MS lança Marco Regulatório e anuncia investimentos para a área de transplantes
| 21.10.2009
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apresentou hoje no Rio de Janeiro o novo Marco Regulatório do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Dentre as mudanças previstas na legislação estão o aumento dos valores pagos pelos procedimentos e a adoção de um sistema online que permitirá que receptores que aguardam por um órgão acompanhem em tempo real a sua posição na fila, órgão acompanhem em tempo real a sua posição na fila, como já ocorre no Estado do Rio de Janeiro desde o 2° semestre do ano passado. O investimento para a implantação das medidas será de R$24,1 milhões para 2009 e 2010. - O Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. Hoje, 90% dos procedimentos realizados no país se viabilizam graças ao Sistema Único de Saúde. A revisão do Regulamento Técnico, que desde 1998 não recebia mudanças, é essencial para o fortalecimento do SNT, pois é fruto da escuta e do diálogo com as entidades de gestores, trabalhadores e usuários -, afirma o ministro. De acordo com o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, presente no lançamento, outro destaque é a criação das Organizações de Procura de Órgãos (OPO´s), que têm o compromisso de facilitar a doação dentro dos hospitais. Elas atuarão como gerentes regionais das Comissões Intra-Hospitalares de Transplantes (CIHDOTTs) e serão responsáveis, por exemplo, pela manutenção do doador, entrevista familiar e agendamento do centro cirúrgico. O objetivo do Ministério é implantar, até o final do ano que vem, pelo menos uma OPO em cada estado e capital do país. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do MS, Alberto Beltrame, o ideal é que haja uma para cada grupo de dois milhões de habitantes. Outras mudanças - A atualização de dados dos pacientes na lista de transplantes já era recomendação do regulamento anterior. A diferença entre os dois é que, a partir de agora, esse procedimento se torna obrigatório e será realizado automaticamente pela equipe transplantadora, que passa a ter acesso ao sistema de informação em tempo real. Outro grupo beneficiado é o das pessoas portadoras de doenças como hepatites, por exemplo, que poderão doar seus órgãos, desde que o receptor também seja portador da doença e dê o seu consentimento. As equipes transplantadoras também precisam dar seu aval. As novas regras atingem também as doações intervivos de doadores não aparentados. Dessa forma, o procedimento, que hoje passa apenas pelo crivo da Justiça, precisará da autorização de uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o transplante, já que são os profissionais que sabem em que condições a doação acontecerá. Só depois dessa aprovação é que o caso seguirá para análise judicial. No evento, o Ministério lançou o selo “Organização Parceira dos Transplantes”, criado para reconhecer os esforços de entidades e organizações que tenham contribuído para o aperfeiçoamento do Sistema. O MS também recebeu um manual feito para ajudar os médicos no diagnóstico da morte encefálica elaborado pelo Conselho Federal de Medicina. O texto será distribuído pelo Ministério a todos os médicos do país. |
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