30 abril, 2008

Cresce número de transplantes em SP

Cresce número de transplantes em SP
Regiao Noroeste - Fernandópolis,São Paulo,Brazil
Na última delas, foram distribuídos 10 mil adesivos com a frase: Incentive a doação de órgãos nas praças de pedágio das principais rodovias. ...

 

29 abril, 2008

BOLETIM DO THIAGO - 29/04 - 64º DIA

 



Dia: 29/04 – 9:00h - 64º DIA


Queridos,
Hoje estou com o coração triste e pesado... o cansaço e a ansiedade deram lugar a tristeza e a revolta... Sim, revolta é o que estou sentindo hoje... E me dou o direito de me sentir assim, pois o próprio Jesus, que é Deus, enquanto sofria na cruz disse: 'Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.' Marcos 14:36. Essas são as palavras que saem de dentro da minha alma hoje... Deus me conhece, não adianta eu tentar esconder...
Bem, o motivo de toda essa tristeza é que ontem o Thiago fez um Ecocardiograma, já se preparando para a alta, mas infelizente o exame não mostrou coisas boas: o coração dele está em disfunção (disfuñção importante de VD) e isso significa que o coração dele não está bombeando sangue de uma maneira eficiente e isso é muito ruim... Ele já teve essa disfunção importante no pós operatório, que depois melhorou muito, mas a essa altura isso me preocupa demais. Portanto, os medicamentos foram aumentados novamente, passou a tomar novas medicações e agora precisamos esperar... esperar, esperar... e pedir a Deus que faça mais um milagre, e que esse coraçãozinho volte a funcionar direitinho, caso contrário a única saída será um transplante...
'Pai, afasta de mim este cálice...'
...

Além disso tenho estado muito triste desde a semana passada, quando recebi a notícia do falecimento da princesinha Gabriela, filhinha da Thaíse e Michel. A Gaby foi a primeira bebê que conheci ainda na gestação do Thiago que nasceu com a mesma cardiopatia dele. A Gaby e a Thaíse sempre foram para mim fonte de inspiração, força e coragem para enfrentar a nossa luta. A Thaíse sempre foi uma mãe extremamente dedicada, batalhadora, guerreira e, apesar das lutas não terem sido fáceis, nunca vi essa mãe reclamar (como estou fazendo hoje) e a minha admiração por ela se tornou maior ainda...
Cada criança que se vai leva consigo um pedacinho do nosso coração... mas por tudo o que a Gaby representou pra mim, ela levou um pedacinho maior do meu coração, que hoje chora...
Gaby, obrigada por você ter existido e lutado tanto! Thaise, obrigada por você ter me ensinado tanto, principalmente a não ter medo de lutar, não importando as circunstâncias!
Que Deus conforte os NOSSOS corações!


 


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28 abril, 2008

ANÁLISE DE CUSTOS COM TRANSPLANTES REALIZADOS PELO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO SUL

INTRODUÇÃO

A reforma sanitária transformou o setor público de saúde ampliando o acesso de

pacientes e qualificando os profissionais que prestam atendimento. A constituinte de 1988

consagrou os princípios que norteiam o Sistema Único de Saúde (SUS): universalidade,

equidade, integralidade, descentralização administrativa e controle social, através de ampla

participação popular no processo de tomada de decisões. Entretanto, o avanço em direção aos

níveis desejáveis de efetivação da qualidade e da resolutividade do sistema de saúde não são

uniformes nos Estados e nas cidades, em função das conjunturas políticas nas três esferas de

governo e pela dificuldade de destinar de maneira constante os necessários investimentos nas

áreas sociais. (COSTA, 2002).

O estabelecimento de prioridades no sistema de saúde brasileiro, bem como em todos

outros sistemas de saúde, torna-se necessário, visto que, segundo o princípio fundamental da

economia: as demandas da sociedade são crescentes e os recursos para atendê-las, limitados.

Mas, afinal: o que é uma prioridade em saúde?

Logo, quando o foco da discussão no campo da saúde é a priorização da aplicação de

recursos em determinados serviços e/ou ações em detrimento do não financiamento de outro

conjunto de estratégias para a recuperação, prevenção e promoção da saúde, sendo aquele

também demandados pela sociedade, surge, então, um dilemas ético.

Os gastos com transplantes são importantes fontes de custos para o SUS e alinham-se à

realidade supracitada, tanto no que tange o seu alto custo/benefício bem como no que se refere a

seus aspectos excludentes, por muitas vezes, não eqüitativos. Todavia, de acordo com o que

pressupõe a Constituição Brasileira, a questão dos transplantes coloca os princípios da

integralidade e eqüidade em uma situação paradoxal; enquanto uma parcela pequena da

sociedade tem acesso a um serviço de alta complexidade e alto custo que são os transplantes,

como veremos a seguir, um contingente muito grande de brasileiros ainda sofre com morbidades

previníveis decorrentes da falta de água potável e do não acesso à alimentação.

De acordo com todas essas observações, este trabalho faz uma abordagem dos custos dos

transplantes para o sistema de saúde brasileiro, com o intuito de contribuir para a reflexão sobre

a análise econômica dos procedimentos de alto-custos. Para isso, primeiramente, far-se-á um

breve um relato sobre transplantes de órgãos, incluindo neste um breve histórico sobre os

transplantes de órgãos. Logo, será feito um breve panorama sobre a análise de custos e alguns de

seus tipos. Será feita, uma análise de todos esses casos abordando, para isso, a Evolução da

freqüência dos transplantes e a Evolução dos gastos com os mesmos no Rio Grande do Sul e no

Brasil no intervalo de 1995 a 2001, conforme os dados do relatório de acompanhamento de itens

importantes da produção do Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2003). Serão apresentados

também, de forma geral, números sobre a evolução dos gastos com cirurgias de transplantes por

unidade de federação, a evolução dos gastos com medicamentos associados aos transplantes e a

evolução dos gastos com procedimentos associados aos transplantes aqui apresentados.

Finalmente, será discutida e concluída a respectiva análise de custos.

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Educação para doação de órgãos

RESUMO

Objetivos: Apresentar uma revisão sobre fatores

associados à educação para doação de órgãos.

Fonte de dados: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica

utilizando os bancos de dados MEDLINE

e Lilacs, nos últimos 10 anos (1996-2006).

Síntese dos dados: Existe uma atitude positiva da

população mundial acerca da doação de órgãos e

transplantes que varia de 52% a 80%. Fatores relacionados

a uma atitude positiva incluem: idade (< 50

anos), nível superior de escolaridade, experiência prévia

com doação e transplantes, conhecimento do conceito

de morte encefálica e ser doador de sangue. A

maioria da população recebe informações sobre transplante

e doação através da televisão. Informação com

base individual (campanhas em escolas, amigos, familiares

e profissionais da saúde) promove uma maior

modificação de comportamento. Um dos fatores

mais importantes para que os familiares decidam a

favor da doação de órgãos é o fato de ter discutido

previamente com o paciente sobre doação.

Conclusões: Apesar da atitude positiva da população

mundial, existe uma grande diferença entre o

número de pessoas em lista de transplante e o número

de doadores. Campanhas que incentivem as pessoas

a manifestar o desejo de ser doador e discutir sua

decisão com a família sugerem ser uma estratégia importante

para amenizar este problema.

DESCRITORES: DOAÇÃO DIRIGIDA DE TECIDOS;

TRANSPLANTE DE ORGÃOS/educação; EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO;

PROMOÇÃO DA SAÚDE.

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