02 março, 2008

Cartilha do Doador

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CENTRAL DE TRANSPLANTES DO RIO DE JANEIRO

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http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifQuais órgãos e tecidos podem ser doados (no Rio de Janeiro)?
Órgãos: Coração, pulmões, rins, pâncreas e fígado;
Tecidos: Córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas.
A doação de órgãos pressupõe necessariamente a morte encefálica do paciente. Já a doação de tecidos pode ser feita tanto nos casos de morte encefálica como nos de morte por parada cardio-respiratória, sendo, neste caso, de 6 horas o tempo máximo para retirada. Adicionalmente, para cada órgão e tecido existe um conselho técnico que define os critérios de viabilidade para o transplante. Portanto, a retirada de cada órgão/tecido doado fica condicionada a uma avaliação clínica específica.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifO que é morte encefálica?
É a morte do encéfalo, com perda total e irreversível de sua função, decorrente de acidentes ou doenças que provocam sangramentos e traumatismos intra-cranianos. Portanto, a morte encefálica equivale ao óbito do paciente, devendo este ser registrado em seu prontuário com a mesma data e horário da confirmação da morte encefálica.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifComo é feito o diagnóstico da morte encefálica?
O protocolo brasileiro de diagnóstico de morte encefálica, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, é considerado um dos mais rigorosos do mundo. Constitui-se de dois exames clínicos, realizados em intervalo de tempo pré-estabelecido pelo regulamento, de acordo com a idade do paciente, por dois médicos não participantes das equipes de captação e transplante, sendo um deles necessariamente um neurologista, e mais um exame gráfico complementar, que pode ser um eletroencefalograma, uma angiografia cerebral ou um ecodoppler transcraniano.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifQual a diferença entre morte encefálica e coma?
No coma, as células cerebrais continuam vivas, executando suas funções vitais, embora tenham sofrido uma alteração funcional que determina uma falta de integração entre o indivíduo e o meio; entretanto, esta alteração é passível de recuperação. Já na morte encefálica, as células cerebrais são destruídas, de forma irreversível, impossibilitando a sobrevivência do paciente


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifPor que o batimento cardíaco e a respiração do paciente continuam após a morte encefálica?
O coração possui um marcapasso natural que lhe permite continuar bombeando sangue para os órgãos, durante algumas horas, após a morte encefálica. Já a respiração é mantida através de aparelhos, artificialmente. Com isso, é possível irrigar os órgãos e preservar suas funções vitais por algum tempo, que varia de acordo com as condições fisiológicas do falecido, daí a urgência na decisão sobre a doação de órgãos, que não é mais possível após a parada cardio-respiratória.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifQuem pode e quem não pode doar órgãos e tecidos?
A princípio, todos podemos ser doadores de órgãos e tecidos. Constatado o falecimento, uma avaliação clínica cuidadosa definirá quais órgãos e tecidos daquele potencial doador estarão viáveis para transplante. Entretanto, alguns casos caracterizam uma reconhecida impossibilidade de doação, a saber: doador não identificado, causa mortis não identificada, doador portador do vírus HIV ou de hepatite, com histórico de neoplasia (câncer), com septicemia (infecção não controlada) ou em choque hemodinâmico.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifPor que doar órgãos e tecidos?
Porque a vida continua, apesar da enorme tristeza de estarmos perdendo um ente querido. A doação é um ato espontâneo de amor e solidariedade, que permite realizar transplantes, aliviando o sofrimento e salvando a vida de vários pacientes, que aguardam em lista de espera essa valiosa oportunidade.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifQuem recebe os órgãos e tecidos doados?
Um único doador pode beneficiar vários receptores, selecionados a partir de uma lista única estadual, separada por órgãos, tipos sangüíneos e outras especificações técnicas. A lista única apresenta uma ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados nessa ordem, em função da compatibilidade sangüínea e genética com o doador. A existência da lista única assegura a seriedade e a transparência de todo o processo.
 

http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifComo fazer a doação?
Por lei, a doação só pode ser consentida pela família do falecido, não tendo validade qualquer manifestação da pessoa em vida, mesmo aquelas registradas nos documentos pessoais. Portanto, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à sua família o seu desejo de doação. A partir da autorização formal da família, através de documentos oficiais, os órgãos e tecidos saudáveis são retirados e transplantados por equipes médicas e hospitais credenciados e coordenados pela Secretaria Estadual de Saúde. Todos os procedimentos envolvidos neste processo são realizados gratuitamente por equipes especialmente treinadas para esta missão humanitária.

http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifExiste a possibilidade da família receber algum benefício material em troca da doação?
Não, pois a doação é um ato de amor e solidariedade. Porém, com certeza, existirá o benefício de saber que estará fazendo um bem enorme a algumas pessoas que precisam muito dessa ajuda.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifApós a doação, como fica o corpo do doador?
A retirada dos órgãos é uma cirurgia realizada com todos os cuidados da reconstituição, de forma que o corpo do falecido seja devolvido para a família doadora devidamente recomposto, ficando é claro, com as cicatrizes de uma cirurgia comum.


http://www.saude.rj.gov.br/images/RioTransplante/setavermelha.gifQuanto tempo dura uma cirurgia de retirada dos órgãos até que o corpo seja devolvido a família?
Isso vai depender de quais órgãos foram doados, mas a urgência da situação, considerando que a parada cardíaca inviabiliza o aproveitamento dos órgãos, impõe que a cirurgia seja feita no menor tempo possível.


DOAÇÃO DE ÓRGÃOS  - SOLIDARIEDADE QUE SALVA VIDAS

PENSE NISSO !

 

 

 

 

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