "se os órgãos não se destinarem a venda, há teólogos a aceitarem que sejam retirados, já que podem melhorar as condições de vida de quem os receber". "É um acto de caridade", explicou ao DN adiantando que já houve vários debates na comunidade sobre a questão do transplante e doação de órgãos e o assunto foi bem aceite. Não houve assim uma voz contra", afirmou. Por isso, admite que muitas das pessoas da comunidade "podem ser potenciais doadores". Uma notícia bem-vinda para quem se debate todos os dias com a falta de órgãos, para satisfazer as necessidades de milhares de doentes, como é o caso de Maria João Aguiar.
A comunidade islâmica em Portugal conta hoje com cerca de 45 mil elementos, e mesmo que a maioria não queira ser dador, porque a decisão é de cada um como sublinha o imã da Mesquita Central de Lisboa, alguns já são importantes para ajudar.
Até porque o objectivo traçado para este ano é ter 30 dadores por milhão de habitantes.
Lição de vida em meio à dor pela morte
Jornal Gazeta - Bento Gonçalves,Rio Grande do Sul,Brazil
Após receber a confirmação da morte dos filhos, os pais Cláudio e Irnês Kasmiriski decidiram liberar a doação dos órgãos. Na madrugada de sábado, ...
Drauzio Varella acompanha a angústia de quem espera um telefonema para sobreviver.