02 outubro, 2007

01/10 SC é líder na doação de órgãos

Por ALESSANDRO BONASSOLI

Saúde, Solidariedade - Sexta, 01 de outubro de 2007
Estado possui 1.233 pessoas na lista de espera por transplante

Um dia inteiro para desmistificar o transplante de órgãos. Com essa meta, a Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina (Apar) e a SC Transplantes, uma central de captação de órgãos ligada à Secretaria de Estado da Saúde, uniram forças ontem nas principais cidades catarinenses.
Em Florianópolis, a campanha aconteceu no Terminal de Integração do Centro (Ticen), onde foram distribuídos cerca de 30 mil panfletos de orientação.
‘Nossa meta era distribuir os 40 mil que conseguimos entregar em 2006. Mas, com a chuva, isso não foi possível. Ainda não temos uma estatística fechada, mas 30 mil é possível afirmar’, afirmou Humberto Floriano Mendes, tesoureiro da Apar.
A campanha foi realizada no Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, para tentar chamar ainda mais a atenção da população para o tema.
Santa Catarina é o Estado líder em doação de órgãos no Brasil. Só no primeiro semestre de 2007 foram 14,7 doadores para cada mil habitantes, quase três vezes a média nacional, de acordo com o governo estadual.
Segundo a Apar, 50% das famílias permitem doações de seus integrantes que morrem. Isso ainda é pouco.
‘Precisamos é criar a cultura da doação de órgãos’, comentou Mendes. ‘Mas existem as questões religiosas, os preconceitos e as dúvidas sobre como são feitos os transplantes’, lamenta o dirigente da Apar.
Ele explica que o transplante só ocorre em caso de morte cerebral e nunca quando o paciente está em coma. ‘Ainda assim, são necessárias as confirmações de dois médicos e uma terceira, com um médico da família, também é permitida’, diz Mendes.
Somente hospitais e clínicas credenciados podem efetuar as cirurgias.
Professora vai conscientizar seus alunos
A Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina explica que nem todas as pessoas podem fazer doações e nem todos os doentes podem receber órgãos de terceiros. Cada caso precisa ser avaliado e autorizado por um médico.
No caso dos pacientes renais, a necessidade de transplante é comum para quem sofre de doenças como nefrite, pielonefrite, diabetes e tem pressão alta.
A professora de ensino médio Sandra Helena Sauer, 37 anos, já sabia destes dados. ‘Decidi ser doadora há muito tempo’, contou, enquanto media a pressão no estande montado no Ticen para a realização da campanha.
‘Tenho um amigo que precisou receber um fígado e, se não existissem doadores, ele teria morrido há cinco anos’, lembra.
Este exemplo dá para ela a certeza da importância de campanhas como esta. ‘Quanto mais doadores existirem, mais gente vai ter a vida prolongada’, afirma Sandra, que vai levar para seus alunos as dicas sobre a necessidade de propagar e vivenciar a cultura dos transplantes.
Fonte: Redação Notícias do Dia

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