26 dezembro, 2007

Vida nova: paciente em estado grave faz transplante de fígado em pleno natal

Vida nova: paciente em estado grave faz transplante de fígado em pleno natal25/12/2007 20:03:37 - Redação Gazeta Rádios e InternetFERNANDA ZANDONADIfzandonadi@redegazeta.com.brÉ comum as pessoas pedirem uma nova vida de presente de Natal, ou seja, conquistar o emprego sonhado, comprar um apartamento maior ou trocar de carro. A fisioterapeuta Flávia Marini Paro não fugiu à regra e teve o pedido atendido. O marido dela, o empresário Adauto Vieira de Almeida, precisava de um transplante de fígado e conseguiu um doador em plena noite de natal, um rapaz de 20 anos que teve morte cerebral. Adauto ganhou, literalmente, uma vida nova, após seis horas de cirurgia. Agora, ele se recupera na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital de Cariacica, e, segundo a esposa, o transplante foi um sucesso. Na alegria da fisioterapeuta, a gratidão pela família que teve o gesto de doar os órgãos do jovem. “É um sentimento de gratidão e eu gostaria muito de poder confortá-los pois eu sei que eles devem estar sofrendo muito, que Deus os conforte e os abençoe”. No Estado, a fila chega a oitocentos pacientes aguardando um órgão.O drama de Flávia e Adauto, comum a tantas famílias, teve um desfecho feliz, mas nem sempre é assim. Segundo Flávia, em meio à dor e ao sofrimento de perderem um ente querido, muitas famílias se recusam a doar os órgãos. Pensando nisto, o casal fundou a Associação Pró-Vidas Transplantes, para lutar pela doação de órgãos no Estado. “Neste tempo nós vimos muitos pacientes morrerem na fila. Com alguns nós sofremos juntos”.A luta foi longa, dois anos na fila. No começo, segundo Flávia, a situação era contornável, mas o tempo passou e o estado de saúde de Adauto piorava a cada dia. Nos últimos três dias, conta a esposa, a situação ficou crítica e Adauto teve que ser transferido para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Na véspera de Natal o quadro de saúde dele se agravou ainda mais. Foi quando a família, já desespera, recebeu a notícia que havia surgido um doador. “Nos últimos dias, em especial, ele estava grave, na UTI, e eu cheguei a perder as esperanças, quando eu cheguei lá e vi que ele estava em ventilação mecânica e inconsciente. À noite eu recebi a notícia de que uma família tinha concordado em doar os órgãos e eu não tenho e nunca vou ter como agradecer esta atitude”. Passo a passo para a doaçãoApós o diagnóstico de morte encefálica, a família deve comunicar ao médico assistente sobre seu interesse em doar os órgãos;O médico assistente avisa à Comissão Intra-Hospitalar de Transplante;A Comissão confirma o diagnóstico e informa a existência de um potencial doador à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos estadual ou regional;A Central pede uma autorização para a doação por escrito da família;A Central coordena a retirada dos órgãos e tecidos junto à equipe cirúrgica;Após a retirada, a Central distribui os órgãos e tecidos às listas únicas de doação.

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