19 junho, 2009

Projeto de lei inclui doação de órgãos como disciplina escolar

Projeto de lei inclui doação de órgãos como disciplina escolar
Cuiabá / Várzea Grande, 18/06/2009 - 16:18. 

Da Assessoria

Assembléia Legislativa aprovou, em primeira votação, projeto de lei do deputado Nilson Santos (PMDB) que inclui na grade complementar do ensino médio das escolas públicas e privadas a disciplina doação de órgaos e tecidos. De acordo com o autor da proposta, a iniciativa tem por objetivo ampliar a conscientização das pessoas sobre as normas de doações e com isso acabar com mitos sobre o tema no país e no estado.

A inclusão da disciplina de doação de órgãos e tecidos, conforme o artigo 2º da proposta, será definida de acordo com o conteúdo programático, respeitados os níveis de cada ensino e série, bem como a respectiva carga horária.

No mundo inteiro, segundo Nilson Santos, há falta de doadores de orgãos e tecidos. Com isso surge grandes listas de espera e muitos pacientes que esperam um coração, figado ou um pulmão acabam morrendo, pois não há órgãos à disposição.

“O número de doadores pode ser maior se tiver um grau de conscientização mais amplo sobre o tema. Não será somente o ato de doação e transplante, mas da oblação de vida àqueles que com esperança aguardam na fila de espera fazer da doação um processo natural na vida das pessoas.”, disse o deputado.

O parlamentar explicou que a disciplina curricular complementar promoverá a importância da solidariedade, respeitando a ética profissional, a ciência e a moral. “Infelizmente no Brasil, o tema doação de órgãos e tecidos é envolto em mitos, os quais existem por falta de informação e conscientização da população”, observou Nilson Santos.

Em sua justificativa, o parlamentar argumenta que o tempo de espera enfrentado pelas pessoas para obter à doação de um órgão e tecidos é de 31 meses. “É penoso e prolongado o sofrimento do paciente e da família. A proposta busca minimizar esse sofrimento”, explicou o parlamentar.

Segundo o parlamentar, a doação de órgãos e tecidos pode ser realizada em vida. Eles podem doar os seguintes órgãos e tecidos: um dos rins, parte do pulmão, parte do fígado e a medula óssea.

A doação, de acordo com Nilson Santos, também pode ser realizada por doadores não vivos, compreendendo: rins, pulmões, coração, válvulas cardíacas, fígado, pâncreas, intestinos, córneas, ossos, cartilagem, tendões, veias e pele. 


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18 junho, 2009

Doação de órgãos

 

Doação de órgãos

Paraná tem 2492 pessoas a espera de um rim

O Paraná é o terceiro estado com mais números de transplantes no Brasil

Publicado em: 17/06/2009 14:32

Maria Estela Zanchin - Especial para Tribuna do Norte - Diário do Paraná

Segundo a coordenadora da Comissão Interna de Doação de Órgãos para Transplante (CIHDOT) do Hospital Providência, Sonia Regina Tizeu, neste ano foram realizados dois transplantes de córnea na instituição hospitalar de Apucarana. Das 14 abordagens de potenciais doadores com coração parado, resultaram em 10 doações efetivas de córneas. Foram 4 recusas.

 "As pessoas estão mais receptivas as abordagens realizadas pelos profissionais, isso significa uma melhor informação das pessoas. Nos casos em que ocorrem a recusa pela doação, a grande maioria desconhece a vontade do seu ente querido", diz Sônia. 

De acordo com a Central de Notificação e Captação de Órgãos do Paraná, o estado fechou o mês de abril com 2.492 pessoas na lista de espera por transplante de rim; 1.539 esperam por córnea; 362 por fígado; 84 por coração e 12 por pâncreas, entre outros órgãos. Atualmente, há 937 hospitais e 1.282 equipes habilitadas para realizar transplantes em todo o país. No Paraná, são 87 centros e 86 equipes cadastradas. 


Dados da Central de Transplantes do Paraná mostram que, no Estado, foram realizados 1.534 transplantes em 2008, entre órgãos, córneas e medula óssea, 6,9% a mais que no ano anterior. Já os transplantes de tecidos tiveram aumento de 30%, 1.453 procedimentos em 2007 para 1.901, em 2008. Em 2009, já foram realizados 756 procedimentos.

O Paraná é o terceiro estado com mais números de transplantes no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Em todo o país, foram 18.989 transplantes em 2008. O número representa um aumento de 9% em relação a 2007, quando foram feitos 17.428. A habilitação de centros especializados, ao lado da quantidade maior de doadores vivos, que impulsionou o crescimento do número de atendimentos no Brasil.

 

 

 

Transplante de córnea: uma preciosidade que exige cuidados

Transplante de córnea: uma preciosidade que exige cuidados

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www.segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Teresa Cristina Machado   

17-Jun-2009

O Distrito Federal lidera o ranking nacional de transplantes de córnea. Especialista do HOB alerta que a recuperação do transplantado é lenta e requer paciência e total atenção por, pelo menos, um ano. Diante da necessidade de transplante de córnea, há uma sequencia de ações que o paciente deve cumprir

 

Uma córnea transplantada é uma preciosidade e deve ser tratada com este valor. O olho de um transplantado é mais frágil e é necessário ter consciência disso, atender a agenda de revisões médicas, a aplicação dos medicamentos e observar os cuidados indicados. De acordo com o último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em 2008, o transplante de córnea respondeu por quase 75% de todos os transplantes realizados no País. 

No Distrito Federal, a Sociedade Brasiliense de Oftalmologia, divulgou esta semana que foram realizados 147 cirurgias para cada um milhão de habitantes no primeiro trimestre deste ano, posicionando a capital do País em primeiro lugar no ranking nacional de transplantes de córnea. 

O processo de recuperação de um transplante de córnea é lento e passar por este período sem problemas requer paciência, observa o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Patrick Tzelikis, especializado em transplantes. 

Um transplante de córnea implica em pelo menos um ano de visitas periódicas ao oftalmologista para acompanhar a adequação do organismo ao novo tecido que passa a integrá-lo, diz o médico. Trata-se da substituição de um tecido com anormalidades estruturais que impedem a formação adequada da imagem, por uma córnea saudável. É um processo que envolve um receptor e um doador, pois as córneas transplantadas são naturais. 

Oito meses - No Distrito Federal, um paciente que necessita de transplante de córnea vai aguardar em torno de oito meses até ser chamado para a cirurgia, estima Tzelikis. "É um período longo se comparado a locais como a cidade de Sorocaba (SP), onde a fila do transplante de córnea zerou", reconhece o médico. Ele considera que ainda falta uma ação mais efetiva dos órgãos governamentais no sentido de estimular a cultura da doação de córneas na sociedade. 

Diagnóstico - A substituição da córnea é indicada quando há alguma lesão ou doença que afete a integridade ou a curvatura da córnea comprometendo, dessa maneira, a visão de uma pessoa. A principal alteração na córnea que exige a realização de um transplante é o ceratocone - uma anomalia na qual a córnea sofre mudanças em sua estrutura, tornando-se mais fina e obtendo o formato de cone. Essa irregularidade interfere na curvatura do olho, aumenta o astigmatismo e, consequentemente, distorce muito a imagem. Para os portadores de ceratocone que não conseguem melhorar a qualidade e a quantidade de visão por meio de tratamentos com óculos, lentes de contato, anel de Ferrara ou crosslink, a indicação é o transplante. Em torno de 20% dos portadores de ceratocone são indicados para transplante de córnea, calcula Tzelikis. 

Atualmente, avalia o médico, 80% das indicações de transplante de córnea são feitas para portadores de ceratocone. "O transplante só não é recomendado para quem não tem potencial bom de visão. Conforme o caso, não vale a pena realizá-la, nem fazer a pessoa passar pelo sacrifício do pós-operatório", assinala. 

Além do ceratocone outras distrofias genéticas levam à indicação de transplante. Estão nesta relação, por exemplo, casos em que uma camada mais profunda da córnea, o endotélio, apresenta problemas à visão. Esses casos, geralmente, se manifestam após os 50 anos de idade. "Ocorre quando as células endoteliais que revestem a face posterior da córnea vão sendo perdidas no decorrer da vida. Quando a perda é acentuada, a córnea deixa de ser impermeável e incha por causa da entrada do líquido existente ali - humor aquoso - deixando a córnea com aspecto de vidro fosco e prejudicando a passagem da luz, tornando a visão embaçada. Nesses casos, o transplante é a única forma de reconstituição do endotélio", explica o especialista. 

Tendência mundial - Hoje, o transplante lamelar é uma tendência mundial, é o mais recomendado em alguns casos e é a prática empregada no HOB há quatro anos. Esta técnica consiste em substituir apenas uma parte da córnea, para corrigir somente a região onde está localizado o problema. Segundo Tzelikis "a vantagem do transplante lamelar é que, sendo substituída uma parte menor, o risco de rejeição também é menor e, além disso, a parte saudável da córnea do paciente não é removida". 

A cirurgia de transplante de córnea é realizada em torno de uma hora, mas os cuidados que o paciente precisa ter no pós-operatório exigem atenção por cerca de um ano e devem ser rigorosamente observadas para o sucesso do procedimento. O primeiro ano pós-transplante é o período em que o paciente está mais suscetível a encontrar dificuldades na recuperação. Nesse período, avisa o médico, o paciente vai percebendo melhoras, mas é comum notar variações. "Um dia enxerga melhor, outro, pior, mas não é necessário deixar de fazer as atividades. Apenas é indicado evitar esportes de contato como futebol", diz.

Avaliações - As avaliações devem ser cumpridas rigorosamente. No primeiro mês do pós-operatório, são semanais. A partir do segundo mês, passam a ser mensais. De acordo com a recuperação, passam a ser trimestrais, semestrais e, depois anuais, quando todos os pontos estiverem removidos. "São cerca de 16 pontos e, às vezes, demora um ano, período que exige acompanhamento médico", observa. 

Cuidados - De acordo com Patrick, um dos maiores riscos a que está sujeito um paciente com córnea transplantada é o de infecção e rejeição, em razão de ter recebido um novo órgão. Os cuidados no pós-operatório, vão além das visitas médicas para avaliação. O transplantado deve, por exemplo, usar óculos de proteção para atividades do dia-a-dia, aplicar colírio de corticóide conforme indicação médica, ter muita atenção com a higiene, evitar levar as mãos aos olhos, nunca coçar os olhos, este hábito pode romper os pontos.

Serviço - Diante de um diagnóstico de necessidade de transplante de córnea, o paciente deve: 

1) Solicitar ao médico a indicação sobre onde encontrará o formulário para se inscrever no banco de olhos como receptor;

2) Preenchido o formulário em instituição credenciada e assinado por médico também credenciado, o paciente deve levar o documento ao banco de olhos de seu estado e inscrever-se como candidato a receptor de córnea. A fila é única para cada Estado.

3) Uma vez inscrito e integrante da fila, o paciente tem que aguardar o banco de olhos avisar ao hospital ou instituição de saúde que encaminhou a solicitação. Esta instituição é que irá avisar o paciente quando chegar a sua vez de realizar o transplante por disponibilidade de córnea. 

Patrick Tzelikis comenta que atualmente, os meios de preservação de órgãos, como córneas, permitem uma espera de até 10 dias para a realização do transplante. "É importante para o caso do receptor estar impossibilitado de receber a córnea por alguma razão na data em que recebe o aviso", conclu.

          www.doeacao.org.br

 

Deputados japoneses aprovam doação de órgãos para crianças

Deputados japoneses aprovam doação de órgãos para crianças

18/06/2009 - 06:48 - AFP

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Os deputados japoneses votaram nesta quinta-feira uma emenda que autoriza a doação de órgãos para crianças, proibida no país, apesar dos pedidos de muitas famílias.

O texto ainda será examinado pelos senadores, mas como os deputados têm a última palavra no caso de um conflito entre as duas Câmaras do Parlamento, é muito provável que seja promulgado.

A atual legislação nipônica proíbe a doação de órgãos para menores de 15 anos, o que impede que muitas crianças recebem o transplante necessário.

A situação obriga muitas famílias a viajar para outros países para que seus filhos sejam submetidos a operações muito caras. Nos Estados Unidos, um transplante cardíaco pode custar mais de um milhão de dólares.

A emenda aprovada pelos deputados também elimina o sistema de "duplo consentimento", segundo o qual um doador potencial deve ter especificado sua intenção por escrito e que a família também deve estar de acordo.

 

Espera por fígado pode estar chegando ao fim

TRANSPLANTE

Espera por fígado pode estar chegando ao fim

Jovem de 16 anos, internada no Hospital das Clínicas, pode ter encontrado órgão compatível

Richard Lanza

Ontem, o MG Transplantes chegou a divulgar uma possível doação de um fígado para a jovem Iza Viana, de 16 anos, que figura no primeiro lugar da lista de espera em Minas. O órgão seria de uma pessoa do interior do Estado. No entanto, até as 22h de ontem, a família do doador ainda não havia autorizado o procedimento.

Desde o último domingo, a estudante está internada, em coma, no CTI do Hospital das Clínicas da UFMG. Com uma doença hepática rara e hereditária, ela aguarda por um doador de fígado. Conforme o coordenador do CTI do hospital, o médico José Sabino de Oliveira, o quadro da jovem é grave e ela respira com a ajuda de aparelhos. "Ela tem uma anomalia conhecida como Doença de Wilson. É uma síndrome fulminante e só um transplante pode salvá-la."


 

Drama da família

Em constante vigília na porta do Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, parentes da jovem Iza Viana aguardam pelo tão esperado doador do fígado. 

Segundo a mãe da estudante, Rita de Cássia Viana, de 53 anos, até o início da semana passada, a filha levava uma vida normal.
 

“Foi um susto para todos sabermos que ela estava doente e precisaria de um transplante. Aflita, antes do coma, a Iza só perguntava se o doador havia aparecido”, informou a mulher.
 

Números

Dados do MG Transplante apontam que 3.558 mineiros estão na mesma situação de Isa – aguardando por um transplante. (RL)

Publicado em: 17/06/2009