Famílias não são avisadas sobre doação de órgãos, diz pesquisa
Famílias não são avisadas sobre doação de órgãos, diz pesquisa
Segundo Secretaria da Saúde, 85% de seus pacientes desejam doar órgãos.
Apesar disso, só 43% disseram ter informado vontade aos parentes.
Do G1, em São Paulo
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Pouco mais de 85% dos pacientes atendidos na rede pública de saúde do estado de São Paulo aprovam a doação de órgãos. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (21) pela Secretaria do Estado da Saúde a partir de uma pesquisa feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).
Apesar do dado positivo, a pesquisa revela também um outro número que diminui bastante o impacto benéfico na doação. É que do total entrevistado, apenas 43% afirmaram já ter informado aos seus parentes sobre o desejo de que seus órgãos sejam encaminhados para doação após a morte. Como em caso de óbito, só os familiares podem autorizar a liberação dos órgãos, o desejo de doação expresso acaba sendo anulado na prática.
O levantamento foi feito entre dezembro de 2007 e janeiro deste ano com 900 pacientes de nove hospitais da rede estadual de saúde. Além deles, 700 médicos e 700 funcionários de várias funções também foram ouvidos. Entre esses grupos, os percentuais foram diferentes, mas também nos dois casos o índice de comunicação aos parentes foi menor do que o do desejo de doação.
Entre os médicos, o índice de aprovação à doação foi de 91,1%, sendo que desse total 68% disseram já ter comunicado aos parentes sobre o desejo de doação. No grupo mais amplo de funcionários, 88,8% apresentaram desejo de doar, mas só 56% disseram ter falado sobre isso com a família. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
No ano passado, segundo a Secretaria de Saúde, foram registrados 367 doadores de órgãos no estado, 6% a mais do que em 2006, quando o total foi de 347 doadores. Já os órgãos transplantados chegaram a 1.125 em 2007, contra 1.165 no ano anterior.




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