02 agosto, 2006

Renovias lança cupom de pedágio com dados sobre doação de órgãos


Renovias lança cupom de pedágio com dados sobre doação de órgãos
Fonte: Cosmo On Line


A partir de hoje a Renovias passa a emitir um novo recibo de pedágio, que traz informações no verso sobre os principais mitos envolvendo a doação de órgãos - tema da campanha A Vida Com Vida. A distribuição começa pelas Praças de Pedágio Jaguariúna, Estiva Gerbi e Espírito Santo do Pinhal, responsáveis por 65% dos recibos emitidos pela concessionária. Gradativamente, o novo recibo será distribuído nas demais praças.As mensagens esclarecem alguns mitos sobre a doação. Quem tiver acesso ao recibo, saberá, por exemplo, que é uma inverdade imaginar que os médicos não vão se empenhar na cura de um paciente, caso saibam que ele é doador. Isso porque a equipe que diagnostica morte encefálica não é a mesma que realiza o transplante. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, há famílias que não autorizam a doação em razão de informações equivocadas como essa.O novo recibo faz parte da 2ª fase da campanha, que foi lançada pela Renovias em janeiro de 2005, em parceria com a Associação Doe Vida e com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde/Central Estadual de Transplantes. Além dos recibos, o usuário que trafegar pelas rodovias verá faixas-banner com fotos da madrinha da campanha, a atriz Glória Pires, e mensagem de incentivo à doação de órgãos.HistóricoPara desenvolver a campanha, a Renovias levou em conta a falta de informação sobre o assunto e a facilidade que tem como empresa de disseminar informações aos usuários de sua malha viária. Ao longo de 2005, a campanha foi dividida em quatro etapas: A Doação de Órgãos no Brasil, O Doador de Órgãos, O Paciente e O Transplante.A campanha foi batizada de A Vida ComVida, a partir de um trocadilho com a palavra vida. Ao mesmo tempo em que convida o usuário das rodovias a refletir sobre a proposta de ser um doador, ressalta a importância de viver com plenitude após um transplante. Para mais informações sobre doação e transplante de órgãos, visite o site da Secretaria de Saúde do Estado: www.saude.sp.gov.br.

O Sistema Renovias é formado por cinco rodovias que ligam Campinas ao Circuito das Águas e Sul de Minas: SP-340 (Campinas/Mogi Mirim/Mococa), SP-344 (Aguaí/São João da Boa Vista/Vargem Grande do Sul), SP-342 (Mogi Guaçu/Espírito Santo do Pinhal/São João da Boa Vista/Águas da Prata), SP-350 (Casa Branca/São José do Rio Pardo) e SP-215 (Vargem Grande do Sul/Casa Branca), numa extensão de 345,6 quilômetros.

Com informações da assessoria da concessionária Renovias

31 julho, 2006

Um Transplantado falando sobre doação de órgãos

Falando sobre doação de órgãos (Correio Popular - Opinião - 5/3/2004)


Vamos falar sobre doação e transplantes de órgãos, um assunto delicado, do qual as pessoas evitam falar, às vezes por medo
Roberto Alves
Vamos falar sobre doação e transplantes de órgãos, um assunto delicado, do qual as pessoas evitam falar, às vezes por medo, às vezes por ignorância sobre o assunto. A morte é algo inevitável, atinge a todos, independente da classe social, da raça ou crença religiosa, trazendo dor e saudade aos que ficam. É neste momento delicado que os familiares, no mais das vezes, inconformados diante de sua impotência, têm o poder divino sobre a continuidade ou não da vida de outra pessoa, que sequer conhecem.
Tal circunstância enobrece ainda mais a decisão de doar os órgãos do ente querido que se foi, principalmente levando-se em conta que, com tal ato pode-se devolver a vida a um ser humano e aliviar o sofrimento de seus familiares, demonstrando desprendimento e amor ao próximo.
É importante ter em mente como ser doador de órgãos. A legislação não interfere mais, o que está valendo, hoje, é avisar os familiares que você é a favor, nada mais.
Muitas pessoas imaginam que o corpo do doador falecido é mutilado, tendo seus órgãos extraídos de qualquer maneira. Tal idéia é equivocada. É necessário que todos saibam que a retirada do órgão é uma operação como outra qualquer, mesmo porque o órgão doado deve ser manipulado com todo o cuidado, para que não se danifique e torne-se imprestável.
Outro aspecto importante é o temor de que o doador ainda esteja vivo. Vale ressaltar que o médico dispõe de todos os meios para garantir que, em hipótese nenhuma, sejam retirados órgãos da pessoa ainda viva, pois é necessário que seja atestada a morte cerebral do doador, de onde não há retorno.
Só as pessoas que necessitam de um transplante e seus familiares têm conhecimento da dura rotina que é viver à espera de um órgão, espera esta que pode se arrastar por anos, sendo que muitas pessoas morrem.
É duro pensar que tantos órgãos sadios são consumidos pela terra, putrefazendo-se, sendo que, numa decisão simples e extremamente humanitária, poderiam dar vida nova a várias pessoas que deles necessitam. Contudo, há pessoas que optam por não serem doadores de órgãos, esquecendo-se que, no futuro, talvez, venham a ser receptores, ou ainda venham a acompanhar o sofrimento de um ente querido que necessite de um transplante. Então, como fica? Ao que parece, a solução mais justa seria negar-lhes o transplante, visto que não dispuseram a ser doadores, mas isso, obviamente, não acontece. Portanto, essa é uma via de duas mãos, você não sabe em que lado está. Ppense nisso!
O Brasil é, hoje, o segundo país que mais realiza transplante no mundo. Somente os Estados Unidos efetuam um número superior ao nosso.
Uma coisa é preciso dizer: o sistema de transplante é muito estruturado, existe uma coordenação no sistema nacional de transplante em Brasília e cada Estado possui uma central de notificação de doação e localização de órgãos. Além disso, em sua maioria, as equipes brasileiras que realizam transplantes são lideradas por competentes profissionais, que foram graduados no País e que completaram sua pós-graduação internacionalmente.
Ao contrário do que acontece muitas vezes no sistema de saúde pública do Brasil, a área de transplante está muito bem organizada e desenvolvida, situação semelhante à cirurgia cardíaca e da Aids, em que somos reconhecidos internacionalmente.
A população precisa se conscientizar: temos um sistema bom de transplante, mas falta aderir para doação. Os números de espera da fila de transplante é dramática, próximo de 60 mil pessoas no Brasil. Contando todos os órgãos que esperam doação, temos 23 mil córneas, 5 mil fígados, 30 mil rins, 100 pulmões, 150 pâncreas, 300 corações etc.
Pense nisso!
Roberto Alves, transplantado há 8 anos, é diretor de divulgação da Apohie (Associação de Assistência aos Portadores de Hepatite, Candidatos a Transplante e Transplantados Hepáticos do Interior do Estado de São Paulo)


Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/marco2004/clipping040305_correiopop.html#5