03 julho, 2009

Homenagem à Adote na CÂMARA DOS DEPUTADOS

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Homenagem à Adote na CÂMARA DOS DEPUTADOS

O SR. ELIENE LIMA (PP-MT. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero falar neste momento sobre a Adote.
A Adote é uma organização não governamental, sem finalidade econômica, fundada em 20 de novembro de 1998, em Pelotas, RS, cuja missão é atuar no sentido de promover mudanças de atitudes e valores da Sociedade e Estado para preservar e melhorar a vida.


Atua no Controle Social e dedica-se a divulgação de informações sobre o processo doação-transplante de órgãos através de diversos processos midiáticos, realizando campanhas de esclarecimento público, palestras e mesas redondas. Participa também de fóruns para a definição de políticas públicas na busca do entendimento de que todas as instituições hospitalares reconheçam na notificação da morte encefálica o caminho para o efetivo crescimento e desenvolvimento do processo doação-transplante de órgãos.
Sua força de trabalho é constituída de voluntários. Alguns voluntários, cerca de 60, são mantenedores. Entre os voluntários que atuam diretamente na direção da instituição 95% têm curso superior, alguns com doutorado. As profissões são as mais diversas: Eng. Agrônomo, Professor de Ensino Superior, Administrador de Empresa, Contador, Advogado, Pedagogia e Serviço Social.


O transplante nobres pares é, sem dúvida, a tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes.
É um procedimento médico com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas.


Neste sentido, a ADOTE acredita que no cenário dos transplantes não existem estrelas, todos - pacientes, médicos e doadores - são igualmente importantes, pois não existe transplante sem doador. Acredita também que a questão da escassez de órgãos para transplantes, mais acentuada no Brasil do que em outros países, somente será resolvida através de um intenso esforço de educação de toda a sociedade, incluindo, em curto prazo e em especial, os profissionais de saúde, atores que dão início e finalizam o processo.


Não menos importante é a implementação de políticas de saúde pública que priorizem a prevenção de doenças que levam a indicação de transplante.

A conscientização da sociedade como um todo, tarefa de longo prazo, deve ser iniciada nas escolas, o centro ideal de formação integral dos jovens, incluindo o exercício da cidadania. Neste sentido, a incorporação dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de ensino é determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a análise dos avanços científicos que influenciam a nossa saúdee determinam o rumo da nossa existência.


Afinal de contas, os estudantes de hoje são os futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, biólogos, engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável tecnologia dos transplantes.


Diante do exposto Senhor Presidente, parabenizo a todos que fazem a Adote e indico aqui para todos os interessados o e-mail da organização: www.adote.org.br.

No mais, o meu muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) - Agradeço a V.Exa.

Fala%20Eliene%20Lima%20ADOTE.mp3

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